Oh shit. Inteligência Artificial vence piloto de caça humano em todos os combates

A gente imagina (corretamente) que avião é mais complicado do que carro, afinal tem que se mover em um espaço tridimensional e não pode parar para consultar o Guia Rex no porta-luvas ou pedir informação no posto. Só que ao contrário do que diz o nosso bom-senso, que não vale de nada, é bem mais simples voar do que dirigir.
Tanto é que o primeiro piloto automático, capaz de controlar um avião em determinado rumo e altitude foi lançado em 1912. HOJE não temos carros automáticos funcionando de verdade fora alguns testes como aquele kinder ovo do Google.
O que é assustador é perceber que a facilidade de ensinar um computador a pilotar um avião não se resume a manter o bicho estabilizado, seguir a rota até o destino e se o aeroporto for certificado, realizar toda a manobra de pouso. Nem assusta a instrução de um piloto de F-18 ao decolar de um porta-aviões ser “tira as mãos dos controles o computador cuida de tudo”.
Não veja este filme.
O que assusta é que Nicholas Ernest, junto com outros pesquisadores desenvolveram um sistema de inteligência artificial baseado em Lógica Difusa que não só pilota (em simulador) uma aeronave de combate, como tem resultados extremamente bons.
Em um paper chamado Genetic Fuzzy based Artificial Intelligence for Unmanned Combat Aerial Vehicle Control in Simulated Air Combat Missions eles detalham o funcionamento do ALPHA, seu software de IA.O software usa algoritmos genéticos para aprender, e quando um evolui, o aprimoramento é passado para todos os outros sistemas do grupo. Eles conseguem trabalhar em conjunto, determinar periculosidade do inimigo, organizar estratégias de ataque, defesa, evasão e dissimulação.
Em um dos testes o software lançou um míssil contra o inimigo mesmo sabendo que ele tinha grande possibilidade de desviar do tiro. Só que ao mesmo tempo cercaram as rotas de fuga e quando o inimigo desviou para elas, foram abatidos.
Os testes foram contra outros drones simulados controlados por computador, mas depois colocaram o inimigo na mão do Coronel (reformado) Gene “Geno” Lee. Ele primeiro comandou as formações para tentar vencer o ALPHA.
Finalmente ele assumiu o cockpit do simulador, e derrotou facilmente a primeira versão do ALPHA. Quando foi tentar enfrentar a segunda versão ele não só foi incapaz de derrubar um inimigo sequer, como foi abatido em todas as ocasiões.
Diz o Coronel Lee que o ALPHA é a Inteligência Artificial mais agressiva, responsiva e dinâmica que ele já viu. Faz sentido: ao contrário dos sacos de carne, o ALPHA não está limitado pelas forças G, pode fazer manobras muito mais bruscas e não é distraído por medo, compaixão, dúvida ou foto da família no painel.
HOJE ALPHA tem tempo de resposta na casa de microssegundos, mas lembre-se que não está otimizado: é só um experimento rodando em computadores comuns. Mesmo, eles usaram um PC de US$ 500,00.
Nós brincamos disso de apocalipse robótico, mas esta é a primeira vez que criamos algo que potencialmente pode nos superar no campo de batalha. Assusta ter surgido tão cedo.
O ALPHA é resultado da pesquisa de doutorado do Nicholas Ernest, que consumiu 3 anos e uma verba de US$ 200 mil, que parece muito mas tem que bancar laboratório despesas e café pra uma equipe de 6 pessoas. Convenhamos dinheiro muito mais bem-empregado, aqui a gente banca pesquisas sobre a fauna sorvedora de jirombas.
Fonte: Universidade de Cincinnati.

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