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CGU afirma que Brasil pode ter perdido até R$ 4 bilhões por fraudes no auxílio emergencial

Fraudes no auxílio emergencial podem ter sido a causa da perda de R$ 3 a R$ 4 bilhões em recursos públicos no Brasil. A estimativa foi feita pelo controlador-geral da União, Wagner Rosário, nessa quinta-feira (20), em live nas redes sociais com o presidente Jair Bolsonaro, que deixou claro que ainda não se sabe ao certo quantas pessoas receberam o benefício sem precisar. O programa foi criado para socorrer os brasileiros que ficaram sem renda devido a pandemia da covid-19.
“Eu imagino algo em torno de R$ 3 bilhões, R$ 4 bilhões. São números ‘mais ou menos’, mas isso é uma estimativa. Pedi na CGU para a área específica verificar todos os encaminhamentos de sugestões de corte de benefícios que nós fizemos e multiplicar isso por R$ 600 ou R$ 1.200. A gente tem que estimar isso ainda, mas esse é um valor que imagino que vá chegar perto desses valores”, comentou Rosário.
O CGU afirmou que pouco mais de 100 mil pessoas que obtiverem os recursos de maneira irregular já fizeram o reembolso, e que espera que outras devolvam o dinheiro para os cofres públicos. Rosário também destacou que, até o momento, ao menos R$ 117 milhões de recursos voltaram aos cofres públicos.
Servidores públicos – O ministro informou, durante a transmissão, que 680 mil servidores públicos de todas as esferas, federal, estadual e municipal, foram aprovados para receber o benefício. No número, estão também estagiários e bolsistas, que só apareceram na contagem porque fazem parte da base de pagamento da União, dos estados e municípios. Alguns servidores públicos não pediram o benefício, mas tiveram os seus dados vazados e utilizados por terceiros, segundo explicação do CGU.
Os dados foram contatados após um cruzamento de dados entre o Ministério da Cidadania, a Dataprev, a Caixa Econômica Federal e as informações de governos e prefeitura.