Após encontro com Kassab, Ciro tentará amaciar lulistas do PSD

Após encontro com Kassab, Ciro tentará amaciar lulistas do PSD
O pré-candidato do PDT à Presidência, Ciro Gomes, procurará os senadores Omar Aziz (AM) e Otto Alencar (BA), cabos eleitorais do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em seus Estados, em uma tentativa de convencer dirigentes do PSD sobre a competitividade de seu nome na corrida ao Palácio do Planalto.
A iniciativa parte de uma conversa que Ciro teve com o presidente da sigla, Gilberto Kassab, na última sexta-feira (29), em São Paulo. Kassab disse ao pedetista que o PSD não apoiará nem Lula, nem o presidente Jair Bolsonaro (PL) no 1º turno.
Ambos os senadores disputarão a reeleição ao Senado neste ano. No Amazonas, Omar afirma que fará campanha solo, sem entrar na chapa de um candidato a governador. Já Otto sairá candidato na chapa de Jerônimo Rodrigues (PT), que terá entre os adversários o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil), de quem o PDT é aliado.
A estratégia do pré-candidato do PDT para os próximos 2 meses passa por isolar-se nas pesquisas como o único nome capaz de impedir um 2º turno entre Lula e Bolsonaro e atrair o PSD e o União Brasil para uma aliança até julho.
Até agora, Ciro não fechou nenhuma aliança nacional com outros partidos. Na mais recente pesquisa PoderData, ele aparece em 3º lugar, com 6% das intenções de voto. Lula lidera com 41%, seguido por Bolsonaro, com 36%.
Kassab disse a Ciro que o pedetista precisava mostrar sua viabilidade eleitoral à base do PSD, a começar por seus dirigentes, para que algum tipo de acerto eleitoral mais amplo tenha chance de prosperar.
Sugeriu que o pedetista procurasse Aziz e Alencar, que tentarão a reeleição, e a pré-candidata da sigla ao Senado pelo Rio Grande do Sul, Ana Amélia, recém-filiada ao PSD. Segundo Ciro, são todos seus amigos, o que facilitaria a aproximação política.
A princípio, a ideia de Ciro é costurar com eles acertos para evitar ataques durante a campanha.
Há afinidade com o PDT em colégios eleitorais como Rio de Janeiro e Minas Gerais. Especialmente no Nordeste, a tendência no PSD é não só o apoio como a composição de chapas com o PT de Lula. Em outras regiões, há diretórios estaduais fechados com Bolsonaro.
Nova CLT
Em evento na sede do PDT em Brasília neste domingo (1º), Ciro afirmou que apresentará em seu programa de governo a proposta de criação do Código Brasileiro de Trabalho, que substituiria a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
“Abrirei uma grande mesa de diálogo com os trabalhadores e os empresários para corrigir as distorções e atualizar nossa legislação ao redor de um novo e moderno Código Brasileiro de Trabalho”, afirmou o pré-candidato.
Entre as diretrizes da proposta estão regular a negociação coletiva de funcionários públicos e a relação trabalhista de trabalhadores de aplicativos com as plataformas.
A formulação do código pela campanha pedetista terá como norte convenções da Organização Internacional do Trabalho (OIT).
Segundo o presidente da Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB) e do diretório paulistano do PDT, Antonio Neto, não está em discussão qualquer mudança na estabilidade do funcionalismo. Ele é um dos responsáveis pelo debate na campanha sobre a revisão da reforma trabalhista de 2017.
Poder360

Betano: Apostas Esportivas - Faça seu Jogo Online

ANÚNCIOS WEB SERTÃO - (87) 98821-5232