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Informação sobre possível pedido de prisão de líder aumenta insatisfação de PMs em Pernambuco

Uma informação que circula pedes redes sociais de que um mandado de prisão teria sido expedido contra o presidente da Associação de Cabos e Soldados de Pernambuco (ACS-PE), Albérisson Carlos, deixou a tropa ainda mais insatisfeita na manhã desta quarta-feira. Desde a terça (06), depois de entregar a pauta de reivindicações no Palácio do Campo das Princesas e sem ter a resposta que esperavam, policiais militares e bombeiros entraram em operação padrão até a sexta-feira, quando o estado deve dar uma resposta sobre as propostas, que envolvem reajuste salarial, esquema de pagamento e Plano de Cargos e Carreiras (PCC).
"Não estou sabendo se é verdade, só vou saber quando o pedido for executado. Mas vejo essa medida como um atentado à democracia. Somos trabalhadores e podemos demonstrar ordeiramente para a sociedade o que estamos passando, reivindicar melhores salários e condições de trabalho. O artigo 5º nos garante esse direito. Falo como cabo e como presidente de uma entidade. Temos o poder de representatividade", adiantou o presidente da ACS.
Segundo a diretoria da associação, os cabos e soldados que estão se recusando a comparecer aos plantões extras (PJES) estariam sendo coagidos e tendo os nomes anotados pelos respectivos batalhões. Para dar apoio à categoria, sete equipes jurídicas da associação estão percorrendo os batalhões para verificar denúncias e orientar os PMs.
De acordo com a operação padrão, a categoria só trabalha se tiver à disposição equipamentos de segurança e apenas dentro dos limites da lei, o que não estaria acontecendo normalmente. Os agentes pedem reajuste salarial, Plano de Cargos e Carreiras e mudanças no pagamento e contratação da categoria.
O reajuste sugerido pela categoria varia de acordo com os cargos. No caso dos soldados, que hoje recebem R$ 2.319,89 a proposta é de R$ 4.497,84, valor aproximado ao piso da categoria em Sergipe. Os coronéis, que hoje recebem R$ 13.160,95, passariam a ter um salário de R$ 22. 498,82.
Outra mudança pautada é na forma do pagamento do salário. A categoria pede que isso aconteça em forma de subsídio, e não mais de soldo, incorporando as gratificações. Eles afirmam que, desta forma, fica garantido o recebimento de tais gratificações, que hoje podem ser cortadas sem maiores justificativas pelo estado. Outro ponto que os policiais e bombeiros pedem é o requisito do nível superior para ingresso na carreira de praças.

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