Pernambuco é o Estado com o segundo maior eleitorado feminino

JC
Pernambuco é o segundo Estado brasileiro com maior proporção de mulheres no eleitorado deste ano. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o primeiro lugar é do Rio de Janeiro e, o terceiro, de Alagoas. Pela primeira vez a predominância feminina se deu em todos os estados da federação. São 3,4 milhões de pernambucanas registradas para votar no próximo dia 2 de outubro, 33.399 a mais que na última eleição municipal de 2012, representando 53,4% . Em Olinda, no Grande Recife, o eleitorado feminino alcança 56,1% e, em Lajedo, no Agreste, 55,8%.
Enquanto o número de eleitoras cresce, o de homens diminui. Eram 3.045.093 (46,8%) na última eleição municipal e, agora, são 3.029.795 (46,5%). Para o corregedor do Tribunal Regional Eleitoral, Orson Lemos, a redução de homens no eleitorado tem relação com a migração masculina em busca de emprego em outros Estados. Esse fenômeno, explica, está por trás também da expressiva participação feminina em Olinda e Lajedo. “Nessas duas cidades acabamos de fazer o registro biométrico. Por motivo de trabalho, muitas vezes em outra cidade ou Estado, os homens comparecem menos à revisão”, explica, justificando a proporção feminina maior nos dois casos.
Na capital, Recife, elas correspondem a 55% do eleitorado, e, na maioria dos municípios vizinhos, essa participação também fica acima da média estadual e nacional (52%). “Se somos maioria na população, temos que ser maioria também na hora de votar”, comenta a empregada doméstica Maria Lucineide da Silva, de Campo Grande, Norte do Recife, que reconhece a força feminina, e ao mesmo tempo, queixa-se do número mínimo de mulheres candidatas.
“Na minha comunidade não há uma sequer tentando ser vereadora”, observa. Para Maria Lucineide, seria importante ter representantes do sexo feminino para defender os direitos do grupo.
Em Pernambuco são 5.563 candidatas aptas este ano, 31% do total que tem maioria masculina. No Recife, duas mulheres concorrem à vaga de prefeita (Priscila Krause e Simone Fontana) e, em Olinda, três estão na disputa majoritária (Luciana Santos, Teresa Leitão e Izabel Urquiza).
Desde sábado (17) até as eleições, nenhum candidato a prefeito, vice-prefeito ou vereador pode ser detido ou preso, salvo em flagrante, lembra a Justiça Eleitoral, com base na Lei 4.737/65. O objetivo da medida é evitar o abuso de poder, o uso da prisão como constrangimento político, afastando o postulante da campanha.
Entre os casos em que a prisão em flagrante pode acontecer estão os crimes eleitorais de compra de votos, propaganda de boca de urna e transporte irregular de eleitores. O candidato deve ser apresentado a um juiz, para que seja avaliada a legalidade do ato.

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