Mais de 60% das barragens de Pernambuco estão em colapso

Sessenta e seis por cento dos reservatórios de Pernambuco estão em situação de colapso. Já são 14 cidades em situação de emergência, tendo o caminhão-pipa como a única fonte de abastecimento. De acordo com a Compesa, a atual frota de veículos para esta finalidade deve saltar, até dezembro deste ano, de 250 para 400. A ampliação também se refletirá nos gastos com o serviço, passando de R$ 1,7 milhão para cerca de R$ 3 milhões. A companhia alega dificuldades com verbas estaduais e federais para dar andamentos a obras de grande complexidade, a exemplo das adutoras do Moxotó e Pirangi, dentro do pacote da Adutora do Agreste. Apenas no primeiro semestre deste ano, as chuvas previstas para o Agreste ficaram cerca de 40% abaixo da média.
“Terminamos a quadra chuvosa de julho e não temos qualquer expectativa de chuva com intensidade para este ano. Por mais que os meteorologistas apontem uma luz no fim do túnel, com o fenômeno El Niño, não temos muitos recursos ao nosso alcance”, admitiu o diretor regional, Marconi Azevedo. Segundo ele, além do aumento do abastecimento alternativo, foi também reforçado o tratamento químico das cidades que extraem de reservatórios deficitários. É promessa para melhorar a condição da água de baixa qualidade, como apontam os moradores. Conforme o Estado, obras de adutoras e barragens, como a de Serro Azul, em Palmares, na Mata Sul, devem aliviar a realidade. Mas só em 2017.
Da Folha de Pernambuco

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