Em dois dias 'vaquinha virtual' para viagens de Dilma bate meta de R$ 500 mil

A presidente Dilma e integrantes do diretório nacional do PT
A campanha de financiamento coletivo para custear as despesas com viagens pelo Brasil da presidente afastada, Dilma Rousseff (PT), alcançou a meta proposta de arrecadar R$ 500 mil por volta das 22h20 desta sexta-feira (1º). Foram necessários dois dias de campanha, que começou oficialmente na quarta-feira (29).
O dinheiro, entretanto, só poderá ser sacado assim que os organizadores da "vaquinha virtual", duas mulheres que dizem ter militado junto com Dilma contra a ditadura militar (1964-85), encerrarem a campanha. Como não tinha prazo definido para acabar, a campanha poderá seguir mesmo depois da meta de R$ 500 mil alcançada.
Segundo o Catarse, plataforma escolhida para a arrecadação, a campanha "Jornada pela Democracia - Todos por Dilma" já bateu dois recordes de engajamento: é o projeto com mais doações recebidas em 24 horas; e o com o maior número de apoiadores. Na noite desta sexta-feira, a "Jornada pela Democracia" contabilizava o apoio de cerca de 7.400 pessoas.
E ainda poderá bater um terceiro recorde na história do Catarse, caso Guiomar Lopes e Celeste Martins, as amigas de Dilma, decidam seguir em frente com a campanha: a de maior valor nominal arrecadado.
O recorde em termos de arrecadação, segundo o Catarse, pertence à campanha "Mola", que recebeu R$ 603,064 mil de seus 1.526 apoiadores. "Mola" foi um projeto na área de arquitetura que criou um modelo interativo que simula o comportamento de estruturas reais.
A campanha "Jornada pela Democracia" foi lançada como reação à restrição imposta pelo presidente interino, Michel Temer (PMDB), às viagens de Dilma pelo Brasil. O governo Temer decidiu que Dilma só poderia viajar com aeronaves da FAB (Força Aérea Brasileira) no trajeto entre Brasília e Porto Alegre, onde ela tem residência. A Justiça do Rio Grande do Sul depois autorizou as viagens de Dilma em aeronaves da FAB, desde que ela ressarcisse as despesas aos cofres públicos.
Os organizadores afirmam que "a presidenta Dilma precisa viajar pelo Brasil afora" para denunciar que "o impeachment é um golpe".
Divulgação/PT Brasil/Twitter

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