Duas adolescentes desaparecem em condomínio do Recife

Brenda Pereira Ramalho e Alessandra Kuniscki foram vistas pela última às 17h30 do domingo no Condomínio Recife Antigo, na Abdias de Carvalho
Alessandra Kunisck e Brenda Pereira Ramalho estudam no Colégio Conhecer, no bairro da Várzea. Foto: Facebook/Arquivo pessoal
Duas adolescentes estão desaparecidas desde o final da tarde de ontem. Brenda Pereira Ramalho, 13 anos, e Alessandra Kuniscki, de 14, foram vistas pela última vez por volta das 17h30 deste domingo no condomínio Morada Recife Antigo, na Avenida Abdias de Carvalho, no bairro de San Martin, no Recife.

Na manhã desta segunda-feira, os pais das adolescentes registraram o desaparecimento junto à Gerência de Proteção a Criança e ao Adolescente (GCPA). As duas adolescentes estudam no bairro da Várzea: Brenda no Colégio Conhecer e Alessanndra a Escola Pontual. Segundo o pai de Brenda, , o funcionário público César Ramalho, de 44 anos, a adolescente vestia blusa cinza e short jeans quando desapareceu. A família pede a quem tiver qualquer informação entrar em contato pelo telefone (81) 99959-9169.César e a esposa, Fabiana, disseram que, por volta das 13h de ontem, Alessandra chegou à casa da família, na Cidade Universitária, para ir com Brenda à residência de uma terceira colega, identificada como Duda, no bairro da Várzea, fazer um trabalho escolar. O pai de Brenda as deixou de carro no local mas, testemunhas contaram a menina não estaria no prédio e que as adolescentes teriam estudado embaixo do edifício e deixado o local. Câmeras mostraram que às 14h16 as duas chegaram ao condomínio em San Martin, de onde saíram e voltaram horas depois.

O desaparecimento só foi percebido quando, às 17h, a mãe de Alessandra chegou à casa de Brenda e não encontrou a filha. Os pais da adolescente se surpreenderam, uma vez que as duas teriam informado que a mãe de Alessandra as buscaria na casa da amiga Duda e foram para o local. A partir daí, começaram as buscas e telefonemas para amigos. Alguns deles confirmaram que as meninas estiveram em suas casas para tomar água.

Às 19h, Alessandra atendeu uma ligação da mãe e teria desligado em seguida. Já Fabiana contou que conversou com a filha Brenda pelo WhatsApp: a adolescente teria contado que as duas foram seguidas e, com medo, entraram em um ônibus sem saber o destino, acabando perdidas em uma rua escura com pessoas estranhas, casas fechadas e muros altos parecendo com os de um presídio. A adolescente teria finalizado avisando que a bateria do celular iria descarregar. Os familiares dividiram-se em quatro carros e realizaram buscas nas imediações do Complexo Prisional do Curado e da Colônia Penal Feminina, no bairro do Bom Pastor, sem sucesso.

Já a tia de Alessandra, a pedagoga Aline Kuniscki, de 31 anos, disse que as adolescentes teriam ido ao apartamento de um colega de classe de Brenda, chamado Rafael, que não estaria em casa e as teria encontrado por volta das 17h30 no térreo do condomínio. "Recebi o áudio de uma amiguinha de Alessandra dizendo que elas falaram que iam pegar um ônibus para voltarem para casa. O GPS do celular dela esteve ligado pela última vez às 15h58 de ontem e indicava como ponto de localização um raio de 5 km do Prado. Depois, foi desligado", acrescentou Aline.

Segundo a tia, a sobrinha, que mora na Várzea, costuma sair, mas sempre dá notícias e informa onde está. Aline também disponibilzou um telefone para receber informações sobre as adolescentes: (81) 99137 9394.

Um agente do GPCA informou que a hipótese de fuga do lar é a principal trabalhada até agora, por ser a mais comum entre os casos, mas que não é possível afirmar que seja isso e outras possibilidades estão sendo levantadas.
Com informações dos repórteres Bruno Araújo e Maira Baracho
Por: Patrícia Fonseca - Diario de Pernambuco

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