Metade dos deputados votarão contra o impeachment, aposta ministro Wagner

O ministro-chefe da Casa Civil, Jaques Wagner, aposta que o governo terá metade dos votos da Câmara para barrar o processo de impeachment. Ou seja, cerca de 250 votos, número superior aos 171 votos necessários para barrar o impedimento da presidente Dilma Rousseff.

Ele rebate, em entrevista exclusiva ao Jornal das Dez, da GloboNews, e ao blog do Camarotti, o argumento do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que afirmou que mesmo que consiga um terço dos votos, o governo ficaria “capenga”.

“Eu acho que quando ele fala que o governo vai ficar capenga, ele tá falando de um desejo dele. Não uma leitura real. Ele já fala que nós vamos passar porque ele já reconhece que nós teremos. Eu não acho que nós teremos um terço. Eu acho que nós teremos mais do que um terço. Creio que a gente pode ter a metade dos votos. É a situação ideal? Não. Eu acho que uma situação ideal é você ter uma base consolidada de 280, 290, trezentos. Que é o que você precisa para conduzir o seu governo.” Nesta entrevista, o ministro reconhece que esse foi um ano difícil, principalmente na economia, mas argumenta que “impopularidade não é crime”. Sobre as pedaladas fiscais, base para o pedido de impeachment, o chefe da Casa Civil reconhece que pagar o valor devido de R$ 57 bilhões, “atende também essa questão de corrigir o erro apontado pelo TCU”.

“Se foi apontado pelo TCU que isso é um erro, não é um crime. Essa é a diferença. Isso é um erro na gestão do orçamento, então, ao você pagar de um lado, atende a essa demanada - lembrando que sempre foi feito assim”, afirmou Wagner.

O ministro ainda chegou a defender um governo de unidade nacional para superar a crise econômica. Segundo ele, precisa “ter a capacidade de acolher sugestão que venham de outros seguimentos, inclusive da oposição.”

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