Leia perguntas e respostas com fatos e dúvidas sobre o estupro da adolescente

Adolescente, vítima de estupro coletivo, deixa hospital ao lado da mãe, no Rio
A menina de 16 anos foi estuprada?
Sim. No vídeo divulgado em redes sociais, um grupo de homens, em meio a risadas, toca nas partes íntimas da garota inconsciente. Só isso, sem levar em conta o depoimento dela, já caracteriza um estupro. Em 2009, a lei 12.015 foi alterada e passou a considerar, além da conjunção carnal, atos libidinosos como crime de estupro.
Quantos homens a estupraram?
Ainda não se sabe. No vídeo, de 38 segundos, aparecem dois homens e são ouvidas ao menos três vozes masculinas; um dos homens que estavam no quarto com a adolescente diz que "mais de 30 engravidou [sic]"; em depoimento à polícia, a vítima disse que, quando acordou, estava sendo observada por 33 homens, todos armados de fuzis e pistolas.
Que outros crimes podem ter sido cometidos?
A jovem diz não se lembrar de como acordou após ter sido filmada, indicando que pode ter sido dopada. A filmagem e a publicação do vídeo na internet, sem seu consentimento, caracterizam crime, de acordo com o artigo 241 do Estatuto da Criança e do Adolescente. O Ministério Público Federal também investiga um possível crime de pornografia infantil na internet, uma vez que as imagens do crime foram divulgadas na web.
Por que a polícia ainda não pediu a prisão de ninguém?
Até a noite de sexta (27), o delegado responsável pelo caso afirmava que o crime não havia sido confirmado. "A gente está investigando se houve consentimento dela, se ela estava dopada e se realmente os fatos aconteceram. A polícia não pode ser leviana de comprar a ideia de estupro coletivo quando, na verdade, a gente não sabe ainda", disse o então delegado Alessandro Thiers. No domingo (29), o chefe da polícia do Rio, Fernando Veloso disse ao "Fantástico" que "não há vestígio de sangue nenhum" no vídeo, cujo laudo "vai trazer respostas [...] que vão contrariar o senso comum.
Como a garota chegou ao local do crime?
Em seu depoimento à polícia, ela disse ter ido a um baile funk no morro da Barão, no sábado (21), onde encontrou um "ficante", ex-colega de escola, que a levou para sua casa, na favela; ela diz ter acordado em uma casa diferente, mas não se lembra como chegou até lá.
Quantos suspeitos já foram identificados?
Cinco, por enquanto. Dois publicaram o vídeo numa rede social, um fez uma selfie ao lado da vítima e o quarto foi com ela até a casa. O quinto foi identificado após depoimento na delegacia, na sexta-feira: ele foi o responsável pela filmagem.

O QUE AINDA NÃO SE SABE?
A jovem passou por uma ou por duas casas?
Ela afirma ter dormido em uma e acordado em outra; dois dos suspeitos ouvidos afirmaram que ela foi apenas para uma casa, a mesma que a polícia vasculhou
A vítima foi dopada?
Ela diz não se lembrar do que aconteceu entre o momento que dormiu e o que acordou, cercada, segundo ela, por 33 homens. A menina nega ter usado drogas naquela noite
Existe um segundo vídeo do crime?
A polícia questionou a jovem sobre a autenticidade de uma segunda gravação que circula na internet, mas ela negou ser a personagem filmada; em sua entrevista ao jornal "O Globo", ela afirma que há um segundo vídeo que mostra os homens a estuprando com objetos
Quem foi o homem que, segundo a delegada e a advogada da menina, pediu desculpas a ela pelo crime? Em quais circunstâncias esse pedido de desculpas aconteceu?
O que a adolescente conversou com o chefe do tráfico do morro?
Quem é o rapaz que a vítima encontrou no baile e a levou para casa?
Gabriel de Paiva - 26.mai.2016/Agência O Globo 

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