Iguaracy: Posse de conselheiros tutelares que ocorreria no próximo domingo é suspensa por Liminar

A Juíza Daniela Rocha deferiu hoje (7) liminar para suspender a posse dos novos conselheiros tutelares do município de Iguaracy, deferindo mandado de segurança impetrado pelo advogado Júlio Liberal.
Trata-se de um mandado que requer a suspensão da posse dos membros, bem como o cancelamento da eleição para Conselho Tutelar no município, tendo em vista supostas irregularidades.
A posse estava marcada para o próximo dia 10 e apesar de não constarem nos autos provas inequívocas que justifiquem o cancelamento, a juíza deferiu a liminar até o julgamento do mandado de segurança.
Existe a possibilidade de outros municípios acionarem o judiciário para suspender ou anular as eleições. (Blog do Nill Júnior)
Veja abaixo cópia da decisão:

Em matéria que está sendo veiculada no Blog do Itamar França, o ex-Conselheiro Tutelar de Iguaracy, Júlio Leandro voltou a questionar a apuração das urnas, na eleição que aconteceu domingo, dia 04 de outubro de 2015. Ele encaminhou ofício ao Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA) solicitando a recontagem dos votos.
O documento foi assinado por outro candidato, Iranildo da Silva, atual conselheiro – suplente e não eleito. Cópia do ofício também foi entregue ao Ministério Público do Estado e órgãos que acompanharam o processo eleitoral.
Leandro, o 6º colocado, explica que seus colegas resolveram solicitar a recontagem dos votos em decorrência de algumas falhas detectadas antes e depois da eleição.
Segundo o queixoso, na recontagem dos votos inicial, os resultados apontaram 645 votos para a 5ª colocada e 644 para Leandro. Já na segunda contagem, a 5ª colocada caiu para 643 contra 641 votos de Leandro.
Mediante outras provas, segundo Leandro, como filmagens apresentadas em DVD, que comprovam a boca de urna da candidata mais votada, na Escola Judite Bezerra de Souza, Distrito de Jabitacá, onde mostram a mesma realizando o chapão, o que não era permitido de acordo com o edital.
No documento encaminhado ao Ministério Público de Pernambuco – MPPE, os candidatos solicitam a anulação das urnas de Jabitacá, já que todos os candidatos foram prejudicados, ou a impugnação da candidatura da majoritária no pleito.
“Do chapão formado três candidatos foram eleitas, isso não era permitido, então é necessário que haja uma apuração mais séria, a gente pede uma resposta urgente antes da realização da posse, foi uma eleição repleta de irregularidades, até políticos como (vereadores e esposa) se envolveram no processo fazendo boca de urna”, completou Leandro.

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