Paulo Guedes fala em erradicar pobreza com verba de privatizações

O ministro da Economia, Paulo Guedes, voltou a defender nesta segunda-feira (11) a criação de um fundo de erradicação da pobreza, com recursos obtidos com a venda de ativos da União.
“Quando realizarmos uma privatização daqui para frente, uma parte do recurso vai ser compartilhado com o fundo de erradicação da pobreza. Nós vamos erradicar a pobreza em 3, 4, 5 anos no Brasil”, afirmou ao palestrar durante o aniversário da Associação Comercial e Empresarial de Maringá.
Segundo o ministro, o governo brasileiro tem cerca de R$ 4,5 trilhões em ativos, como recebíveis, imóveis e estatais. Falou que, diante disso, “é inaceitável que a população brasileira mais frágil permaneça na pobreza”.
Fundo
O fundo de erradicação de pobreza é defendido por Guedes desde a criação do Auxílio Brasil. Para ele, é uma forma de ajudar os mais pobres e incentivar as privatizações, já que parte dos recursos obtidos com a venda de estatais seria transferido para o fundo para ser entregue aos beneficiários de programas sociais.
O fundo voltou à mesa recentemente, em meio às discussões sobre a Petrobras. O governo avalia reduzir a sua participação na estatal e usar 25% do que for arrecadado na operação com o fundo de erradicação de pobreza. Outros 25% iriam para obras de infraestrutura e os demais 50% para o pagamento da dívida pública.
“Vamos privatizar as empresas estatais para devolver ao povo. E, ao mesmo tempo, vamos recuperar a capacidade de investimento do setor público, com o fundo de reconstrução nacional”, afirmou Guedes.
O ministro também disse que a Eletrobras está perto de ser capitalizada e que o governo também tentará avançar com a privatização dos Correios neste ano. O projeto que permite a privatização dos Correios foi aprovado pela Câmara, mas está parado no Senado.
O líder do governo na Câmara, deputado Ricardo Barros (PP-PR), também defendeu o fundo, durante o evento da Associação Comercial e Empresarial de Maringá. Ainda chamou Guedes de “visionário” na ocasião.
“A ideia do Fundo Brasil é muito importante, é um Imposto de Renda negativo, como diz o ministro Paulo Guedes. É devolver aos mais pobres parte de todos esses R$ 4,5 trilhões que o país tem e precisa transformar em qualidade de vida para nossa gente”, afirmou Barros.

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