Seca leva 56 municípios pernambucanos à situação de emergência

O Diário Oficial da União publicou a portaria reconhecendo situação de emergência em 272 municípios em sete estados. Desses, 56 são em Pernambuco por causa da seca e da estiagem. O pior cenário, porém, é na Paraíba, onde 196 dos 223 municípios estão na lista. Além desses, sete na Bahia, seis em Minas Gerais, seis em Mato Grosso, um no Piauí, um em Santa Catarina e um em Sergipe.
A medida permite que esses municípios atingidos pela seca possam renegociar dívidas no setor de agricultura junto ao Banco do Brasil, adquirir cestas básicas no Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário e ter apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para a retomada da atividade econômica nas regiões afetadas. Além disso, é viabilizado o fornecimento de água tratada à população, por meio da Operação Carro-Pipa federal.
Apontada como uma medida para minimizar os efeitos da seca no Nordeste, a Transposição do Rio São Francisco está atrasada em seis anos. Agora, com dificuldades para obter crédito por estar envolvida na Operação Lava Jato, a Mendes Júnior abandonou a obra do eixo norte do canal, desde Cabrobó, no Sertão de Pernambuco, até Jati, no Ceará.
O Ministério da Integração Nacional estima que, em setembro, a execução física era de 90,5%, sendo 91% no eixo norte e 89,6% no eixo leste. Em quase 10 anos, o orçamento passou de R$ 4,5 milhões para R$ 8,2 milhões.
Em Pernambuco, além do problema na transposição há o atraso na construção do Ramal e da Adutora do Agreste. O primeiro é uma obra federal que tem o objetivo de levar água do canal do São Francisco para o segundo projeto, mas sequer foi iniciado. A adutora é uma obra estadual com parte dos recursos federais que está com 37% de execução.

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