Novo tratamento faz células cancerígenas explodirem

VACQUINOL ESTIMULA A MORTE PELA QUEBRA DA MEMBRANA, ARREDONDAMENTO CELULAR, MASSIVA MACROPINOCÍTICA ACUMULAÇÃO DE VACÚOLOS, DEPLEÇÃO DE ATP, E RUPTURA DA MEMBRANA DOS GCS. (KITAMBI ET AL., 2014)
Pesquisadores do Karolinska Institutet na Suécia descobriram que a substância chamada Vacquinol-1 faz as células de glioblastoma, o tipo de tumor cerebral mais agressivo, literalmente explodem. Quando ratos receberam a substância, que pode ser dada em forma de tablete, o crescimento do tumor foi revertido e a sobrevivência prolongada. A descoberta foi publicada na Revista Cell.
O tratamento estabelecido que está liberado para glioblastoma inclui cirurgia, radiação e quimioterapia. Porém mesmo esses tradamentos dão em média apenas mais 15 meses de vida. É portanto essencial encontrar um melhor tratamento para tumores cerebrais malignos.
Pesquisadores do Karolinska Institutet e colegas da Uppsala University descobriram um novo mecanismo para matar as células cancerígenas de glioblastoma. Os pesquisadores em um estágio inicial colocaram em contato células do tumor à uma grande gama de moléculas. Se as células do câncer morressem, as moléculas seriam de interesse para mais estudos. As células foram expostas inicialmente a 200 tipos de moléculas. Seguindo grandes estudos, uma simples molécula foi identificada como sendo de particular interesse. Os pesquisadores queriam descobrir o porquê dela causar a morte das células cancerígenas.Foi encontrada a molécula que deu às células de câncer uma incontrolada vacuolização, um processo na qual as células carregam substâncias de fora para o interior da célula. Esse processo de carreamento é feito via os vacúolos, quais podem grosseiramente serem descritos como bolhas ou sacolas que consistem as membranas celulares. O processo é similar ao que estava por trás do Prêmio Nobel do último ano em fisiologia ou medicina, a descoberta que descreve como vesículas celulares movem coisas do interior da célula para a superfície.
Quando as células de câncer foram preenchidas com uma grande quantidade de vacuolos, as membranas celulares (a parede da célula, a grosso modo) colapsou e a célula simplesmente explode e fica necrosada.
“Esse é um mecanismo totalmente novo para o tratamento ao câncer. Uma possível medicina baseada no princípio que poderia, portanto, atacar o glioblastoma de um novo modo. Esse princípio pode também trabalhar para outros tipos de cânceres, nós não sabemos realmente explorar isso ainda,” diz Patrik Ernfors, professor de Histologia do departamento de Bioquímica Médica e Biofísica do Karolinska Institutet.
Pesquisadores fizeram com que ratos que tinham células de glioblastoma humano transplantadas ingerissem a substância por cinco dias. A média de sobrevivência foi cerca de 30 dias para o grupo controle que não recebeu a substância. Os que receberam a substância seis de oito ratos ficaram vivos por 80 dias. O estudo foi então considerado de grande interesse que a revista científica quis publicar o artigo imediatamente.
“Agora nós queremos tentar pegar essa descoberta em pesquisa básica, através de desenvolvimento pré-clinico e de todos os caminhos até a clínica, a meta é entrar no ensaio clínico, fase 1 de testes,” disse Patrik Ernfors.
O estudo foi fomentado com o dinheiro do Swedish Research Council, Swedish Cancer Society , a Swedish Foundation for Strategic Research, Brain Foundation, Hållsten’s Research Foundation, Torsten Söderberg Foundation, e Wallenberg Scholar.
 Créditos da imagem: http://bionews-tx.com/news/2013/10/11/cancer-genome-atlas-identifies-new-gene-mutations-related-to-glioblastoma-multiforme/
Créditos da imagem: Cell, Ernfors and colaboradores
Crédito da imagem: http://neuropathology-web.org

Artigo traduzido de: Karolinska Institutet. “New approach makes cancer cells explode.” ScienceDaily. ScienceDaily, 20 March 2014. <www.sciencedaily.com/releases/2014/03/140320121906.htm>.
Artigo de origem: Kitambi et al., Vulnerability of Glioblastoma Cells to Catastrophic Vacuolization and Death Induced by a Small Molecule, Cell (2014),http://dx.doi.org/10.1016/j.cell.2014.02.021
Para saber mais sobre o Glioblastoma: http://neuropathology-web.org/chapter7/chapter7bGliomas.html

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