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Anvisa aprova cinco novas canetas com semaglutida, princípio ativo do Ozempic

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta quarta-feira (29) o registro de cinco novas canetas com semaglutida. Agora, o país conta com seis remédios aprovados com a molécula, a mesma usada nas canetas emagrecedoras da dinamarquesa Novo Nordisk, fabricante do Ozempic e do Wegovy, desde que ela perdeu a exclusividade em março. Entre os novos medicamentos estão aqueles que serão vendidos pela farmacêutica suíça Sandoz, pelo laboratório brasileiro Hypera e pelo laboratório indiano Sun Pharma. — Valor

As canetas usam semaglutida sintética e não se enquadram como genéricas, já que a legislação não permite a fabricação de genéricos de produtos biológicos, caso do princípio ativo do Ozempic. Foram classificadas como medicamento novo, alternativa sintética do produto biológico, assim como o Ozivy, a caneta com semaglutida da EMS, farmacêutica brasileira do conglomerado de Carlos Sánchez, até então única com semaglutida sintética registrada no país.

Os registros são para o Owozy, caneta que será vendida pela Sandoz, a partir de parceria com a Ávita Care e com o laboratório europeu Adalvo; para o Seemasun, da farmacêutica indiana Sun Pharma; para o Orsema, caneta do laboratório Ranbaxy, também controlado pela indiana Sun Pharma; para o Zempneo, da farmacêutica brasileira Brainfarma, controlada da Hypera; e para a Semavy, da também subsidiária da Hypera, Cosmed, resultado de parceria com a indiana Sun Pharma.

Todos os cinco remédios são indicados para o tratamento de diabetes.

A chegada de cinco concorrentes deve intensificar ainda mais a disputa pelo consumidor em um mercado de semaglutida que movimentou R$ 5,6 bilhões em vendas no ano passado, segundo dados da Associação dos Laboratórios Farmacêuticos Nacionais (Alanac) com a IQVIA. Junto com a tirzepatida, molécula do Mounjaro, a caneta emagrecedora da americana Eli Lilly, esse segmento deve movimentar R$ 35 bilhões no mercado formal até 2030, de acordo com o Itaú BBA.

A entrada da EMS neste mercado com preços mais baixos já tinha provocado reações na Novo Nordisk e no laboratório brasileiro Eurofarma. As duas mantêm parceria na qual a brasileira distribui versões locais das canetas da dinamarquesa. Ambas têm adotado condições de preço especiais para pacientes do programa de suporte dos laboratórios.

Até a Lilly chegou a anunciar recentemente descontos na compra de combos, movimento que surpreendeu analistas que esperavam a manutenção de preços, já que o laboratório usa molécula de efeito duplo e que está protegida por patente até 2036.

“Cada redução no preço parece desbloquear uma onda de usuários que antes estavam fora do mercado por causa do custo”, disseram recentemente analistas do Itaú BBA.

A agência reguladora brasileira disse que desde que o Ministério da Saúde priorizou a análise de medicamentos com semaglutida e liraglutida, este último princípio ativo da primeira geração de remédios metabólicos da Novo Nordisk, 11 dos 24 medicamentos sintéticos e biológicos inscritos no edital de chamamentos que buscou acelerar as análises já tiveram a avaliação concluída, resultando em seis aprovados.

“O crescimento de pedidos de aprovação de agonistas de GLP-1 [classe de remédio das canetas emagrecedoras] está relacionado ao desenvolvimento, em 2022, de versões sintéticas, criadas em laboratório, do hormônio natural GLP-1, que estimula a produção de insulina e atua no controle da saciedade”, afirmou, em nota.

Segundo a Anvisa, 68% de todas as solicitações de registro de dispositivos injetáveis para o tratamento de obesidade e diabetes já protocoladas são para medicamentos sintéticos.


Dr. Pedro Alves esclarece situação de veículos sem condições de uso e anuncia leilão

O prefeito Dr. Pedro Alves esclareceu, na manhã desta sexta-feira (1º), a situação envolvendo um vídeo que circula nas redes sociais mostrando ônibus e outros veículos pertencentes ao patrimônio público municipal. Segundo ele, os veículos exibidos nas imagens encontram-se recolhidos no pátio da Fazenda Municipal por não apresentarem mais condições de uso.

Entre eles estão ônibus fabricados nos anos de 2011 e 2013, que prestaram importantes serviços ao município durante muitos anos, mas que, em razão do desgaste natural e do tempo de utilização, tornaram-se inviáveis para continuar transportando estudantes com a segurança e a qualidade que a população merece.

Dr. Pedro Alves também esclareceu que parte desses veículos já foram encontrados em situação precária quando assumiu a administração municipal, refletindo uma realidade herdada de gestões anteriores. Em vez de manter esses veículos em circulação ou deixá-los abandonados sem qualquer providência, a atual gestão optou por agir com responsabilidade, retirando-os de uso e iniciando todos os procedimentos legais para sua destinação definitiva por meio de leilão público.

Demonstrando compromisso com a educação e com a segurança dos estudantes, o prefeito promoveu a renovação de parte da frota escolar com a aquisição de novos ônibus, garantindo melhores condições de transporte para os alunos da rede municipal. A medida representa mais um investimento da gestão no fortalecimento dos serviços públicos e na valorização da população.

Segundo a administração municipal, o leilão dos veículos faz parte de um amplo processo de organização do patrimônio público. Além de retirar do patrimônio municipal bens considerados inservíveis, a iniciativa permitirá que os recursos arrecadados retornem aos cofres públicos, podendo ser aplicados em novos investimentos e benefícios para a população.

O prefeito Dr. Pedro Alves ressaltou que governar também significa enfrentar problemas antigos e tomar decisões responsáveis. "Não basta apenas apontar dificuldades; é preciso resolvê-las. Encontramos parte desses veículos já sem condições de uso e estamos adotando todas as medidas legais para dar uma destinação correta ao patrimônio público, sempre com transparência, responsabilidade e respeito ao dinheiro da população", destacou.


Xuxa 'manda pro inferno' quem a ataca: 'São Pessoas podres, nojentas'

A apresentadora Xuxa Meneghel voltou a repercutir nas redes sociais após uma entrevista concedida à revista Veja, publicada na quinta-feira (30). Ao comentar os ataques que recebe na internet, ela fez duras críticas aos chamados “haters” e afirmou que pessoas que espalham ódio nas redes são “podres” e “nojentas”.

Durante a conversa, Xuxa declarou que gostaria que esse tipo de comportamento simplesmente desaparecesse. Em uma metáfora, disse que sua “nave leva para cima”, mas que essas pessoas “deviam ir para baixo”, acrescentando a frase: “Apertar uma descarga e ir embora”. A declaração rapidamente viralizou e provocou reações divididas entre internautas.

Enquanto parte do público apoiou o desabafo da apresentadora diante dos ataques constantes nas redes sociais, outros consideraram o tom da fala exagerado. O episódio reacendeu o debate sobre os limites da liberdade de expressão, do discurso de ódio e da convivência no ambiente digital. — Jefferson de Almeida

Miguel joga a toalha, pede votos para Raquel, mas não para Eduardo da Fonte

O ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho (União Brasil) anunciou, na madrugada deste sábado (1º), a retirada de sua candidatura ao Senado, horas após a definição de que o deputado federal Eduardo da Fonte (PP) será o candidato da Federação União Progressista para a vaga na chapa da governadora Raquel Lyra (PSD). — Por Ricardo Antunes.

Ele passou semanas dizendo que seria o candidato da federação, mesmo sabendo que não tinha votos para isso, o que só fez desgastar a governadora Raquel Lyra.

Com uma expressão visivelmente abatida em vídeo publicado nas redes sociais, Miguel afirmou que a decisão foi tomada em comum acordo com a governadora para preservar o projeto de reeleição do grupo político e evitar desgastes internos.

A desistência encerra um dos principais impasses da formação da chapa governista para as eleições deste ano. Nas últimas semanas, Miguel disputava com Eduardo da Fonte a indicação da federação, formada por União Brasil e Progressistas, para a segunda vaga ao Senado.

Após a escolha do deputado federal, o ex-prefeito decidiu retirar sua pré-candidatura e reafirmar apoio à governadora.

“Sempre defendi que o projeto prioritário é o projeto de reeleição de Raquel e de Priscila. Independentemente de quem fossem os candidatos escolhidos, a gente estaria ao lado dela porque acreditamos no trabalho que ela iniciou em 2023”, afirmou.

Segundo Miguel, a decisão foi motivada pela necessidade de preservar a unidade do grupo político.

“Para não colocar esse projeto em risco sob nenhum tipo de condição de ameaça ou de qualquer forma de pressão, percebemos, eu e ela, que era o momento de retirar a nossa candidatura ao Senado. O União Brasil vai continuar apoiando a governadora Raquel Lyra”, declarou.

Ao anunciar a desistência, Miguel também fez um apelo para que prefeitos, deputados, vereadores e demais lideranças políticas que o apoiavam permanecessem ao lado da governadora durante a campanha.

“Peço aos prefeitos, deputados, candidatos, vereadores, lideranças e a todos que me conhecem, que sabem da minha história, que continuem apoiando Raquel e levem essa mensagem para todos os cantos de Pernambuco”, disse.

O ex-prefeito reconheceu que a decisão frustrou seus planos, mas afirmou que o interesse coletivo deve prevalecer.

“Infelizmente não vai dar. Este ano de 2026 não vamos colocar o nosso nome à disposição por questões de forças maiores. Não era o desfecho que eu queria, vocês sabem. Mas, de novo, não é sobre o eu. É sobre um projeto maior e um projeto para o bem de Pernambuco”, afirmou.

Com a decisão, a convenção da federação foi adiada até segunda ordem.


A definição da candidatura ao Senado foi um dos principais entraves da montagem da chapa de Raquel Lyra. Desde junho, União Brasil e Progressistas divergiam sobre quem representaria a Federação União Progressista na disputa, com Miguel Coelho e Eduardo da Fonte defendendo suas respectivas candidaturas.

Ao longo das negociações, chegaram a ser discutidas alternativas para acomodar os dois nomes na disputa, inclusive com candidaturas avulsas ao Senado, mas não houve consenso. Com a confirmação de Eduardo da Fonte como candidato da federação, Miguel optou por retirar sua candidatura e reforçar o apoio ao projeto de reeleição da governadora.

Mesmo fora da disputa ao Senado, Miguel afirmou que seguirá atuando politicamente no estado.

“O Galeguinho continua aqui, de cabeça erguida, firme, continuando o propósito de trabalhar por Pernambuco, de ajudar o nosso povo e de fazer o nosso Sertão e a nossa Petrolina cada vez mais fortes”, afirmou.

Ao encerrar a mensagem, o ex-prefeito desejou que Pernambuco eleja representantes comprometidos com os interesses do estado.

“Desejo sucesso para que, no Senado, possamos ter pernambucanos que honrem as nossas tradições de força, de fé, de luta e de garra e que possam representar os sonhos e a esperança do povo pernambucano”, concluiu.


Lula chama filhos de Bolsonaro de "Filhos de Satanás"


Durante entrevista nesta quinta-feira (30), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez duras críticas à família Bolsonaro ao afirmar que os "filhos do Satanás" foram aos Estados Unidos "trabalhar contra o Brasil". A declaração foi dada ao comentar o tarifaço imposto pelo governo norte-americano e a atuação de aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro no exterior.

Na conversa, Lula também afirmou que acredita em uma tentativa de interferência dos Estados Unidos nas eleições brasileiras de 2026. Ao ser questionado se o presidente norte-americano, Donald Trump, prefere uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro, o petista respondeu: "Ele já disse isso". Em seguida, citou ainda o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, como um dos nomes envolvidos nesse movimento.

Apesar das declarações, Lula afirmou que não está preocupado com uma eventual influência externa no pleito. Segundo ele, o Brasil saberá enfrentar esse cenário e a população não permitirá que "a mentira vença" nas próximas eleições.

As falas repercutiram nas redes sociais e ampliaram a tensão entre o governo brasileiro e aliados de Jair Bolsonaro, em meio ao embate diplomático envolvendo o governo Trump e às discussões sobre o processo eleitoral brasileiro. — Aqui Vale

Jornalista é condenado a mais de 2 anos de prisão após criticar Flávio Dino

O jornalista José Fernandes Linhares Júnior foi condenado a dois anos e 15 dias de detenção por uma publicação feita em 2021 contra Flávio Dino, que na época governava o Maranhão. Na postagem, Linhares chamou Dino de “governador vagabundo” e criticou o então governador por, segundo ele, tentar assumir os méritos pela vacinação realizada em São Luís.

A defesa argumentou que a manifestação fazia parte do debate político e representava uma crítica à atuação do governo durante a pandemia. O juiz, porém, considerou que a publicação ultrapassou os limites da liberdade de expressão e condenou o jornalista pelos crimes de injúria e difamação.

A decisão de primeira instância estabeleceu inicialmente o regime aberto, mas substituiu a pena de prisão por prestação de serviços à comunidade. Linhares também foi condenado ao pagamento de multa e poderá recorrer em liberdade ao Tribunal de Justiça do Maranhão.

O caso acende mais um alerta sobre os limites impostos às críticas contra autoridades no Brasil. Enquanto declarações agressivas contra políticos de direita muitas vezes são tratadas como liberdade de expressão, um jornalista recebeu uma condenação superior a dois anos por atacar verbalmente um poderoso integrante do atual Supremo Tribunal Federal. — É o Mundo

STF obriga prefeituras a proteger cães e gatos abandonados

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que as prefeituras têm o dever de acolher cães e gatos abandonados ou vítimas de maus-tratos.

A decisão foi tomada em um processo envolvendo a cidade de Catanduva (SP), mas reforça um entendimento que pode servir de base para ações semelhantes em municípios de todo o Brasil.

Na prática, isso significa que as cidades não podem simplesmente ignorar animais abandonados ou resgatados de situações de violência. Se não houver um canil ou gatil municipal, a prefeitura deverá apresentar outra solução eficiente para garantir abrigo, atendimento veterinário e proteção aos animais.

A decisão não cria uma lei nova nem obriga automaticamente todos os municípios a abrirem abrigos imediatamente. Porém, ela fortalece o entendimento de que a proteção animal é uma obrigação do poder público e abre um importante precedente para que a Justiça cobre essa responsabilidade em outras cidades.

Para o Supremo, quando há omissão do poder público em um tema protegido pela Constituição, como o meio ambiente e a fauna, a Justiça pode determinar que políticas públicas sejam implementadas.

Especialistas avaliam que a decisão fortalece a atuação de promotores e protetores da causa animal em todo o país. Sempre que uma prefeitura deixar de oferecer proteção mínima aos animais abandonados, o entendimento do STF poderá ser usado como fundamento em novas ações judiciais.

A expectativa agora é que mais municípios passem a investir em políticas públicas como abrigos, convênios com clínicas veterinárias, programas de castração, adoção responsável e atendimento a animais vítimas de maus-tratos, para reduzir a dependência exclusiva do trabalho voluntário. — Nill Júnior

Prefeitura de Iguaracy paga salários de julho dentro do mês trabalhado

A Prefeitura de Iguaracy efetuou o pagamento dos salários referentes ao mês de julho, garantindo que os vencimentos já estejam disponíveis nas contas dos servidores municipais.

A medida reafirma o compromisso da gestão municipal com a responsabilidade fiscal, a valorização dos servidores públicos e a pontualidade no cumprimento de suas obrigações, mantendo o pagamento dentro do próprio mês trabalhado.

Além de reconhecer a dedicação dos servidores que atuam diariamente na prestação dos serviços públicos, a antecipação do pagamento também fortalece a economia local, movimentando o comércio e contribuindo para o desenvolvimento do município.

O prefeito Dr. Pedro Alves destaca que manter os salários em dia é resultado de uma gestão planejada e comprometida com o equilíbrio das contas públicas, assegurando tranquilidade aos servidores e suas famílias.

Prefeitura de Iguaracy – Cuidado que transforma, trabalho que avança.

Prefeitura de Iguaracy divulga atrações da Festa de Agosto 2026 em Jabitacá

A Prefeitura de Iguaracy, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, divulgou oficialmente a programação da Festa de Agosto de Jabitacá 2026, um dos eventos mais tradicionais do calendário cultural do município. A festa será realizada entre os dias 6 e 14 de agosto, reunindo atrações musicais, apresentações culturais e momentos de confraternização que prometem movimentar Jabitacá e atrair visitantes de toda a região.

Confira a programação oficial:
- 06 de agosto (quinta-feira): Baú das Meninas e Mateus Max;
- 07 de agosto (sexta-feira): Atração Cultural e Maciel Freitas;
- 08 de agosto (sábado): Tenda Eletrônica;
- 09 de agosto (domingo): Sambeer (Tardezinha) e Vitinho Cantor;
- 12 de agosto (quarta-feira): David Silva, Kelly Freitas e Wilton Belo;
- 13 de agosto (quinta-feira): Kauã Menezes e Fabinho Testado;
- 14 de agosto (sexta-feira): Junior e Jorge e Túlio Duarte.

A gestão municipal, por meio do prefeito Dr. Pedro Alves e do secretário de Cultura e Turismo, Rodrigo Faustino, ressalta que, diante das condições atuais, a programação foi elaborada com responsabilidade e equilíbrio, porém, sem abrir mão da qualidade da festa. 

Por fim, a Prefeitura convida toda a população e os visitantes para prestigiarem o evento e viverem dias de muita música, cultura, tradição e alegria em uma das festas mais aguardadas do Sertão do Pajeú. Jabitacá já está pronta para receber o público e celebrar mais uma grande edição da Festa de Agosto 2026.


Recorde de lucros deixa banqueiros satisfeitos com a política de Lula

Depois de Lula, provavelmente não há ninguém mais contente com o governo Lula do que os banqueiros. Uma safra recorde de lucros em 2025 deixou os bancos satisfeitos. — Por José Casado/VEJA

Os bancos brasileiros lucraram 45,8 bilhões de dólares no ano passado, calcula a Federação Latino-americana de Bancos (Felaban). É aumento significativo (34%) sobre o resultado de 2024, que somou 34,1 bilhões de dólares.

Significa que em apenas doze meses, no ano passado, os bancos ganharam o dobro do dinheiro que o governo federal prevê gastar neste ano no orçamento da Educação.

O lucro dos bancos no Brasil, no ano passado, foi maior que a soma dos ganhos das instituições financeiras de 15 países associados à Felaban, que dividiram 43 bilhões de dólares.

Outros quatro mercados mais lucrativos foram: México, com 17 bilhões; Chile, 5,8 bilhões; Peru, 4,2 bilhões e Colômbia, 3.8 bilhões.

Brasil, México e Chile concentraram sete em cada dez dólares de lucro bancário na região.

Os bancos brasileiros frequentemente ultrapassam a média mundial de lucratividade. Uma das formas de se medir isso é aferindo o retorno sobre o patrimônio líquido (indicador conhecido como ROE). No caso, toma-se a quantidade de lucro gerado em comparação ao capital investido pelos acionistas da casa bancária. Em 2025, por esse critério, a rentabilidade no mercado bancário nacional foi expressiva (16,7%), a maior desde a pandemia.

Uma das razões é a taxa de juros (14,25% ao ano), das três mais altas do planeta. Ela é sustentada, basicamente, pela necessidade crescente de capital que o governo tem para financiar serviços públicos e, também, empresas estatais deficitárias.

Outro fator relevante é a concentração do mercado. No Brasil, os cinco maiores bancos concentram aproximadamente dois terços dos negócios bancários.

Uma pequena parte do aumento de lucros de 2025 poderia ser justificada pela valorização de moedas nacionais em relação ao dólar.

A alta rentabilidade dos bancos na América Latina, sobretudo no Brasil, chamou a atenção de Jonathan Fortun, do Instituto Internacional de Finanças (IIF). Numa estimativa para o repórter Daniel Castellanos, da Bloomberg, ele sugeriu que a margem de lucro líquido dos bancos na América Latina, no ano passado, possa ter ficado bem acima (5,5%) da média estimada (3,3%) para os maiores bancos de países emergentes, excluída a China.

No Brasil, os banqueiros terminaram 2025 com 45,8 bilhões de bons motivos (em dólares) para manter algum otimismo com a condução da política econômica. Lula encontrou no lucro excepcional dos bancos um motivo de orgulho, como disse num discurso em fevereiro ao visitar o Instituto Butantã, em São Paulo: “Esses dias eu vi um cidadão dizer que o ‘Brasil só saber cuidar de índio, de negro, de quilombola, só sabe cuidar de Bolsa Família’. Não, nós sabemos cuidar de muita coisa. O sistema financeiro nunca ganhou tanto dinheiro como ganha no nosso governo. Os empresários nunca ganharam tanto dinheiro como ganham no nosso governo!”.

Altos lucros e eventual desconcentração do mercado bancário devem ser temas relevantes nas propostas de política econômica que os candidatos presidenciais apresentam a partir da próxima semana. — VEJA / via

Justiça Eleitoral multa Lula em R$ 15 mil por propaganda antecipada e manda retirar vídeo do ar

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi condenado nessa terça-feira, 28, ao pagamento de multa no valor de R$ 15 mil por propaganda eleitoral antecipada em decisão da Justiça Eleitoral de São Paulo. O entendimento é de que o chefe do Executivo fez um pedido explícito de votos em favor das ex-ministras Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede) durante um evento realizado em 19 de maio deste ano. As duas são candidatas ao Senado por São Paulo. — Por Fabrícia Braga / Estadão

Além da penalidade financeira, a decisão determina a retirada do vídeo com o discurso do canal oficial de Lula no YouTube. A representação foi apresentada pela Comissão Executiva Estadual de São Paulo do Partido Missão.

Durante o processo, Lula sustentou que o discurso possuía caráter institucional e negou ter feito pedido explícito de votos. Também pediu que eventual multa fosse fixada no patamar mínimo.

A Procuradoria Regional Eleitoral se manifestou pela procedência parcial da ação, defendendo a condenação apenas do presidente e a absolvição de Simone Tebet e Marina Silva, entendimento que foi acolhido pela Justiça Eleitoral.

Ao analisar o caso, o juiz concluiu que o trecho do pronunciamento em que Lula afirma que o público poderia, “um dia”, “dar voto para as duas” ultrapassa os limites de uma manifestação política e caracteriza pedido explícito de apoio eleitoral antes do período permitido pela legislação.

Segundo a decisão, a utilização da expressão “dar voto para as duas”, direcionada ao público presente e vinculada nominalmente às ex-ministras, configura propaganda eleitoral antecipada, prevista no artigo 36 da Lei das Eleições. Para o magistrado, a ressalva temporal feita pelo presidente ao usar a expressão “um dia” não descaracteriza a irregularidade.

Na avaliação do juiz, o conteúdo do discurso não pode ser interpretado como simples manifestação institucional ou opinião política. A decisão destaca que a própria literalidade da declaração é suficiente para caracterizar a infração, por representar um estímulo direto ao voto antes do início oficial da campanha eleitoral.

A Justiça também levou em consideração o contexto em que a declaração foi feita. Conforme o entendimento, o fato de o pedido ter sido realizado pelo presidente da República durante um evento oficial e no exercício do cargo amplia o alcance e a repercussão da manifestação, circunstância considerada na fixação da multa acima do valor mínimo previsto em lei.

Apesar de terem sido mencionadas por Lula durante o discurso, Simone Tebet e Marina Silva não foram responsabilizadas. O magistrado entendeu que não há provas de que as ex-ministras tenham participado da elaboração da fala, tido conhecimento prévio do conteúdo ou exercido qualquer controle sobre o pronunciamento.

De acordo com a decisão, a simples presença das duas no evento e o fato de terem sido citadas pelo presidente não são suficientes para justificar a aplicação de sanções. Por isso, a representação foi julgada improcedente em relação às ex-ministras.  — Estadão  / via


Ministros do TSE criticam atuação de Moraes em relação à IA de Bolsonaro

O uso de vídeo de inteligência artificial com a imagem de Jair Bolsonaro na convenção que oficializou a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência abriu uma disputa de bastidores entre integrantes do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes, com críticas de magistrados sobre o papel das duas cortes nas eleições deste ano. — Por Ana Pompeu e Laura Scofield, da Folha de S.Paulo

Ministros do TSE viram a cobrança feita por Moraes nesta semana sobre esse tema como uma forma de pressão. Na avaliação de três membros do tribunal ouvidos sob reserva, o tema está na esfera da disputa de outubro e, portanto, deve ser tratado pela corte eleitoral, não pelo STF.

Moraes pediu explicações de Bolsonaro no processo que disciplina a execução da pena do ex-presidente por tentativa de golpe de Estado, em que o ministro do STF impôs restrições como proibição do uso de redes sociais.

No TSE, há divergências internas sobre o tratamento a ser dado ao uso da IA pela campanha do PL, mas nenhum dos grupos pretende propor sanções graves a Flávio. Dos sete integrantes, ao menos dois ministros tendem a dar uma abordagem mais liberal e outros dois a aplicar medidas que sirvam como alerta.

Na determinação à defesa de Bolsonaro para explicar a participação do ex-presidente no episódio, Moraes sugeriu que a conduta pode acarretar tanto o retorno de Bolsonaro ao regime fechado quanto a inelegibilidade de Flávio.

O PT acionou o STF e o TSE sobre o uso da IA de Bolsonaro na convenção do PL e afirmou ser um caso semelhante (porém mais grave pela sofisticação e reincidência) ao da leitura da carta de apoio do ex-presidente a Flávio que gerou proibição de visitas do candidato ao pai.

Para integrantes do TSE, o despacho de Moraes é um sinal de tentativa de interferência nos trabalhos da corte e no processo eleitoral.

Como mostrou a Folha, um grupo de magistrados do STF vinha se preparando para atuar como uma espécie de instância revisora de decisões do TSE e fazer frente à gestão de Kassio Nunes Marques na corte.

Após gesto a Priscila, Raquel Lyra dá sinais de chapa ao lado de Túlio Gadelha

A poucos dias da convenção estadual do PSD, marcada para o próximo domingo (02), a governadora de Pernambuco e pré-candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), intensificou os gestos públicos em torno da formação de sua chapa majoritária para as eleições de 2026. 

Depois de publicar, na última segunda-feira (27), uma foto ao lado da vice-governadora Priscila Krause (PSD) com a legenda “Vamos juntos, Priscila”, a governadora voltou a utilizar as redes sociais nesta terça-feira (28), para reforçar outro nome cotado para a disputa. Desta vez, ela compartilhou uma publicação colaborativa no Instagram com o deputado federal Túlio Gadelha (PSD), apontado como pré-candidato ao Senado.

No vídeo publicado em formato de “collab”, recurso que permite que o mesmo conteúdo seja exibido simultaneamente nos perfis dos dois participantes, Raquel Lyra e Túlio Gadelha destacam a parceria política construída nos últimos anos e lembram que caminham juntos desde as eleições de 2022.

Os dois afirmam, nas imagens, que mantêm uma relação de apoio político desde aquele pleito, em mais um movimento da governadora para dar visibilidade à composição que pretende apresentar durante a convenção estadual da legenda.

Movimentos para composição da chapa
As duas publicações, feitas em dias consecutivos, são interpretadas nos bastidores como novos sinais sobre a formação da chapa majoritária do PSD.

A postagem ao lado de Priscila Krause reforçou a expectativa de que a atual vice-governadora será mantida na mesma posição na disputa pela reeleição. Já a publicação conjunta com Túlio Gadelha amplia a exposição pública do parlamentar como um dos integrantes da chapa, na condição de pré-candidato ao Senado.

Segunda vaga ao Senado segue indefinida

Apesar dos movimentos da governadora, permanece indefinida a segunda vaga para a disputa ao Senado na chapa governista.

Os principais nomes citados nas articulações são o deputado federal Eduardo da Fonte (PP) e o ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho (União Brasil). Até o momento, porém, não houve decisão oficial sobre qual dos dois será escolhido para compor a chapa majoritária encabeçada por Raquel Lyra.

A definição é aguardada para a convenção estadual do PSD, prevista para o domingo (02). — Blog do Jamildo / via

Família vence na justiça, mas governo Lula recorre e menina de SC fica sem dose contra o câncer

A adolescente Maria Isabela Budske, de 13 anos, de Jaraguá do Sul (SC), enfrenta uma batalha contra o linfoma de Hodgkin e depende do medicamento brentuximabe vedotina, uma imunoterapia que custa cerca de R$ 38 mil por dose. 

Após falhas em tratamentos anteriores, incluindo transplante de medula, a família conseguiu na Justiça Federal uma liminar obrigando a União a fornecer o remédio, mas a Advocacia-Geral da União (AGU), que representa o governo Lula, recorreu da decisão.

Um desembargador suspendeu temporariamente a liminar, interrompendo o fornecimento do medicamento enquanto o caso segue em análise. A família afirma que a próxima dose precisa ser aplicada até 19 de agosto de 2026 e retomou uma campanha de doações para tentar garantir a continuidade do tratamento.

O caso reacende o debate sobre a judicialização da saúde no Brasil, envolvendo a necessidade urgente de pacientes e os critérios do SUS para disponibilização de medicamentos de alto custo. — É o Mundo

Despacho de Moraes pode levar Bolsonaro à prisão ou tornar Flávio inelegível

Alexandre de Moraes determinou que Jair Bolsonaro esclareça se autorizou o uso de sua imagem e de sua voz em um vídeo produzido com inteligência artificial e exibido durante a convenção nacional do PL. A resposta poderá abrir dois caminhos: se confirmar a autorização, Bolsonaro poderá ser acusado de descumprir as restrições impostas pela Justiça e correr o risco de voltar ao presídio; se negar, Flávio Bolsonaro e integrantes do partido poderão ser responsabilizados, com a possibilidade de consequências eleitorais contra o senador.

O despacho coloca o ex-presidente diante de uma verdadeira armadilha jurídica. Não existe uma resposta segura. De um lado, está a possibilidade de Bolsonaro voltar à prisão. Do outro, o risco de Flávio Bolsonaro enfrentar um processo que possa culminar em sua inelegibilidade e afastá-lo da disputa presidencial.

Em vez de apenas esclarecer o episódio, Moraes cria um cenário no qual qualquer resposta pode ser transformada em fundamento para uma nova punição contra a família Bolsonaro e o principal grupo político de oposição do país.

A tentativa de utilizar um vídeo produzido com inteligência artificial para atingir eleitoralmente Flávio Bolsonaro causa ainda mais preocupação. O senador é um dos principais nomes da direita para a Presidência, e sua eventual retirada da disputa representaria uma interferência direta no processo eleitoral e na liberdade de escolha dos brasileiros.

Moraes demonstra claramente que pretende continuar interferindo nas eleições. Caso avance pelo caminho de punir Flávio e torná-lo inelegível, ficará ainda mais evidente que, mesmo fora do TSE, o ministro voltará a ultrapassar todos os limites constitucionais para atingir o principal adversário político da esquerda. — É o Mundo

Trump renova emergência nacional contra o Brasil e volta a citar Bolsonaro em justificativa

O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, decidiu renovar por mais um ano o estado de emergência nacional em relação ao Brasil. Além disso, a gestão dos EUA voltou a associar a medida à situação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A nova ordem foi assinada nesta terça-feira (28) e será publicada nesta quarta-feira (29) no Federal Register, equivalente ao Diário Oficial norte-americano. — BNews.

No documento, a Casa Branca afirma, sem citar nominalmente Bolsonaro, que integrantes do governo brasileiro estariam promovendo uma "perseguição política" contra um ex-presidente, seus familiares e apoiadores. Ainda segundo o governo Trump, o cenário contribui para o "enfraquecimento deliberado do Estado de Direito" no Brasil, além de promover intimidação por motivação política e violações de direitos humanos.

No entanto, a medida não cria novas sanções econômicas nem amplia as tarifas já impostas ao Brasil. Recentemente, parte das exportações brasileiras para os Estados Unidos passou a ser taxada em 37,5% após duas investigações conduzidas pelo governo norte-americano.

Em julho de 2025, quando declarou a emergência nacional em relação ao Brasil, Trump chegou a impor uma tarifa adicional de 40% com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA). Entretanto, a sobretaxa foi derrubada pela Suprema Corte dos EUA em fevereiro deste ano, sob o entendimento de que a legislação não poderia ser usada para impor tarifas comerciais a países parceiros.

Senadores democratas acusam Trump de espalhar teoria conspiratória sobre urnas brasileiras

Senadores democratas do Comitê de Relações Exteriores dos Estados Unidos acusaram o governo de Donald Trump de promover teorias conspiratórias sobre o sistema eleitoral brasileiro. Em publicação nas redes sociais, os parlamentares afirmaram que questionar a integridade das eleições não fortalece a segurança dos Estados Unidos, mas enfraquece a confiança na democracia e prejudica a relação do país com aliados internacionais. 

A manifestação ocorreu após a divulgação de uma reportagem do Washington Post sobre um plano da gestão republicana para enviar representantes ao Brasil antes das eleições presidenciais.

Segundo o jornal norte-americano, o governo Trump preparava o envio de dois integrantes do Departamento de Estado com a missão de levantar questionamentos sobre a confiabilidade das urnas eletrônicas brasileiras. A viagem estaria prevista para ocorrer poucas semanas antes do primeiro turno, marcado para outubro. Ainda de acordo com a publicação, o Itamaraty negou vistos aos dois representantes, impedindo a visita.

A nota dos democratas foi publicada em um perfil oficial administrado pela presidente da ala no comitê, a senadora Jeanne Shaheen. Ao compartilhar a reportagem, ela destacou que os Estados Unidos costumavam utilizar sua influência para defender democracias em risco, mas que agora estariam sendo usados para desacreditar o sistema eleitoral de outro país, em referência às iniciativas atribuídas ao governo Trump. — Portal G1 via Mídia Ninja

Aplicação da Lei Magnitsky contra Moraes volta ao assunto dos aliados de Flávio Bolsonaro

Aliados do senador e candidato à presidência da república, Flávio Bolsonaro, avaliam que o aumento das tensões diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos pode abrir caminho para que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), volte a ser alvo de sanções previstas na Lei Magnitsky.

Há cerca de dois meses, Eduardo Bolsonaro, deputado federal licenciado, e Paulo Figueiredo, ex-apresentador, encaminharam um pedido para que medidas financeiras contra o magistrado fossem restabelecidas. A expectativa do grupo é de que o aumento do desgaste entre o governo de Donald Trump e a gestão de Luiz Inácio Lula da Silva favoreça uma retomada das sanções.

O episódio mais recente que elevou a temperatura entre os dois países foi a negativa do governo brasileiro em conceder vistos para dois integrantes da administração Trump. Segundo o Itamaraty, a viagem tinha como objetivo colocar em dúvida a credibilidade do sistema eleitoral brasileiro.

Integrantes do grupo de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos dizem ter sido informados de que a administração Trump prepara uma resposta ao episódio. Na avaliação deles, o cenário amplia a possibilidade de adoção de medidas individuais, como a aplicação da Lei Magnitsky contra Alexandre de Moraes.

A interpretação desse grupo é que a retirada anterior das sanções teria sido um gesto de aproximação de Trump em relação ao presidente Lula, em um momento de maior diálogo entre os dois governos. Eles sustentam ainda que a decisão não contou com o aval de Marco Rubio, secretário de Estado dos Estados Unidos. — Por Bela Megale, do O Globo / via

Salário mínimo deveria ser de R$ 8,1 mil para família de 4 pessoas no Brasil, segundo estudo

O salário mínimo necessário para suprir as necessidades básicas de uma família de quatro pessoas deveria ser de R$ 8.110,92 em junho de 2026, segundo cálculo do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), em parceria com a Conab. 

O valor equivale a cinco vezes o piso nacional vigente, de R$ 1.621,00, e considera gastos essenciais como alimentação, moradia, saúde, educação, transporte e previdência.

O aumento foi impulsionado pela alta dos alimentos básicos. Em junho, o preço da cesta subiu em 17 das 27 capitais pesquisadas, com São Paulo registrando o maior valor, de R$ 965,47. Segundo o levantamento, trabalhadores que recebem um salário mínimo comprometeram, em média, 52,02% da renda líquida apenas com a compra dos produtos da cesta básica. — Bacci Notícias

Moraes dá 48h para defesa informar se Bolsonaro autorizou vídeo com IA

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu 48 horas para a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro se o uso de imagem e voz do ex-presidente em vídeo gerado por Inteligência Artificial (IA), exibido na convenção nacional do PL neste sábado (25). – Do G1

Na gravação, a imagem do ex-presidente afirma estar “preso e calado por uma decisão arbitrária”, diz que “nenhuma prisão vai calar o sentimento de esperança” despertado por seu movimento e pede que os apoiadores recebam Flávio Bolsonaro “de braços abertos” como candidato à Presidência.

Na decisão, Moraes diz que é preciso esclarecer se Bolsonaro autorizou ou não o uso da imagem e cita possível descumprimento das medidas impostas na prisão domiciliar.

“A eventual concordância de JAIR MESSIAS BOLSONARO com a divulgação de um vídeo produzido por IA, e amplamente divulgado nas redes sociais, contendo sua imagem e declarações ostensivamente político-eleitorais constituiria nova e grave transgressão à decisão judicial, poucos dias após ser sancionado, e passível de reversão da prisão domiciliar humanitária para o regime fechado”.

Ao justificar a medida, Moraes afirma que o ex-presidente está com os direitos políticos suspensos em razão da condenação criminal e também está proibido, desde julho de 2025, de utilizar redes sociais diretamente ou por intermédio de terceiros.

O ministro diz ainda que, se o ex-presidente não autorizou o uso, “além de constituir desrespeito à ordem judicial por FLÁVIO NANTES BOLSONARO e pelo Partido Liberal (PL), tal conduta poderá tipificar a denominada ‘deep fake’, prática expressamente vedada pela legislação eleitoral”.

Restrições impostas a Bolsonaro

Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar e está sujeito a restrições determinadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), entre elas a proibição de divulgar manifestações político-eleitorais, inclusive por meio de terceiros e independentemente do meio utilizado.

Antes da convenção, o ministro Alexandre de Moraes entendeu que Bolsonaro descumpriu as condições da prisão domiciliar após Flávio divulgar uma carta na qual o pai o indicava como porta-voz e reafirmava apoio à candidatura do filho. Como consequência, Moraes proibiu o senador de visitar o ex-presidente por 90 dias.

Além disso, Moraes determinou que o ex-presidente não poderá receber visitas com finalidade “político-eleitoral” até o final das Eleições 2026.

O ministro do STF também suspendeu visitas gerais a Bolsonaro por 30 dias, com exceção de visitas permanentes da equipe médica, fisioterapêutica e dos advogados. – Do G1 (via)

Máquina de propaganda de Lula gasta R$ 840 milhões somente no ano eleitoral de 2026

A máquina de propaganda do governo Lula (PT), bancada com impostos, opera sem limites neste ano eleitoral. Quase inimputável nos tribunais superiores, Lula estendeu essa condição a seu governo, o que explica a olímpica indiferença do Tribunal Superior Eleitoral sobre o fato de haver gasto entre janeiro e junho R$ 255,3 milhões, superando seu recorde de 2009, e tem R$ 584,7 milhões para torrar sem piedade até outubro. 

Total: R$ 840 milhões que fazem falta em segurança, saúde, educação etc.

A linha entre publicidade legítima e promoção eleitoral se desfaz e expõe uma sofisticada operação de influência paga com dinheiro público.

Gastos abusivos da propaganda de Lula até junho de 2026 somam mais que o triplo dos gastos do governo Bolsonaro no ano eleitoral de 2022.

A gastança cria relação de dependência financeira que, em ano eleitoral, suaviza notícias negativas e prioriza pautas desfavoráveis à oposição.

A bolha informativa bancada pelo pagador de impostos não disfarça o objetivo de diluir críticas e ampliar a mensagem oficial. — Diário do Poder / via

Cidade menos violenta do País fica em São Paulo; veja ranking de municípios com menor taxa de assassinatos

As cidades menos violentas do Brasil estão no Sudeste, com São Caetano do Sul liderando com 1,2 mortes violentas por 100 mil habitantes. No Nordeste, Maranguape é a mais violenta, com 100,3 mortes, devido a rotas de tráfico. Facções como PCC e CV disputam territórios, elevando a violência. Eunápolis e Porto Seguro, na Bahia, também são violentas. A Bahia investiu em segurança, reduzindo assassinatos em 20% no primeiro semestre. Dados são do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. — Estadão

As cidades menos violentas no Brasil – se considerar a proporção de assassinatos – estão no Sudeste do País. Sete dos 10 municípios com a menor taxa de mortes violentas intencionais (MVI) por 100 mil habitantes estão em São Paulo e os demais, em Santa Catarina. Se considerar o top 20, aparecem também municípios de Minas Gerais e Rio Grande do Sul.

Os dados fazem parte da pesquisa para o Anuário do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, divulgado na semana passada. Para este cálculo, foram consideradas somente as cidades com mais de 100 mil habitantes.

As mortes violentas intencionais são tratadas como o principal indicador para aferir os níveis de violência do Brasil, agregando casos de homicídio doloso, latrocínio, lesão corporal seguida de morte e mortes decorrentes de intervenções policiais.

No topo da lista está São Caetano do Sul, no ABC paulista, com taxa de 1,2 morte violenta intencional por 100 mil habitantes. Historicamente, a cidade aparece no topo de rankings de qualidade de vida, por seus bons resultados em áreas como educação e saúde, além de oferecer boa infraestrutura urbana. Na sequência, aparece Tubarão, em Santa Catarina (1,7).

As capitais menos violentas são São Paulo (taxa de 7,2), Brasília (9,6), Goiânia (11,4), Florianópolis (11,4) e Vitória (13,7). As mais violentas são Salvador (44), Maceió (39,4), Recife (36,3), Macapá (36,1) e Porto Velho (34,6).

A média de mortes violentas por cem mil habitantes no País é de 19,1. Embora tenha caído nas últimas décadas, o índice é considerado bastante elevado para os padrões internacionais.

No Brasil, pesquisas mostram forte correlação entre taxas de homicídios e disputas entre facções, como o Primeiro Comando do Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV). Em muitos casos, porém, a redução dos assassinatos não está ligada à redução da criminalidade, mas ao domínio do tráfico de drogas por um dos grupos, o que reduz os confrontos entre gangues.

Especialistas têm apontado também para a necessidade de considerar outros fatores no diagnóstico e definição de políticas públicas voltados ao combate à violência, como roubos e golpes (muitas vezes subnotificados, diante da falta de confiança da vítima na resolução policial do delito).

Outro aspecto de medição complexa são os impactos do controle armado do território, feito por facções que impõe regras, extorquem e torturam moradores de comunidades, como faz o CV em favelas do Rio de Janeiro.

O Nordeste reúne os municípios com as maiores taxas de mortes violentas do Brasil. Entre os motivos, estão os corredores logísticos da droga que passam pela região (rodovias, portos e aeroportos), ou seja, rotas usadas pelo tráfico para escoar entorpecentes para o consumo interno e o comércio transnacional.

Esse cenário acirra disputas territoriais armadas entre facções e eleva o número de mortes decorrentes de intervenção policial.

“O que as 10 cidades mais violentas têm em comum? Acesso privilegiado a alguma rota direta para alguma BR ou outra rodovia estratégica para o escoamento da droga”, disse Samira Bueno, diretora executiva do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

A mais violenta do Brasil, a cearense Maranguape, com taxa de 100,3 mortes por 100 mil habitantes, é atraente para os grupos criminosos pela proximidade com rodovias como a CE-065 e a BR-222.

Maranguape reúne ao menos quatro grupos criminosos em guerra: o PCC, o CV, além de grupos locais, como Massa Carcerária e Guardiões do Estado. Procurada para comentar, a Secretaria da Segurança do Ceará não falou.

O Sul da Bahia também mereceu destaque do Fórum de Segurança, que registrou a inclusão de Eunápolis e Porto Seguro, ambas no sul da Bahia, na lista das cidades mais violentas.

Entre as facções que atuam na região, estão o CV, o Mercado do Povo Atitude (MPA) e o Primeiro Comando Eunápolis (PCE), que surgiram localmente, e o Bonde do Maluco (BDM), uma organização baiana que tem crescido nos últimos anos.

O Fórum destaca que Eunápolis também se “apresenta como um ponto estratégico por sua localização, cruzada por duas rodovias nacionais (BR-101 e BR-367)”.

A Secretaria da Segurança da Bahia afirma que, com mais de 500 operações deflagradas pelas forças policiais, os assassinatos apresentaram diminuição de 20% no 1º semestre deste ano. Houve também, segundo a pasta, aumento nas prisões (10%) e nas apreensões de armas de fogo (5%).

Na região de Porto Seguro e Eunápolis, o Estado destaca as criações do Comando de Policiamento da Região Extremo Sul da PM, da Diretoria Regional da Polícia Civil, além de uma Base de Inteligência que integra forças estaduais e federais.

Acrescenta ter investido R$ 1,3 bilhão em estruturas, viaturas, armamentos e equipamentos de inteligência, além de contratar 11 mil policiais, peritos e bombeiros. (via)

1º Festival de Artes Marciais promete movimentar Afogados da Ingazeira com grandes lutas e solidariedade

O Centro Desportivo de Afogados da Ingazeira será palco, no próximo sábado, 8 de agosto, do 1º Festival de Artes Marciais, um evento que promete reunir atletas de diversas modalidades em uma grande celebração do esporte, da disciplina e da superação.

Com abertura dos portões a partir das 14h, o festival contará com apresentações e combates de Muay Thai, Kickboxing, Karatê, Capoeira e Jiu-Jitsu, reunindo competidores da região em um verdadeiro espetáculo para os amantes das artes marciais.

Além de incentivar o esporte, o evento também terá um caráter solidário. O ingresso custa R$ 30,00 mais 1 kg de alimento não perecível, que será destinado a uma instituição beneficente.

Os organizadores prometem um dia de muita emoção. "O tatame vai pegar fogo no 1º Festival de Artes Marciais! Venha viver a emoção do maior encontro das artes marciais da região e apoiar os atletas que darão um verdadeiro espetáculo no tatame."

As inscrições para atletas seguem abertas e os ingressos são limitados, por isso a orientação é garantir a participação antecipadamente e fazer parte desse grande evento esportivo.

O festival conta com a organização da BVG e AAMAI, chancela da FAMEC (Federação de Artes Marciais Esportivas e de Combate) e parceria da Liberdade Escola de Artes de Combate.
Informações e inscrições

📲 Instagram: @festivalfightafogados
📞 Marcondes Jr. – (85) 9 9793-0328
📞 Marcos Antonio – (87) 9 9606-2000

Líderes de facções custam R$ 279 milhões por ano aos cofres públicos

Manter presos considerados de alta periculosidade e lideranças de organizações criminosas em penitenciárias federais custa cada vez mais aos cofres públicos. Dados obtidos pela coluna por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI) mostram que o custo médio anual por detento no Sistema Penitenciário Federal (SPF) chegou a R$ 46.462,44 em 2025, o maior valor da série histórica iniciada em 2020.

Atualmente, o sistema abriga 461 detentos com vínculo identificado com organizações criminosas, dos quais 159 exercem funções de liderança em âmbito regional ou nacional, segundo a Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen).

Gastos

Os dados enviados aà coluna mostram que o custo por preso vem crescendo de forma contínua. Nos dois primeiros meses de 2026, o custo anualizado informado pela Senappen foi de R$ 46.208,88.

Além do aumento por preso, as despesas totais do Sistema Penitenciário Federal também cresceram. Conforme a resposta ao pedido de acesso à informação, os gastos passaram de R$ 191,9 milhões em 2021 para R$ 279,3 milhões em 2025.

Em 2022, foram R$ 225 milhões; em 2023, R$ 256,2 milhões; e, em 2024, R$ 239,3 milhões. Apenas nos meses de janeiro e fevereiro de 2026, as despesas já somavam R$ 51,9 milhões.

Segurança
O Sistema Penitenciário Federal é composto por cinco unidades localizadas em Brasília (DF), Catanduvas (PR), Campo Grande (MS), Mossoró (RN) e Porto Velho (RO).

Na mesma resposta enviada à coluna, a pasta informou que nunca houve homicídios nem rebeliões motivadas por conflitos entre facções nas penitenciárias federais de segurança máxima.

O órgão atribui esse resultado, entre outros fatores, à estratégia de distribuição e segregação dos presos conforme os grupos criminosos aos quais estão vinculados.

Em relação a outras informações solicitadas pela reportagem, como o número de presos separados por facção ao longo dos anos, protocolos específicos de inteligência e dados sobre conflitos entre organizações criminosas, a Senappen informou que parte do material possui caráter restrito por envolver atividades de inteligência penitenciária e segurança pública. — Metrópoles / via

Questionado sobre Milei, Lula responde: “Quem é esse cara?”

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) inorizou a crise com o presidente da Argentina, Javier Milei, ao ser questionado por jornalistas. “Quem é esse cara?”, respondeu Lula ao ser questionado sobre o presidente argentino. — Do G1

“Como você viu essa história do Milei?”, perguntou o repórter Daniel Carvalho, da Bloomberg, enquanto Lula esperava o presidente da Coreia do Sul, Lee Jae Myung, no Palácio do Itamaraty, em Brasília.

“Eu? Quem é esse cara?”, respondeu Lula.

Milei participou da convenção nacional do PL que oficializou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como candidato à Presidência da República. Durante seu discurso na convenção, Milei fez ataques diretos a Lula e ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

O argentino chamou Lula de “presidiário” e Moraes de “lixo careca”. As declarações provocaram uma reação imediata do Itamaraty, que convocou o embaixador argentino em Brasília para prestar esclarecimentos. Também chamou de volta o embaixador brasileiro em Buenos Aires para consultas.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que a economia brasileira está melhor do que a Argentina e chamou Milei de “palhaço”.

O ministro afirmou que o risco-país brasileiro está melhor do que o argentino, e que o Brasil está com mínima de desemprego, de inflação, e recordes na balança comercial, assim como safra expressiva e desmatamento em queda.

“O palhaço do presidente da Argentina veio ao Brasil ontem e falou de Brasil, quando o risco-país da Argentina é muito mais alto, a dívida pública é muito mais alta, a inflação é muito mais alta”, declarou o ministro da Fazenda.

Antes do evento, integrantes do governo Lula afirmavam que não viam problema na presença de Milei em um ato partidário, mas avisavam que reagiriam caso o argentino fizesse comentários sobre temas internos do Brasil, como o sistema eleitoral, o governo federal ou autoridades brasileiras.

O Ministério das Relações Exteriores informou que o ministro Mauro Vieira e embaixador em Buenos Aires, Júlio Bitelli, se reuniram na tarde desta segunda-feira (27) no Palácio do Itamaraty para uma primeira avaliação da situação da relação bilateral com a Argentina.

Segundo o ministério, a conversa durou cerca de 40 minutos e os dois voltarão a conversar quando o Mauro Vieira retornar da viagem a Lima, capital do Peru, onde representará Lula na posse presidencial de Keiko Fujimori, na terça-feira (28).
Discurso em evento do PL

Javier Milei foi um dos convidados que discursaram na convenção do PL. Ele esteve em São Paulo para o evento.

Em um discurso inflamado, o presidente argentino fez críticas ao socialismo, valorizou a chamada “onda azul” na América do Sul e chamou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, de “lixo careca” após ter negada uma visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Javier Milei foi convidado por Flávio Bolsonaro para o lançamento de sua candidatura em convenção do PL

Milei também associou a candidatura de Flávio ao que chamou de uma transformação política em curso na América Latina e chamou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de “presidiário”.

Segundo ele, países da região estariam abandonando governos de esquerda e adotando políticas liberais na economia, movimento ao qual o Brasil poderia se juntar.

Na última semana, a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro pediu autorização ao ministro Moraes, que é relator do caso, para o encontro com o argentino. Moraes negou a solicitação.

No discurso durante o evento, Milei criticou a negativa. “A Justiça brasileira não me permitiu visitar meu amigo injustamente encarcerado, quando Lula se cansou de receber dirigentes estrangeiros enquanto esteve preso, entre eles o então presidente da Argentina, Alberto Fernández”, continuou.

“Isso não é nada além de mais uma clara demonstração da injustiça de sua detenção e do caráter vingativo de seus responsáveis”, completou.

Horas depois da declaração, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, reagiu às falas de Milei e afirmou que as declarações do presidente da Argentina sobre o ministro Moraes são uma “referência desrespeitosa a magistrado da mais alta Corte do País, feita em solo brasileiro”.

“Tomei conhecimento da declaração do Presidente da Argentina sobre Ministro do Supremo Tribunal Federal. Trata-se de referência desrespeitosa a magistrado da mais alta Corte do País, feita em solo brasileiro, por ato jurisdicional praticado conforme a Constituição e as leis da República Federativa do Brasil”, afirmou Fachin.

Eleitores já não confiam no governo, no Congresso nem no Judiciário

Nunca tantos desconfiaram tanto do governo, do Legislativo e do Judiciário. Há uma miríade de sondagens de opinião demonstrando que, para a maioria dos eleitores, os governos têm sido ruins, o Supremo Tribunal Federal não merece confiança e o Congresso representa mal o povo. Na média, quase sete em cada dez brasileiros que vão às urnas em outubro julgam de forma negativa os políticos, inclusive aqueles que aparecem vestindo togas nos plenários dos tribunais superiores. — Por José Casado/VEJA.

Quatro décadas depois da redemocratização, as utopias estão pulverizadas, a conexão dos representantes com os representados está rarefeita e o Estado passou a ser dirigido como se fosse propriedade privada. Esse processo de liquefação política tem contornos bem delineados em dois livros recém-lançados.

No instigante A Oligarquia dos Poderes e a Crise da Democracia, Joaquim Falcão retrata a origem e a evolução de uma espécie nova de regime político, um tipo “de populismo sem líder definido”: a oligarquia dos Três Poderes que nasce, se alimenta, se apropria e atua para se perpetuar no domínio do Estado.

É o jogo principal, ele acha, e o mais peculiar do Brasil hoje. No olhar de Falcão, desenha-se um governo de poucos para muitos, em que castas se reproduzem no Executivo, no Legislativo e no Judiciário. Se unem, celebram pactos para autopreservação, se escondem e se revelam, por exemplo, em episódios como o da corrupção do Banco Master.

O ex-banqueiro Daniel Vorcaro e associados atravessaram os últimos oito anos empenhados em luxuoso investimento na construção de uma rede de proteção no governo, no Congresso e no Judiciário. Vorcaro está preso, mas o caso Master segue travado na falta de respostas objetivas e detalhadas ao menos a duas perguntas-chave: como e por que se permitiram fraudes em série por quase uma década, e para onde escoou a grana dessa maracutaia bilionária?

“Eleitores já não confiam no governo, no Congresso nem no Judiciário”

Falcão vê no enredo do Master com os Três Poderes um indicador relevante de ameaça da oligarquia estatal ao Estado de direito, sobretudo porque envolve parentelas e aliados da elite em Brasília, nas capitais e nos principais colégios eleitorais de dezoito estados. Levanta a hipótese de um conluio “em que um Poder deixa de controlar o outro, propositadamente”, numa engrenagem de autoproteção e enriquecimento, com garantia de reprodução de um mesmo benefício para todas as autoridades, como se vê na novela dos penduricalhos salariais e no padrão de altíssima concentração da renda nas folhas de pagamento do setor público.

Essa percepção é senso comum, demonstra o livro O Novo Perfil Eleitoral do Brasil, Como Pensa e Como Vota o Brasileiro. Os cinco autores (Paulo Bracarense, Sinoel Batista, Eros Nascimento, Adriana Silva e Matheus Cabús) mergulham em pesquisas inéditas, conduzidas durante um ano com 36 grupos de 246 eleitores em paralelo a outra com 2 242 eleitores em todas as regiões, sob patrocínio da Fundação João Mangabeira, que é vinculada ao Partido Socialista Brasileiro (PSB).

Não sobram dúvidas sobre o colapso da representatividade. Nada menos que 115 milhões de eleitores (73% do total) consideram que seus interesses são mal representados pelo Congresso. Pouco mais de 82 milhões (52%) repudiam o desempenho dos juízes e dizem não confiar no Supremo Tribunal Federal. É paradoxal, mas 118,5 milhões (75%) reivindicam mais democracia, enquanto 94,8 milhões (60%) acham que “o Brasil precisa de um líder forte que não dependa do Congresso”. Mais de dois terços do eleitorado julga a desigualdade social e de oportunidades como o principal problema nacional; no entanto, a maioria (55%) ainda aposta no mérito individual como fator essencial para ascensão social.

O realismo da sobrevivência na desconfiança é a chave dos livros A Oligarquia… e O Novo Perfil Eleitoral…, que se complementam. Ambos demonstram que não foi o eleitor que perdeu o mapa, a bússola e o rumo na construção de uma sociedade democrática. O fiasco é dos governos que transformaram o país em fábrica de pobreza. É também do Judiciário, percebido como politizado, elitista e zeloso do espírito de casta. E tem a contribuição dos partidos e do Congresso, onde 594 deputados e senadores não apenas se desconectaram do interesse público como passaram a atuar como empreendedores individuais. O eleitor, certamente, é o que menos culpa tem nessa liquefação política. Volta às urnas em dez semanas na esperança de, mais uma vez, conseguir empurrar a própria história.

Os textos dos colunistas não refletem, necessariamente, a opinião de VEJA
Publicado em VEJA de 24 de julho de 2026, edição nº 3005 / via

Túlio Vilaça reconhece protagonismo de Dr. Pedro e Luciano Duque ao confirmar Carreta da Mulher para Iguaracy durante agenda de Raquel Lyra

O prefeito de Iguaracy, Dr. Pedro Alves, participou nesta segunda-feira (27) da agenda oficial da governadora Raquel Lyra em Afogados da Ingazeira, acompanhando de perto importantes investimentos do Governo de Pernambuco ao lado do deputado estadual Luciano Duque e do secretário da Casa Civil, Túlio Vilaça.

Durante a programação, a governadora vistoriou as obras do futuro Grupamento do Corpo de Bombeiros Militar e acompanhou o avanço da construção da nova creche estadual. No entanto, um dos momentos de maior destaque para Iguaracy aconteceu durante a agenda, quando o secretário da Casa Civil confirmou ao prefeito que a Carreta da Mulher Pernambucana chegará ao município a partir do próximo dia 4 de agosto.

Em conversa registrada em vídeo, o secretário da Casa Civil, Túlio Vilaça, braço direito na linha de comando do Governo Raquel Lyra, fez questão de atribuir ao próprio Dr. Pedro Alves a responsabilidade pelo anúncio oficial da chegada da Carreta da Mulher Pernambucana, afirmando que seria o prefeito quem comunicaria a novidade à população.

A manifestação pública do secretário estadual teve um significado ainda maior por acontecer diante da governadora Raquel Lyra e de diversas lideranças políticas da região. Ao afirmar que "quem vai anunciar a Carreta é Dr. Pedro", Túlio Vilaça evidenciou o prestígio institucional do prefeito e reconheceu seu protagonismo na conquista do equipamento para o município através do deputado Luciano Duque.

De Iguaracy, estiveram acompanhando a agenda junto ao prefeito, o secretário de agricultura, Carlinhos de Trindade, o chefe de Gabinete, Júlio Veras e o diretor geral de Imprensa, Sérgio Coelho.

A partir de 4 de agosto, a Carreta da Mulher Pernambucana oferecerá atendimento especializado, exames e serviços preventivos voltados à saúde da mulher, ampliando o acesso à assistência e fortalecendo a rede municipal de saúde. A iniciativa representa mais uma conquista da parceria entre a Prefeitura de Iguaracy e o Governo de Pernambuco, traduzindo em ações concretas o compromisso da gestão municipal de buscar investimentos e serviços que melhorem a qualidade de vida da população.












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