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Alerta aos pais: crianças estão sendo forçadas a entrar no jogo fatal "Baleia Azul"

Atomic Roderick/Shutterstock
“É um jogo mortal”, descreve um usuário do Youtube que publicou um vídeo sobre o Blue Whale Game, uma nova febre assustadora que promove o suicídio como a última etapa de um “desafio” aos seus participantes.
Aliando dor, mutilações físicas e provocações psicológicas e emocionais, o Blue Whale Game – em português, Jogo da Baleia Azul – ameaça principalmente adolescentes. Isto porque é este o público que tem se interessado pelo chamado “jogo do suicídio”, geralmente elaborado e divulgado na internet e nas redes sociais por um mentor desconhecido.
Este tipo de “brincadeira” já fez 130 vítimas na Rússia, onde a nova febre teria surgido. No Brasil, já existe um grupo no Facebook sobre o assunto, mas o acesso às informações compartilhadas entre os usuários é fechado.
O alerta é claro e chocante: influenciados por este tipo de interação, jovens estão se matando com o único objetivo de cumprir etapas de um game.
Em outubro de 2016, um garoto de 13 anos se matou, em São Vicente, litoral de São Paulo, participando de outro jogo mortal da internet, o “jogo do desmaio”.
As vítimas, muitas vezes sem saber os riscos e a gravidade do jogo, seguem um roteiro que leva à morte. Além de desconhecerem as complicações de entrar neste “desafio”, também não estão conscientes dos sintomas mais comuns da depressão, que podem levar ao suicídio. 
Jogo do suicídio: Blue Whale Game
Pretty Vectors/shutterstock
Como funciona
De acordo com informações do jornal The Siberian Times, que noticiou o suicídio de três meninas russas entre 14 e 15 anos no final de fevereiro, a causa das mortes é a manipulação das vítimas por “mentes sinistras nas redes sociais”.
Uma delas, antes de se matar, chegou a escrever no seu perfil do Facebook a palavra “end” (em português, “fim”). Ela ainda publicou uma foto de uma baleia azul, que faz referência ao fato desta espécie ser ameaçada de extinção.
No início do jogo, segundo o jornal, os participantes fazem desafios simples, como acordar às 4h20 e assistir a filmes de terror. Depois, eles são instigados a cortar a pele em veias não tão profundas.
O desafio também inclui desenhar uma baleia com a ponta de uma faca na pele (no braço ou na perna). Todo o processo dura 50 dias: a última tarefa é, então, se suicidar.
Suicídio entre adolescentes
oxy_gen/shutterstock
O suicídio de adolescentes também é tema central da série da Netflix “13 Reasons Why”. A crítica destaca a maneira realista e interessante que este e outros assuntos, como alcoolismo, bullying e depressão, são abordados.
Fato é que precisamos falar sobre suicídio entre jovens, visto que, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), esta já é a segunda causa de morte entre pessoas de 15 a 29 anos no mundo, atrás somente de acidentes de trânsito.
Os jogos mortais, portanto, são um fator muito agravante neste cenário.
“Os adolescentes estão em uma fase desbravadora, acham que são invencíveis. Muitos podem até não saber das consequências, ainda mais se forem crianças, mas os jovens tendem a achar que são insuperáveis e nada de grave pode acontecer com eles”, comentou a otorrinolaringologista infantil da clínica MedPrimus, de São Paulo, Maura Neves, em entrevista ao Vix sobre o jogo do desmaio. 

Informação e prevenção
Os pais, parentes e professores devem ficar atentos ao comportamento do jovem que pode se modificar por conta das regras destes jogos mortais. Marcas no corpo e mudanças de hábito devem chamar a atenção.
Buscar informação sobre depressão é outra via importantíssima para a prevenção do suicídio. Por isso, existe a campanha Setembro Amarelo: falar sobre suicídio e dar assistência ao jovem é uma das melhores formas de apoio.
Para tanto, é preciso aprender a lidar com alguém com depressão e, se necessário, como reconhecer o comportamento suicida.
Busque ajuda
O Centro de Valorização da Vida (CVV) atende quem precisar de ajuda por chat, e-mail ou Skype. Pelo telefone, o número é 141.
Se você precisa de ajuda pessoalmente, veja se há um posto de atendimento do CVV próximo de você.
 Escrito por Nathália Geraldo
Vix.com

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