
Os bebês nasceram no dia 15 de outubro de 2021, com apenas 14 minutos de diferença, segundo as famílias. No entanto, as desconfianças só vieram três anos depois, após a separação de um dos casais.
Com dúvida da paternidade, Cláudio Alves decidiu realizar um teste de DNA do filho que criava com Yasmin Kessia da Silva. O resultado apontou incompatibilidade genética e levou o laboratório a solicitar uma nova coleta para confirmação.
Depois da contraprova, o resultado voltou a descartar o vínculo biológico entre o homem e o menino. A partir daí, o outro casal que esteve na maternidade no mesmo dia também realizou exames genéticos, que confirmaram que as crianças haviam sido entregues às famílias erradas logo após o parto.
Com a confirmação do erro, as famílias entraram na Justiça contra o Hospital da Mulher de Inhumas. O Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) determinou o pagamento de R$ 1 milhão por danos morais, sendo R$ 250 mil para cada mãe e cada pai envolvidos no caso. A unidade de saúde também deverá reembolsar R$ 880 gastos com os exames de DNA.
Na decisão, a magistrada responsável pelo caso classificou o episódio como uma grave violação aos direitos das famílias e destacou os impactos emocionais provocados pela troca dos bebês. Ainda cabe recurso.
Em outubro de 2025, a Justiça definiu que os meninos deveriam retornar gradualmente às famílias biológicas. O processo ocorreu de forma acompanhada, permitindo a convivência entre as crianças e os quatro pais durante o período de adaptação. As certidões de nascimento também foram modificadas para incluir os nomes dos pais biológicos.
No entanto, segundo o g1, a adaptação segue sendo difícil. As crianças ainda estariam apresentando dificuldade para compreender a situação e seguem reconhecendo como pais aqueles que as criaram desde o nascimento.
Os meninos foram entregues às famílias biológicas em março deste ano, mas a guarda continua sendo compartilhada. BNews.























































