10 de maio de 2012

Comandante do 13º Batalhão da PM dá tiro na cabeça no prédio da Secretaria de Planejamento



O tenente-coronel Marinaldo Lima, responsável pelo comando do 13º Batalhão da PM de Pernambuco, acaba de suicidar-se, com um tiro na cabeça, no prédio da Secretaria de Planejamento do governo do Estado, onde os comandantes da PM e os secretários costumam se reunir para as cobranças de meta do Pacto pela Vida e iniciativas da gestão Eduardo Campos.

O tiro foi dado, por volta de uma hora desta tarde de quinta-feira, no segundo andar do prédio da Seplag, que fica na Rua da Aurora, no bairro de Santo Amaro. De acordo com informações não oficiais, Marinaldo Lima estava de férias, participava de uma reunião sobre o Pacto pela Vida e estava sofrendo constantes pressões para cumprir metas. Segundo informações de oficiais, é comum que os gestores sejam chamados para discutir objetivos.
Outras informações dão conta que ele estava com dívidas e foi ao prédio da Seplag encontrar com o secretário-executivo, Bernardo Almeida.

O comando que o tenente-coronel era responsável cuidada de bairros violentos como Santo Amaro e centrais do Recife, como Derby, Aflitos, Encruzilhada e Agamenon Magalhães.
A responsabilidade territorial abrange ainda bairros como Campo Grande, Torreão, Espinheiro, Graças, Rosarinho, Hipódromo, Ponto de Parada, Cordeiro, Zumbi, Madalena, Torre, Iputinga, Jaqueira, Santana, Poço da Panela, Parnamirim, Casa Forte, Tamarineira, Casa Amarela, Monteiro, Apipucos (até o Talude do Açude), Alto do Mandu, Alto Santa Izabel.

Após o incidente, os trabalhos foram suspensos e o prédio foi evacuado.

Governo do Estado

O secretário de Comunicação do governo Eduardo Campos, Evaldo Costa, informou, agora há pouco, que Marinaldo Lima não estava participando de reunião do Pacto pela Vida. “Não tem sentido, é especulação”.

De acordo com o governo do Estado, ele estava de férias, à paisana, e foi na reunião da Seplag com o objetivo de encontrar um amigo, que ele sabia que estaria lá”. Os delegados e os coroneis que participam das reuniões estão sempre de paletó ou fardados, informou.

O governo também nega que pressões por redução da violência possam ter contribuído para o desfecho trágico.

“O comandante era muito bem quisto. Os resultados (no Pacto pela Vida) são excelentes”, explicou. (Jamildo)

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