Tiroteio reacende polêmica sobre proibição à doação de sangue por gays nos EUA

Voluntários formam filas para doação de sangue para as vítimas de ataque a boate gay
O tiroteio em uma boate gay de Orlando, ocorrido na madrugada deste domingo, reacendeu o debate sobre a proibição à doação de sangue por gays nos Estados Unidos.
Autoridades de saúde de Orlando rejeitaram rumores de que teriam decidido suspender temporariamente o veto por causa da necessidade do material, devido ao alto número de feridos.
Pelo menos 50 pessoas morreram e outras 53 ficaram feridas quando um homem armado abriu fogo na boate Pulse, uma das principais casas noturnas voltadas ao público LGBT.
No final do ano passado, a FDA (Food and Drug Administration), a Anvisa americana, derrubou a proibição vitalícia à doação de sangue por gays.
No entanto, homens que tenham tido relações sexuais com outro homem nos 12 meses anteriores à coleta continuam proibidos de doar.
Mais cedo, rumores nas redes sociais indicaram que a cidade de Orlando havia suspendido temporariamente qualquer veto à doação de sangue por gays.
No Twitter, no entanto, autoridades de saúde afirmaram que os boatos são falsos.
"Ato de terrorismo"
Na madrugada deste domingo, um homem armado abriu fogo na boate gay Pulse, uma das principais casas noturnas voltadas para o público LGBT na cidade, próximo do horário do fechamento.
O suspeito do ataque foi identificado pela polícia como o americano Omar Mateen, filho de pais afegãos.
Autoridades classificaram o incidente como um "ato terrorista". O FBI, a polícia federal americana, ainda investiga essa hipótese.
O atirador foi morto. Segundo a polícia, 50 pessoas morreram, no pior tiroteio em massa da história recente dos Estados Unidos.
O saldo de mortos ainda pode subir, com pelo menos 53 feridos levados ao hospital, muitos deles em estado grave.

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