Medo do desemprego é o mais alto já registrado pela CNI

Patamar atingido em junho é o mais elevado desde maio de 1999, durante a crise de desvalorização do real, quando a pesquisa começou a ser feita
População desocupada cresceu 10,3% em relação ao trimestre de dezembro de 2015 a fevereiro de 2016 (Reinaldo Canato/VEJA/VEJA)
O medo do desemprego entre os brasileiros alcançou, em junho, o maior nível desde que começou a ser medido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), em 1999.
Segundo pesquisa da entidade, no mês passado, o indicador ficou em 108,5 pontos. O patamar é o maior da série histórica e só havia sido atingido antes em maio de 1999, durante a crise de desvalorização do real. O índice subiu 1,9% em relação à última medição, em março, e 4,2% em comparação com junho de 2015.
O levantamento da entidade apurou ainda o índice de satisfação com a vida dos entrevistados. O indicador ficou em 93,1 pontos em junho, melhorando em relação a março, quando havia caído a 92,4 pontos, patamar mais baixo desde 1999. Em relação a junho de 2015, a satisfação caiu 2,6%.
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A pesquisa da CNI é realizada trimestralmente. Para levantar os dados divulgados nesta segunda-feira foram ouvidas 2002 pessoas em 141 municípios entre os dias 24 e 27 de junho.
(Com Agência Brasil)

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