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Polícia descobre grande furto na fábrica da Fiat em Goiana, em Pernambuco

A Polícia Militar de Pernambuco (PMPE) apreendeu, na tarde desta quinta-feira (25), peças furtadas da fábrica da Fiat, localizada em Goiana, na Zona da Mata Norte de Pernambuco. Segundo a PM, um ex-funcionário da fábrica vendia itens fabricados na Fiat com valores bem abaixo do mercado e estava com um total de peças avaliado em R$ 148 mil. O suspeito foi preso em flagrante após monitoramento em sites de venda.
Davi José de Sena, 28 anos, foi flagrado com peças furtadas da Fiat por volta das 16h desta quinta-feira (25), em uma rua de Abreu e Lima, município vizinho a Goiana. Com ele, a polícia encontrou kits de ignição, câmeras de ré e conjunto de parafuso de roda antifurto.
Alguns itens eram comercializados por valores equivalentes a menos de 15% do preço praticado no mercado, como os kits de ignição do Jeep Renegade e do Fiat Toro, que custam R$ 14,4 mil e o ex-funcionário comercializava por R$ 2 mil.
Já as câmeras de ré do Toro, que custam R$ 1,2 mil, ele cobrava entre R$ 200 e R$ 300, enquanto o conjunto de roda antifurto, cujo preço é R$ 1,6 mil, ele vendia por R$ 400. No momento do flagrante, ele estava com oito kits - o restante foi apreendido na casa dele.A PM começou a investigar o furto depois de a Fiat informar o sumiço de peças na fábrica - segundo a empresa, cada kit furtado era um carro a menos na rua. A partir da denúncia, o Serviço de Inteligência da PM começou a monitorar há quatro meses sites de venda de peças automotivas.
No Mercado Livre, agentes chegaram até o ex-funcionário, marcando um encontro com ele como se fossem compradores. No encontro, essa tarde, foi realizado o flagrante. "Os soldados pediram nota fiscal do produto e ele não apresentou, por isso, somado à suspeita que já tínhamos, nós efetuamos a prisão", explicou o tenente-coronel Marcos Aurélio Ramalho, comandante do 17º Batalhão da PM.
Segundo o comandante, Davi havia deixado de trabalhar na Fiat há cerca de um ano e estaria recebendo as peças furtadas de atuais funcionários da fábrica - a PM, porém, não sabe precisar quantos estão envolvidos no esquema. "Ele não resistiu à prisão e confessou o crime. Agora a Polícia Civil vai trabalhar para descobrir quem são os atravessadores dele dentro da fábrica.", disse o comandante.

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