Mulher estuprada rejeitou aborto ao ouvir coração do bebê

Testemunho foi contado em evento destinado a mulheres vítimas de violência sexual
 
A temática do aborto continua a ser um ponto de bastante debate na sociedade atual. No meio cristão inclusive, surge, vez por outra, “exceções” para a sua prática. Seria o estupro uma “permissão divina” para o aborto? Uma mulher que passou por situações bem difíceis diz que não!
Sara Gerardo é uma típica mãe norte-americana que durante doze manteve em segredo uma mensagem impactante para todos favoráveis ao aborto.
“Já se passaram 12 anos desde que eu fui estuprada. Estou finalmente pronta para quebrar o silêncio e contar minha história”, afirmou ela em depoimento no site Choices for Life.
Após passar por uma série de abusos pelo próprio marido, que a forçava a praticar sodomia, Sara engravidou. Segundo ela, o seu marido a obrigou a fazer o aborto.
“Eu chorei a noite toda desejando não estar completamente sozinha”.
A gravidez deu a ela força para deixar o marido, porém nada seria tão simples. Seus advogados a desencorajam a sair de casa.
“Homens são criaturas sexuais. Você pelo menos tentou deixar ele fazer? Talvez porque você era virgem quando casou não entendeu o sexo. Provavelmente você gostou mais do que imagina”, comentou um deles.
Sara disse que naquele momento se sentia sozinha e que parecia que suas orações não eram mais respondidas. “Em pouco tempo eu estaria sem ter para onde ir, ter o bebê seria egoísmo meu, o aborto seria a melhor escolha”.
Após problemas de saúde a mulher que tanto sofrera foi submetida a um exame de ultrassonografia. Ao ver a imagem do filho ela percebeu que matá-lo não resolveria as suas dores.
“Fazer o aborto não iria desfazer o estupro, não me faria menos desabrigada ou me alimentaria. Matar meu filho porque não gostava do pai dele não fazia sentido. De repente, eu tinha forças”, adicionou Sara Gerardo.
Apesar do pesadelo vivido, ela conta que o filho herói a motivou durante todas as dificuldades.
Sara foi convidada a participar do evento de Recepção das Mães Heroínas cujo o objetivo foi apresentar mulheres que sofreram com a violência sexual, mas mesmo assim escolheram a vida dos filhos. Neste momento ela compartilhou sua história.
“Eu compartilhei minha história publicamente pela primeira vez. Enquanto eu falava, eu via os olhares nos rostos delas baseado naquilo que eu falava. Elas tinham passado pelas mesmas coisas, só que com milhas de distância. Eu vi também o meu filho e o seu olhar de orgulho. Lágrimas caiam do seu rosto a cada instante”, contou Sara.
Sara concluiu seu texto afirmando que se libertou. “Estou livre não apenas do homem que me estuprou, mas também dos reflexos que isso me causou. Não tenho mais medo de falar minha história. As pessoas precisam saber, elas precisam entender que não estamos sozinhas. Deus não me abandonou. Ele apenas sabia o que era o melhor”. (por Gospel Prime )

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