Se viesse hoje, Jesus Cristo seria considerado “extremista”, afirma erudito

Professor de Oxford acredita que Jesus não seria autorizado a falar em público (teria menos liberdade de se expressar do que cerca de 2000 anos atrás)
 
O especialista em estudos europeus e professor da conceituada Universidade de Oxford, o inglês Timothy Garton Ash reclamou da postura de censura reinante nas instituições de ensino do Reino Unido.
Em palestra recente, ele reclamou da cultura atual, que rejeita tudo fora do politicamente correto, que certamente proibiria os principais pensadores dos séculos passados de se expressarem abertamente, caso vivessem em nossos dias. Ele fez uma lista que inclui Karl Marx, Jean-Jacques Rousseau, Charles Darwin, Friedrich Hegel e o principal deles: Jesus Cristo.
Aos 60 anos, o professor Ash coleciona vários prêmios e seus livros são considerados muito influentes na chamada “história do presente” que estuda a Europa durante o último quarto de século. Para ele “Esta é uma ameaça real”. Afirmou ainda: “Acredito que a liberdade de expressão está ameaçada e precisamos lutar contra isso”.
Mencionou que existe uma nova legislação antiterrorista, onde o governo tenta impor sobre as universidades uma censura impensável. Segundo sua análise, as palavras de Jesus lhe renderiam a classificação de “extremista não-violento”, o que já seria o bastante para proibi-lo de falar em público.
No final do mês passado, uma pesquisa do Instituto de Política do Ensino Superior do Reino Unido revelou que a maioria dos estudantes acredita que pessoas com “pontos de vista ofensivos” deveriam ser proibidas de dar palestras em universidades.
Consultado pelo portal Gospel Prime, o teólogo Victório Galli que também é deputado federal (PSC/MT), faz a seguinte análise: “Jesus chamou os fariseus de raça de víboras, sepulcros caiados, hipócritas. Comparando a sociedade moderna aos fariseus, vejo que ao menos os fariseus cumpriam as leis. Se a sociedade não abandonar a hipocrisia, estaremos fornecendo o combustível para que todos sejamos calados pelo politicamente correto”.

Tendência mundial

Existe um movimento crescente na Europa para se criar nas universidades o que é chamado de “espaço seguro” para os seus alunos. Trata-se de algo já existente nos EUA para, proteger os estudantes de “linguagem ou comportamento que possa ser considerada ofensivo ou ameaçador”.
Um representante do governo disse ao Daily Mail que essa nova política pública é uma estratégia que visa evitar a radicalização e o terrorismo. “É uma tarefa de todos e este Governo continuará trabalhando em parceria com as comunidades de todas as origens para impedir aqueles que espalham o ódio e a intolerância”, afirmou.
Curiosamente, em toda a Europa os governos têm pedido, em nome do ‘multiculturalismo’, tolerância à população em relação aos milhares de imigrantes muçulmanos que entram no continente todos meses.

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