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Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos exige reunião emergencial

Após o vazamento de documento que comprova o início de estudos para, a princípio, fechamento de 513 agências e demissão de 5.300 mil funcionários dos Correios em todo o Brasil, a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos (Fentect) solicitou, ontem, à Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (CET) uma reunião emergencial. O objetivo é o compartilhamento dos dados que estão sendo levados em conta para uma possível aprovação da proposta. Mesmo que o presidente interino dos Correios, Carlos Fortner, tenha declarado ao jornal O Estado de S. Paulo que está “revisando todo o estudo”, a federação acredita que o fechamento de agências irá comprometer ainda mais o atendimento ao cliente, já que está em consonância com outro projeto, que prevê o fim da passagem diária dos carteiros.
“Os Correios estão burlando cláusulas firmadas pela própria diretoria em acordo coletivo, por não nos fornecer tais informações, e tratar tudo em sigilo. Essa proposta é um complemento ao processo de privatização, porque em primeiro momento elimina as agências próprias e mantém a rede franqueada, além de prejudicar o consumidor, que já é penalizado com a escassez de funcionários”, diz o presidente da Fentect, Geraldo Francisco.
Com um prejuízo de R$ 1,5 bilhão em 2017, provocado principalmente pelas perdas do seu plano de saúde, o Postal Saúde, os Correios já demitiram, entre o ano passado e fevereiro deste ano, 7.814 funcionários – 234 só em Pernambuco – por meio do Plano de Demissão Incentivada (PDI). O segundo ciclo foi encerrado no mês de fevereiro e gerou uma economia de R$ 81 milhões para a empresa. O número menor de mão de obra e a necessidade de ainda assim enxugar os custos faz a CET, além do fechamento das agências, estudar a possibilidade de os carteiros deixarem de fazer a entrega diária das correspondências. “A Distribuição Domiciliar Alternada (DDA) – com cronograma de implantação sendo definido – é um modelo já praticado em outros países, tendo em vista a queda vertiginosa de mensagens. Nos testes realizados, o modelo mostrou que há ganhos para o carteiro (diminuição de percorrida) e para a empresa (diminuição de custos), sem impactos para a sociedade. O modelo não vale para as encomendas”, confirmou a empresa em nota.
Conforme documento vazado e cujas informações foram publicadas inicialmente pela Coluna do Estadão, as unidades próprias começariam a ser fechadas por critérios como receita de varejo inferior a R$ 300 mil por ano e proximidade de, em média, 1,4 quilômetro de outra agência. A economia seria de R$ 68,7 milhões só com o fechamento efetivo. Em Pernambuco, os Correios possuem 198 agências próprias e 30 franqueadas. Juntas, elas comportam 771 atendentes. Ainda esta semana, a CET, que só confirmou a intenção de fechar agências, abrirá sindicância para apurar as circunstâncias do vazamento.
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