EUA e o exército de gatos-ciborgues no combate aos soviéticos

O período da Guerra Fria foi de tensão e medo. Mas não se pode negar que foi também uma época de muita criatividade. Tivemos até gato-espião.
Os planos concebidos durante a Guerra Fria pelas duas potências em conflito chegam, muitas vezes, ao ridículo. Esse é o caso do gato-ciborgue criado pela CIA para espiar os soviéticos. Victor Marchetti, que trabalhou durante a década de 60 como assistente do diretor-adjunto da CIA, revelou essa operação ao jornal The Telegraph.
Em 1961, a inteligência americana deu início a um projeto que consistia em modificar gatos cirurgicamente para que fossem capazes de captar conversas secretas e transmiti-las à sua sede. Os gatos-espiões também eram treinados para se aproximarem do seu alvo. Em 1966, após cinco anos de pesquisas e 15 milhões de dólares investidos, o primeiro gato robótico foi encomendado para uma missão.
O animal levava um microfone implantado no canal auditivo, um transmissor de rádio no crânio e uma antena na cauda. Agentes da CIA transportaram o felino em uma van a um parque na Wisconsin Avenue, em Washington, com o objetivo de espionar dois agentes russos que se reuniriam no local. Mas o gato foi atropelado por um táxi ao cruzar a rua. O programa foi abandonado poucos meses depois.
A agência norte-americana considerou que: “os fatores ambientais e a segurança que contribuem para o uso dessa técnica em uma situação real nos obrigam a concluir que, para nossos propósitos, ela não é viável”.
Vários arquivos dessa operação foram revelados em 2001.
Fonte: Gizmodo

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