https://www.facebook.com/pg/saudeiguaracy/posts/?ref=page_internal

Tintas de cabelo e alisamentos podem ter relação com câncer de mama, diz pesquisa

Um estudo relizado pelo National Institute of Environmental Health Sciences (Instituto Nacional de Ciência da Saúde Ambiental) revela que tinturas para cabelo e alisamentos químicos podem ter relação com o desenvolvimento de câncer de mama em mulheres que já apresentem algum risco de desenvolver a doença.
O instituto americano publicou a pesquisa afirmando que a associação deste problema à prática de beleza não é algo novo, mas a correlação entre eles sempre foi pouco identificada. Leia o material publicado pelo instituto na íntegra, em inglês.
Pesquisadores buscaram cerca de 47 mil mulheres de diferentes etnias que haviam sido diagnosticadas com câncer de mama e que também haviam tido casos da doença na família. Especialistas relataram que os maiores índices da doença foram identificados em mulheres que tiveram contato direto com os produtos para cabelos.
As mulheres que se declararam brancas apresentaram um risco 8% maior de desenvolverem a doença, por usar tinta de cabelo permanente uma vez a cada 5 ou 8 semanas. As mulheres negras, que também disseram utilizar tintas de cabelo frequentemente, apresentam 60% de chances de desenvolverem câncer de mama. A porcentagem das mulheres que alisam o cabelo foi a mesma, independente de etnia.
Um trecho do estudo diz que, mesmo assim, o resultado é relativo: “Esse risco absoluto é geralmente um número muito, muito pequeno. Nesse caso, nenhuma das mulheres no estudo teve um diagnóstico prévio de câncer de mama. Mas como as pessoas no banco de dados tinham um membro da família com câncer de mama, o risco de desenvolver a doença já estava acima do da população em geral.”
Portanto, é impossível ter uma noção concreta das circunstâncias, visto que os fatores externos – como massa corporal, histórico familiar e idade – também são relevantes para identificar uma possível doença. A especulação é em relação a como produtos químicos podem afetar mulheres que já possuem alguma relação com o câncer.