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O fim do drama: Porcos podem acabar com as filas para transplante de órgãos

Uma alternativa pode estar em curso para evitar o drama das pessoas que estão na fila por um transplante de órgão. Um pesquisador da Harvard Medical School anunciou no último mês que uma mudança genética realizada em células de porcos pode, no futuro, tornar os órgãos desses animais compatíveis para o transplante em humanos.
O trabalho foi possível por conta do uso do CRISPR , um novo método para a alteração genética. George Church e seus colegas mudaram 62 genes de uma só vez em células de porcos para diminuir a ação dos retrovírus endógenos (PERVs) dos suínos, que também estão presente nos humanos.
Iniciativas anteriores em usar órgãos de porcos em humanos esbarraram na questão desse retrovírus, que agora parece ter uma solução com o uso da nova técnica de mudança genética. Dr. Church e sua equipe partiram para o próximo passo: reduzir o risco de rejeição do corpo humano aos órgãos de porcos. Para isso, eles deverão mexer em outros 25 genes envolvidos na produção de moléculas na superfície de células de porco que alertam o sistema imunológico. Os resultados da pesquisa ainda não foram publicados.
Apesar da empolgação, ainda há que se considerar uma questão mais profunda. Até onde os cientistas podem alterar traços genéticos de uma só vez e no que isso implicar nas gerações futuras, tanto de animais como de humanos?

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