Participantes de fraude de concurso da PM pagariam R$ 30 mil por gabarito

Após desarticular um grupo que tentava fraudar um concurso da Polícia Militar (PM) no domingo (29), a Polícia Civil informou, nesta terça (31), que os beneficiados pelo repasse de gabaritos no momento da prova pagariam entre R$ 1,5 mil e R$ 2 mil pela utilização do ponto eletrônico. Em caso de êxito no concurso, os aprovados que usufruíram do esquema desembolsariam R$ 30 mil com a ajuda de empréstimos consignados.
Durante as investigações, a moderna tecnologia utilizada para repassar as respostas do certame aos compradores do gabarito chamou a atenção da Polícia. “As informações eram transmitidas para os candidatos por meio de um ponto eletrônico auricular, com um transmissor com chip semelhante a um cartão de crédito. Cada um dos vendedores tinha um número de celular e repassaria, através do ponto, o gabarito das provas”, explica o delegado João Gustavo Godoy, responsável pelo caso.
O gabarito seria feito por professores com conhecimentos específicos de cada conteúdo abordado no certame e o esquema seria comandado por um dono de cursinho. Ainda assim, a Polícia esclarece que o concurso não foi prejudicado.
“O que seria repassado não era o gabarito oficial, mas sim uma série de respostas feitas por professores e vendidas a terceiros. Não existiu divulgação de gabarito oficial”, assegura o delegado.
“Ainda estamos investigando e vamos trabalhar duramente para que não aconteçam ações semelhantes a essa nos próximos concursos”, explica. “Nosso trabalho será quadruplicado durante o concurso da Polícia Civil”, garante Godoy. Após audiência de custódia, os envolvidos no esquema irão responder em liberdade pelos crimes de estelionato, formação de quadrilha e fraude de concurso público.

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