Diretor do Sindipetro avalia que gasolina pode custar mais de R$ 8 nos postos em 2022

Após mais uma alta dos combustíveis, o diretor do Sindicato dos Petroleiros da Bahia (Sindipetro-BA), Radiovaldo Costa, alertou nesta terça-feira (26) ao programa BNews Agora, da Piatã FM, para sucessivos aumentos do preço da gasolina em 2022. De acordo com ele, não será uma surpresa se o litro do produto passar a custar mais de R$ 8 nos postos.
“Desde o governo de Michel Temer o preço da gasolina é atrelado ao preço do dólar, por meio da chamada Política de Paridade Internacional (PPI). Se a Petrobras não mudar essa logística, a gasolina estará ainda mais cara no próximo ano, porque a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) já avisou que o valor do barril de petróleo vai aumentar. Não se surpreendam se a gasolina atingir mais de R$ 8 nos postos”, disse ele.
Radiovaldo ainda chamou a atenção para o aumento da gasolina mesmo com a diminuição de custos da Petrobras.
“A questão é que os preços no Brasil estão dolarizados. A Petrobras não está aumentando os preços porque aumentou os custos. Muito pelo contrário: tem diminuído drasticamente as despesas, já que encerrou contratos, reduziu o número de trabalhadores. Nos primeiros seis meses, a estatal teve o maior lucro da história, R$ 46 bilhões. Esse lucro é às custas do povo brasileiro.”
O diretor do Sindipetro também esclareceu que o ICMS não é culpado pelos aumentos consecutivos da gasolina. “Tem ocorrido um debate muito intenso sobre a tributação, em especial do ICMS, como se esse imposto fosse o responsável pelos altos preços dos combustíveis. Só que o ICMS não aumenta há cinco anos, está em 28%. Para comparar, o litro de gasolina em 2016 custava R $1,12 na Refinaria Landulpho Alves, hoje em dia custa R $2,28, aumentou 107%. Quanto foi a inflação no período? cerca de 30%. Então o problema não é o imposto e sim o dólar”, explicou.

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