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Operação Caifás: Bispo e 5 padres comandavam esquema que desviou R$2 milhões de dízimos e ofertas

Polícia investiga compra de fazenda, carros e lotérica com dinheiro dos fiéis
O Ministério Público de Goiás (MP-GO) divulgou indícios que o bispo Dom José Ronaldo e mais 5 padres estavam envolvidos em um suposto esquema que desviou pelo R$ 2 milhões de dízimos e doações.
As escutas telefônicas autorizadas pela Justiça e mostradas à imprensa revelam que o grupo comprou uma fazenda de criação de gado e uma casa lotérica com dinheiro desviado dos fiéis. Todos estão com as prisões temporárias decretadas. Na decisão, o juiz Fernando Oliveira Samuel assegura haver indícios que o dinheiro foi usado para despesas pessoais dos denunciados.
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Os desdobramentos da “Operação Caifás”, deflagrada na segunda-feira (19), fez com que o juiz acolheu a denúncia dos promotores e decidiu manter presos o bispo de Formosa, Goiás, Dom José Ronaldo, o vigário-geral, monsenhor Epitácio Cardozo Pereira; o juiz eclesiástico Tiago Wenceslau; os padres Moacyr Santana, Mário Vieira de Brito, Waldoson José de Melo. Também estão detidos os empresários que atuariam como laranjas, Antônio Rubens Ferreira e Pedro Henrique Costa Augusto.
A Nunciatura Apostólica, que funciona como embaixada da Santa Sé no Brasil, o Papa Francisco teria pedido uma investigação nas contas da Diocese, antes das prisões. O arcebispo de Uberaba (MG), Dom Paulo Mendes Peixoto, foi nomeado administrador apostólico, e teria a função de interventor no caso.Em entrevista à TV Anhanguera, Dom Paulo afirmou: “A primeira atitude minha é conversar com os padres, dizer que a gente está com o coração aberto para ajudá-los e contar com a ajuda deles. A questão que aconteceu, a Justiça é que tem que dar a sua palavra. A gente não [pode] ficar preocupado com isso não,[vamos ficar] preocupados com o povo que precisa de uma segurança, os padres, que também precisam de uma segurança. Vou estar ali com eles, [serei] mais um para somar”.
Denúncias dos fiéis
As investigações da polícia começaram no ano passado, após denúncias dos próprios fiéis católicos. Eles estranharam quando as despesas da casa episcopal subiram de R$ 5 mil para R$ 35 mil assim que o bispo Dom José Ronaldo assumiu o cargo.
As denúncia vieram de um grupo de 30 “leigos católicos apostólicos” que desconfiavam do uso indevido de bens da Igreja Católica por parte da direção da Cúria Diocesana de Formosa. Em 2015, quando as primeiras denúncias surgiram, o bispo Ribeiro convocou um padre de sua confiança, que exercia as funções de juiz eclesiástico.
O MP-GO diz que ele intimidou as testemunhas. “Esse juiz eclesiástico pressionou os padres para que nada fosse relevado e eles jurassem fidelidade ao padre. O bispo e o juiz eclesiástico, com a ajuda de um advogado, elaboraram um relatório falso no qual se afirma que as despesas da arquidiocese eram menores do que de fato
são”, diz o promotor Douglas Chegury
De acordo com informações preliminares, o grupo ficava com dinheiro oriundo de dízimos, doações, arrecadações de festas realizadas por fiéis e taxas de eventos como batismos e casamentos. O bispo Dom José Ronaldo sempre negou as acusações.
A polícia civil encontrou relógios e correntes de ouros nas casas dos réus e apreendeu cerca de R$ 150 mil em espécie. Com informações das agências e TV Anhaguera

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