PREFEITURA DE CARNAÍBA

Cidades de Pernambuco registram em 24 horas chuvas esperadas para mais de 20 dias

Menos de dois meses após as fortes precipitações que tiraram mais de 55 mil pessoas de casa e deixaram seis mortos em Pernambuco, voltou a chover forte, nesta sexta-feira (21), em cidades da Zona da Mata e do Grande Recife. Ruas ficaram alagadas e a população entrou em alerta. Na Mata Sul, houve deslizamentos de terra. Em localidades da Região Metropolitana, choveu em 24 horas um volume esperado para mais de 20 dias.
A Defesa Civil do estado foi chamada para as cidades de Ribeirão e Gameleira, ambas na Mata Sul, onde, desde a quinta-feira (20), choveu 154 e 133 milímetros, segundo a Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac).
Somente nesta sexta (21), foram registrados 61 deslizamentos, 23 pontos de alagamentos, 415 desabrigados e 369 desalojados no estado devido às chuvas. O estado também fez a entrega de 620 cestas básicas e 684 colchões para essas pessoas.
Nesta sexta (21), Ipojuca, na Região Metropolitana do Recife, foi o município que registrou o maior volume de chuvas, com 110 milímetros, em 12 horas. Em 24 horas, a cidade acumulou 195 milímetros, o equivalente ao esperado para 21 dias, de acordo com a Apac. Além de Ipojuca, Escada contabilizou 84 milímetros, Sirinhaém registrou 59 milímetros, Ribeirão teve 54 milímetros e Rio Formoso notificou 53 milímetros. Todas essas cidades ficam na Mata Sul pernambucana.

No bairro de Muribeca, em Jaboatão dos Guararapes, centenas de pessoas tiveram prejuízos por causa das chuvas. No local, moram cerca de 26 mil pessoas. Muita gente ficou ilhada, sem conseguir sair de casa, por causa do nível do Rio Jaboatão, que transbordou e fechou a entrada do bairro.
Em Ribeirão, uma das cidades em situação de emergência decretada pelo governo do estado, duas barreiras deslizaram e atingiram ao menos três casas no conjunto Bela Vista I. Segundo moradores, ninguém ficou ferido. A Coordenadoria de Defesa Civil de Pernambuco e o Corpo de Bombeiros estiveram no local, para cobrir as encostas com lonas plásticas e analisar os danos às casas.
Segundo Ricardo Menezes, que mora perto das casas atingidas, os moradores ouviram o deslizamento e conseguiram sair do local a tempo. “Existe uma barreira atrás das casas e uma na frente. Ambas deslizaram. Na frente, há fios de alta tensão e estamos preocupados com possíveis acidentes. Quando os moradores ouviram o deslizamento, conseguiram sair e, felizmente, ninguém foi atingido”, disse Ricardo.
Também em Ribeirão, a água voltou a invadir algumas casas que haviam sido atingidas durante o mês de maio. No bairro Ferroviária, às 5h desta sexta, moradores já haviam tirado os móveis de casa e ido para as casas de parentes e amigos. Em Gameleira, ruas ficaram alagadas e moradores também decidiram deixar as casas, com medo das enchentes. (G1 e Diário de PE)

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