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Casal cristão perde custódia de filhas por ensinar que “Coelhinho da Páscoa não existe”

Investigação mostra que assistente social gerou falsa denúncia por preconceito contra cristãos
Em abril de 2017, um casal cristão do Canadá perdeu a guarda de duas crianças adotivas porque se recusou a mentir para as meninas. Era época da Páscoa e eles disseram a elas que o coelhinho da Páscoa não era real. No Natal anterior, fizeram a mesma coisa com relação ao Papai Noel.
“Nós temos uma política de não mentir”, justificou Derek Baars, um dos pais adotivos. Ele diz que essa conduta não foi aceita pela Children’s Aid Society (CAS), que cuida de processos de adoção.
Notificados de forma oficial, foram informados que ele e sua esposa, Frances Baars, teriam de dizer às meninas, de 3 e 4 anos, que o coelhinho da Páscoa existia.
Os Baars são evangélicos, membros da Igreja Presbiteriana Reformada. Eles se recusaram a acatar a instrução da CAS. “Nós explicamos à agência que não estamos dispostos a contar uma mentira aos nossos filhos”, assegurou o casal.
Acabaram perdendo a guarda das crianças poucos dias após a assistente social que acompanhava o processo de adoção apresentar a “denúncia”.
O argumento da agência governamental de cuidado infantil é que o coelhinho da Páscoa era “parte importante da cultura canadense” e por isso os pais tinham de admitir sua existência.Inconformado, o casal cristão entrou com um processo, pedindo a volta da guarda das duas meninas. Nesse ínterim, estavam impedidos de adotar outra criança, pois acabaram sendo enquadrados nas restrições do programa, por “maus tratos”.O juiz Andrew Goodman, da Suprema Corte de Ontario, emitiu agora o veredito, avaliando que as crianças foram “extremamente prejudicadas” por terem sido retiradas da guarda do casal. Também mostrou na sentença que não existe nenhum tipo de comprovação de “maus tratos”.
Durante as investigações veio à tona a real motivação da assistente social Tracey Lindsay para sua denúncia. Ela foi ouvida no tribunal. Homossexual, justificou o pedido de retirada de guarda das meninas por acreditar que os Baars, por serem cristãos praticantes, fossem ensinar às meninas o “preconceito contra casais gays”. Eles teriam se referido a isso como “pecado” em uma das entrevistas.
“Parece provável que a discussão de Lindsay sobre casais gays com os Baars foi alimentada por uma crença estereotipada dela sobre a postura dos cristãos sobre o casamento de pessoas mesmo sexo”, assegura Goodman.
Mesmo assim, as crianças não serão devolvidas à guarda do casal. Não foi divulgado se elas encontraram outra família nesse período.
Após o encerramento do caso, Dominic Verticchio, diretor executivo da CAS pediu desculpas aos Baars pelo que aconteceu. “Reconhecemos que o erro foi nosso”, disse. “Vamos nos esforçar para garantir que isso não aconteça novamente. Peço desculpas pelo que os pais adotivos passaram. Não posso mudar o passado, mas posso mudar o futuro”, justificou.
Com a decisão do juiz favorável a eles, a família Baars pode voltar a adotar. Eles voltaram para a fila de adoção e esperam que a decisão judicial ajude a impedir futuros casos de perseguição de militantes LGBT a pessoas religiosas por conta de suas convicções. Com informações de National Post
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