PREFEITURA

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Os recados que a greve dos caminhoneiros deixou aos políticos

Eles conseguiram parar o País por mais de 10 dias. Uma mobilização que se estendeu de Norte a Sul de um país gigante sem ter uma liderança única nem uma entidade representativa forte como uma central sindical ou um partido político. E o que é mais impressionante: numa categoria dividida como a dos caminhoneiros – que congrega profissionais como os autônomos, os das grandes transportadoras, os das pequenas, entre outros.
“O movimento tinha reivindicações contra o que estava posto. E queria resolver uma questão pragmática: o custo dos combustíveis. Isso indica que o brasileiro está se cansando de buscar representatividade dos seus interesses nas instâncias tradicionais que seriam os partidos e os políticos, partindo direto para o gestor público”, resume a cientista política Priscila Lapa.
Ela argumenta também que esse tipo de iniciativa é um recado de que a população não confia mais nas instituições. “A sociedade está dando sinais do atual enfraquecimento da forma de fazer política. E os políticos têm que começar a discutir os problemas que atingem os cidadãos. Não há mais espaço para o descolamento das agendas com o que está acontecendo na rua. E isso vai começar a ser cobrado dos que se elegerem em outubro próximo”, comenta Priscila.
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