Estudo liga novas anomalias graves em fetos ao vírus da zika

Fetos de 29% das mulheres grávidas com infecção pelo vírus da zika foram identificados com uma série de anomalias graves, de acordo com resultados preliminares de um pequeno estudo que levantou novas preocupações sobre a potencial ligação entre o zika e anomalias congênitas graves.
A lista de "resultados graves" encontrada no estudo de mulheres grávidas no Rio de Janeiro, publicada no New England Journal of Medicine nessa sexta-feira, incluiu morte fetal, calcificação do cérebro, insuficiência placentária com baixo ou nenhum líquido amniótico, restrição no crescimento fetal e danos ao sistema nervoso central, incluindo potencial cegueira.
"Eram mulheres infectadas no primeiro e no segundo trimestres de gravidez", disse a Dra. Karin Nielsen, principal autora do estudo, em entrevista por telefone.
"Nós também vimos problemas no último trimestre, o que foi surpreendente para nós", acrescentou Nielsen, citando dois casos de morte fetal no fim de gestações em que não havia nenhum sinal de malformação cerebral em exames de ultra-som.
"Nós encontramos uma forte ligação entre o zika e resultados adversos na gravidez, que não foram documentados antes", afirmou Nielsen, professora de pediatria clínica na David Geffen School of Medicine na UCLA.
Mesmo que o feto não tenha sido afetado, o vírus parece danificar a placenta, o que pode levar à morte do feto.
A infecção por zika tem sido associada a vários casos de microcefalia em recém-nascidos no Brasil. Nielsen disse que a microcefalia pode ser uma das muitas anormalidades para o que ela se referiu como síndrome congênita do vírus da zika.

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