Pernambuco confirma primeiro caso de subvariante BA.2 da ômicron; paciente foi a óbito

Pernambuco confirmou o primeiro caso da subvariante BA.2 da ômicron, linhagem do coronavírus predominante no Estado. A amostra positiva foi detectada no último sequenciamento genético feito pelo Instituto Aggeu Magalhães (IAM), unidade da Fiocruz em Pernambuco. O resultado foi entregue nesta quinta-feira (31) à Secretaria Estadual de Saúde (SES).
Segundo o levantamento, dos 54 genomas analisados, todos (100%) foram identificados como da linhagem ômicron (BA.1; BA.1.1; BA.2). As coletas foram realizadas entre o início de fevereiro e a primeira quinzena de março.
O registro positivo para a sublinhagem BA.2, identificada pela primeira vez no Estado, é de uma paciente do sexo feminino de 82 anos, que teve a amostra coletada no dia 4 de fevereiro. Ela foi a óbito.
A idosa tinha várias comorbidades (doença de Alzheimer, hipertensão, diabetes e doença de Parkinson) e apresentou os primeiros sintomas no dia 28 de janeiro. Ela buscou atendimento na atenção básica do Recife, onde morava, no dia 2 de fevereiro.
Considerada do grupo de risco para complicações decorrentes da covid-19, a paciente apresentou piora no quadro e foi transferida para o Hospital Maria Lucinda, no bairro do Parnamirim, Zona Norte do Recife. Ela faleceu no dia 20 de fevereiro. A mulher estava com o esquema vacinal contra a covid-19 completo.
“A BA.2 já circula em diversos estados brasileiros, o que aumentava ainda mais a possibilidade de circulação desta sublinhagem em território pernambucano. Por isso, continuávamos atentos à vigilância genômica do novo coronavírus no Estado, analisando periodicamente amostras de diversos períodos, o que possibilitou que identificássemos a subvariante no nosso sequenciamento genético mais recente”, diz o secretário Estadual de Saúde, André Longo.
O secretário reforça que, mesmo com a desaceleração da pandemia, os cuidados essenciais, como vacinação, higienização correta das mãos, uso de máscaras e isolamento em caso de sintomas gripais, devem continuar.
“Mesmo com as vacinas, sabemos que a população está suscetível a casos graves da doença, principalmente os mais vulneráveis, como os idosos e os pacientes com comorbidades. A detecção da BA.2 em Pernambuco reacende o alerta da importância da vacinação para enfrentar a pandemia. Vacinem-se. Este é o meio mais eficaz de se prevenir contra a doença”, ressalta André Longo.
As 54 amostras analisadas, neste último sequenciamento, foram de pacientes residentes nas cidades de Afogados da Ingazeira (1), Afrânio (1), Araripina (1), Belém de São Francisco (1), Cabrobó (2), Caruaru (8), Casinhas (1), Dormentes (1) Garanhuns (1), Iati (1), Jaboatão dos Guararapes (2), Olinda (2), Orocó (3), Paulista (1), Petrolina (13), Recife (10), São Bento do Una (1), São José do Egito (1), Vitória de Santo Antão (1), além de pacientes provenientes dos estados de Alagoas (1) e Rio Grande do Sul (1).

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