Após mortes, Rússia lança campanha contra selfies perigosas

'Uma selfie legal pode custar sua vida', diz aviso do governo russo 
O governo da Rússia lançou uma campanha para que os cidadãos tomem mais cuidado ao tirar selfies, depois de cerca de uma centena de pessoas se machucar e mais de uma dezena morrer ao fazer poses em situações de perigo neste ano.
“Uma selfie legal pode custar sua vida”, avisa o Ministério do Interior em uma das imagens criadas, que incluem ainda “uma selfie com arma mata”. Em maio, uma jovem de 21 anos de Moscou acidentalmente disparou contra si enquanto tirava uma selfie segurando uma pistola.
“Infelizmente, nós notamos recentemente que o número de acidentes causados por amantes de selfies está crescendo constantemente”, afirmou Yelena Alexeyeva, assessora do ministério, à agência de notícias France Presse. “Desde o começo do ano nós estamos falando sobre cerca de uma centena de casos de machucados”, afirmou, acrescentando que há “dezenas de acidentes mortais”.
Dois jovens tentaram tirar uma selfie segurando uma granada sem o pino na região dos Urals. A explosão os matou, mas o celular sobreviveu. Uma jovem morreu eletrocutada ao tirar uma foto no alto de uma estação de trem em Ryazan. Enquanto ajustava a câmera, ela encostou sem querer nos fios de alta tensão.
A campanha inclui, além de vídeos e imagens online, uma série de sinais de trânsito descrevendo situações perigosas para que alguém escolha tirar autorretratos.
“Antes de tirar uma selfie, todos deveriam pensar que a corrida por um alto número de ‘curtidas’ pode levá-los a uma jornada para a morte e que suas fotos extremas mais recentes podem acabar sendo póstumas”, avisou Alexeyeva.

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