Pernambuco tem a menor retração no consumo entre as classes C e D no Nordeste

Uma pesquisa de hábitos de consumo das classes C e D da Superdigital, fintech do Santander, que realiza mensalmente esse levantamento e busca traçar o perfil do consumidor dessas classes sociais, apontou uma boa notícia para Pernambuco nesta segunda-feira.
De acordo com o levantamento, diante de mais um mês de retração no consumo nas classes C e D, Pernambuco foi o estado, entre os nove pesquisados do País, que teve a menor queda nesse aspecto em março, em relação a fevereiro. Foi um leve recuo de -0,1%.
A média do Brasil caiu em 4% nesse período.
Em Pernambuco, os gastos que mais recuaram foram os das categorias Combustíveis (-27%), Companhias Aéreas (-24%) e Serviços (-15%).
Houve um grande crescimento dos gastos com Automóveis e Veículos (76%), Rede Online (51%) e Diversão e Entretenimento (44%).
Pelo segundo mês, Pernambuco tem o melhor desempenho da região entre os estados observados na pesquisa.
Ceará e Bahia apresentaram um recuou de, respectivamente, 1% e 10%.
Os baianos tiveram o segundo pior resultado entre os nove estados pesquisados, com um desempenho melhor apenas que o do Rio de Janeiro, com retração de 14% no período.
Na pesquisa de fevereiro, em relação a janeiro, a queda dos três estados nordestinos tinha ficado em 13%, Pernambuco; 18%, Bahia; e 43%, Ceará.
Ao analisar os dados por região, o Nordeste registrou queda de 4%, enquanto que o Norte e Sul apresentaram declínio de 1% cada.
A região que teve um maior recuo foi no Sudeste, que repetiu a tendência registrada no mês anterior, com retração de 6%.
Segundo Luciana Godoy, CEO da Superdigital no Brasil, a pesquisa aponta que o movimento se deve, em parte, às famílias estarem mais em casa, por conta do distanciamento social imposto em boa parte do País.
“Mas podemos perceber que, além da sensível queda, houve uma mudança na forma de consumo, com uma migração relevante para itens mais necessários em casa e compras online. Além disso, pudemos ver outras mudanças de hábitos, como o aumento dos gastos com combustíveis e a queda dos gastos com transporte. Ou seja, as pessoas, em março, reduziram o uso de transportes públicos e deram preferência ao automóvel”, disse.
Em termos setoriais, as maiores quedas registradas no Brasil em março na comparação com fevereiro foram em Restaurantes (-6%), Lojas de Roupas (-5%), Transportes (-5%) e Serviços (-4%).
Enquanto isso, cresceram os gastos com Diversão e Entretenimento (32%), Combustível (11%), Drogaria e Farmácia (10%) e Supermercado (8%).
“Se detalharmos cada segmento, entenderemos mais os efeitos gerados do isolamento social. Por exemplo, o que apresentou grande aumento nos gastos em Diversão e Entretenimento foi a aquisição de jogos online”, explica a executiva.
Outro ponto observado na pesquisa em março é que, além do aumento dos gastos em supermercados, a categoria esteve mais presente no orçamento dos brasileiros das classes C e D, com três pontos percentuais a mais. Enquanto que a participação de restaurantes caiu um ponto percentual.
Na análise do valor médio de cada compra no mês de março é possível observar aumento nas categorias Farmácia, Prestadores de Serviços e Combustível, principalmente.
Em contrapartida, os consumidores gastaram menos em Hotéis e Motéis, Automóveis e Veículos, Restaurantes e Transporte.
Segundo a empresa, a pesquisa reforça a tendência de queda nas compras físicas, dando mais espaço às compras online.

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