Estado Islâmico já tem atirador de elite e rede de tráfico de pessoas no Brasil

Polícia Federal prendeu, em Santa Catarina, homem suspeito de ter recebido treinamento militar da organização terrorista
O Estado Islâmico já está no Brasil. Esta é a conclusão de dois órgãos de segurança distintos: a Polícia Federal do Brasil e o serviço de controle de imigração dos Estados Unidos. Além deles, a empresa privada de inteligência SITE Intelligence Group alertou nesta semana que, às vésperas das olimpíadas, a organização terrorista lançou um canal de recrutamento de fluentes em língua portuguesa no aplicativo de troca de mensagens Telegram. A descoberta da movimentação terrorista em território brasileiro é motivo de preocupação para os órgãos de segurança, que vêem as olimpíadas do Rio de Janeiro como potencial alvo de atentados.
Atirador treinado pelo Estado Islâmico está em Santa Catarina
Um morador de Santa Catarina está sendo obrigado pela justiça brasileira a usar tornozeleiras após a Polícia federal descobrir que ele viajou à Síria, onde passou três meses, e retornou ao Brasil. Ibrahim Chaiboun Darwiche esteve na cidade síria de Dar Ta Izzah, controlada pelo Estado Islâmico, entre janeiro e abril de 2013. Além disso, ele postou em redes sociais um vídeo defendendo o atentado terrorista ao jornal Charlie Hebdo, em Paris, realizado em janeiro de 2015 que deixou 12 mortos.
Os investigadores da Polícia Federal encontraram com Ibrahim um diário de treinos, onde ele revela sua rotina de treinamentos - de madrugada - com uma arma capaz de acertar alvos à longa distância. Nas anotações pode-se ver que, diariamente, de 1h às 2h da manhã, o suspeito praticava tiros com a arma. Em seguida, das 2h às 3h, fazia a leitura do alcorão. Das 3h às 5h o suspeito dedicava-se a divulgar sua versão do islã, provavelmente via redes sociais. De 5h às 5h30 era o horário das orações e, por fim, das 7h às 8h ele realizava uma atividade física.
A Polícia Federal disse que Ibrahim provavelmente teve contato com extremistas do Estado Islâmico, ocasião em que foi doutrinado religiosamente e recebeu treinamento militar.
Tráfico de pessoas
Uma rede de tráfico de pessoas, com base no Brasil, está transportando suspeitos de terrorismo entre o Oriente Médio e os EUA, passando por território brasileiro. Um dos suspeitos é um homem afegão que planejava ataques em território americano, mas foi preso pouco depois de passar pela fronteira entre México e EUA, revelou o jornal The Washington Times. A publicação diz que o tráfego inclui palestinos, paquistaneses e afegãos. Os órgãos de segurança americanos não informaram quantos desses suspeitos se dirigiram aos EUA, e quantos optaram por permanecer no Brasil.
EI recruta brasileiros via aplicativo de mensagens
Outra movimentação que causa o temor de que atentados estejam sendo planejados para as olimpíadas é a criação, pelo Estado Islâmico, de um grupo de recrutamento em português. O grupo foi criado no aplicativo Telegram. A descoberta da inciativa foi feita no dia 2 de junho pela SITE Intelligence Group, especialista em analisar dados de inteligência sobre o Estado Islâmico.

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