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Preso suspeito de estuprar 13 mulheres em Pernambuco

Dois dias após divulgar o retrato falado, a Polícia Civil de Pernambuco (PCPE) prendeu, no início da tarde desta quinta-feira (1º), o técnico de informática Alexandre Silva de Souza, de 31 anos, suspeito de praticar estupros em mulheres em Olinda, na Região Metropolitana do Recife (RMR). As vítimas eram escolhidas através da internet – elas colocavam anúncio se candidatando a emprego. No interrogatório, Alexandre afirmou à polícia ter praticado pelo menos 13 estupros, utilizando esse método, dos quais sete tiveram boletins de ocorrência abertos em delegacias da cidade, em um período de cinco meses.
Segundo o delegado Eronides Meneses, titular da Delegacia de Peixinhos, Alexandre é ex-presidiário e tinha três antecedentes criminais desde 2007. Ele já havia sido preso duas vezes também por estupro, atentado violento ao pudor e roubo, com penas que somam 38 anos. O suspeito havia fugido da Penitenciária Agrícola de Itamaracá, na RMR, em março de 2017. Agora o técnico de informática será levado ao Centro de Observação e Triagem Professor Everardo Luna (Cotel). Alexandre, que mora em Peixinhos, é casado e tem dois filhos. A esposa desconhecia os estupros e teve uma crise nervosa ao saber da prisão do marido.
Depois da fuga, o primeiro Boletim de Ocorrência foi registrado em 5 de outubro de 2017, por um estupro cometido no Complexo de Salgadinho. Outros seis estupros foram praticados por ele nos últimos cinco meses: outro em Salgadinho, mais quatro em Peixinhos e um no bairro de Sapucaia, todos em Olinda.
Segundo o delegado, o suspeito contactava o site de vendas OLX atrás de vítimas que ofereciam serviços. “Não tinha nenhum específico, ele entrava em contato com inúmeras até alguém topar”, explicou. “Uma das vítimas compareceu à delegacia para fazer o retrato falado e iniciamos as investigações. O sistema de inteligência da polícia fechou o cerco e, através de uma denúncia anônima realizada hoje [nesta quinta], chegamos ao local onde ele estava”, disse.As tatuagens ajudaram a identificar Alexandre. São duas na coxa esquerda, uma na coxa direita, uma no pé esquerdo e outra no braço esquerdo. Um número de celular com o qual Alexandre entrava em contato com todas as vítimas também contribuiu para as investigações.“Ele sempre marcava perto da casa dele e ia bem vestido ou contratava um serviço de transporte por aplicativo. Informava às vítimas que era o motorista dele e descia perto da mata, onde ele dizia que morava perto. Então, ele sempre envolvia bem para convencer que era uma vaga de emprego legítima”, completou o delegado.
Caso mais recente
O estupro mais recente ocorreu na última segunda (30), em um matagal no Complexo de Salgadinho. Apresentando-se como policial civil, o suspeito entrou em contato através do site com uma mulher de 30 anos que trabalha como cuidadora de crianças. Os dois marcaram de se encontrar na rua do Sol, na área Central do Recife, para acertar os detalhes da prestação de serviço. Ele se identificou como Alexsandro e disse que precisava de auxílio para cuidar da filha, uma menina de 5 anos. Por telefone, o homem ainda chegou a colocar uma criança para falar com a cuidadora.
Depois do encontro, por volta das 18h, eles pegaram um ônibus na rua do Sol e seguiram no sentido Olinda, onde seria a casa que a mulher iria trabalhar. Eles desceram em uma parada do Centro Musical de Olinda, no Complexo de Salgadinho, e o homem teria arrastado a vítima para o matagal, atrás do Memorial Arcoverde. Lá, ele cometeu o estupro. Depois, ele pediu que a vítima colocasse a roupa e fosse embora.
Após cinco minutos imóvel, a mulher foi até a pista e pediu ajuda. Uma senhora fez o socorro e levou a vítima para a Delegacia do Varadouro. Na delegacia, a vítima foi informada que, na Delegacia de Peixinhos, também em Olinda, outras pessoas denunciaram recentemente abusos parecidos. Nos outros casos, o homem se apresentou como Alexandre. Pela semelhança no nome, forma da abordagem – através de anúncios no site de vendas – e características, os agentes acreditaram se tratar do mesmo suspeito.
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