Chesf se consolida como maior empresa de Pernambuco


Em meio às turbulências sem precedentes pelas quais passaram as empresas nos picos da pandemia, estar no ranking dos números bilionários aponta a força de setores econômicos essenciais e de companhias sólidas: as cifras são mais que lucro, indicam gestões estratégicas e de excelência. O setor energético está em destaque e, no topo, a Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf), que fecha 2021 como a maior empresa de Pernambuco, com receita líquida de R$ 6.656.096, e ativos que passaram de R$ 28,2 bilhões para R$ 28,7 bilhões entre 2019 e 2020.
O levantamento está no Balanço Empresarial – Maiores e Melhores 2021, realizado pela JBG & Calado há 15 anos, e publicado pelo Jornal do Commercio. Nele são compilados dados de 240 empresas e avaliação de oito indicadores – ativo, receita líquida, variação da receita líquida, lucro líquido, variação do lucro líquido, rentabilidade do patrimônio líquido, margem líquida e crescimento do ativo imobilizado -, todos publicados nos balanços financeiros das empresas, no Diário Oficial do Estado. O chamado Clube do Bilhão traz 14 empresas que faturam acima desse valor por ano.
Presidente da Chesf, Fábio Lopes afirma que o primeiro desafio da empresa durante a pandemia foi garantir o abastecimento da população. “A pandemia, de fato, foi algo que impactou o mundo inteiro e ninguém esperava que fosse ter um ano tão atípico. Até fevereiro, parecia tudo normal; em março, com a declaração da pandemia pela Organização Mundial de Saúde, tivemos que tomar medidas imediatas. Nossa atividade é essencial. Diferentemente de outros setores, não podíamos parar”, relembra o presidente. Logo no início, foi criado um comitê de crise, pela Eletrobrás, com reuniões diárias e discussões de protocolos que minimizaram impactos na operação do sistema elétrico. Com isso, ele explica, a tomada de decisões foi feita de forma integrada.
Lopes avalia que resultados tão robustos alcançados pela companhia ainda são reflexos das decisões acertadas desde o início. Por exemplo, colocar dois terços dos 3 mil funcionários em trabalho remoto e manter 30% em condições de permanecerem em trabalho presencial. Em meio a toda turbulência, foi acertado apostar na tecnologia da informação, em novas ferramentas e em plataformas de gestão dotadas de inteligência artificial e business intelligence, além de implantar um projeto de transformação digital. Foram treinados em torno de 200 empregados, que poderiam ser convocados em casos emergenciais. “Graças a Deus, não foi necessário”, observa o presidente.
A escalada dos números já tinha projeções de longo prazo, que se confirmaram. Em 2019, a Chesf fechou o ano entregando 22 obras, a maioria em Transmissão de energia elétrica, reforçando ser referência no Nordeste nessa área, e inaugurou a primeira Usina Solar Flutuante, no Lago de Sobradinho, com a presença das maiores autoridades do País.
O Programa de Modernização das Instalações de Geração da Chesf estima investimento de R$ 1,5 bilhão em modernizações que garantirão mais eficiência, oferta de energia elétrica e confiabilidade operacional, valorizando a Companhia e a vida útil de seus ativos. Trata-se do maior conjunto de obras e contratos da empresa para os próximos anos em usinas hidrelétricas. No projeto, estão previstos, entre outras ações, a substituição dos sistemas de medição, proteção, comando, controle, supervisão e regulação, além do aumento da capacidade de geração de energia reativa e a digitalização das salas de comando.
Números
O crescimento na variação do imobilizado da Chesf passou de R$ 1,9 bilhão para R$ 2 bilhões. A alta indica a continuação dos planos de investimento, mesmo durante a pandemia. Em 2020, a empresa implantou mais de 530 km de linhas de transmissão e colocou em operação comercial o Parque Eólico de Pindaí, no município baiano de Guanambi, e o Parque Eólico de Casa Nova, também na Bahia. Os investimentos somaram R$ 700 milhões.

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