Reajuste de 15,5% nos planos de saúde vai afetar 8 milhões de contratos


A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) aprovou reajuste de até 15,5% nos planos de saúde individuais e familiares para o período de maio de 2022 até abril de 2023. É o maior aumento desde 2000. O percentual é o máximo que poderá ser aplicado sobre as mensalidades, que haviam sido reduzidas em 8,19%, no ano passado, por conta da pandemia — com as restrições à circulação de pessoas o número de procedimentos médicos caiu em 17%.
Em março passado, o Correio antecipou que analistas e o mercado esperavam um reajuste entre 15% e 18,2%, o que superaria com folga o recorde de 2016. Segundo a ANS, o reajuste vai englobar cerca de 8 milhões de contratos, que correspondem a 16,3% dos consumidores de planos de assistência médica no Brasil. A decisão será publicada hoje no Diário Oficial da União.
A decisão da agência não vale para os planos coletivos e empresariais, que constituem a maioria dos convênios médicos em vigor no país. Nesse caso, o valor das mensalidades não é controlado e deve ser definido por meio de negociação entre as operadoras de planos de saúde e as empresas ou entidades que patrocinam os convênios para seus empregados ou associados.
De acordo com a ANS, o reajuste dos planos individuais poderá ser aplicado pela operadora a partir da data de aniversário do contrato, ou seja, no mês da contratação do plano. De acordo com a agência, o percentual de aumento reflete o crescimento do número de atendimentos e procedimentos médicos depois do relaxamento das restrições à circulação de pessoas. “O índice de 2022 resulta da variação das despesas assistenciais ocorridas em 2021 em comparação com as despesas assistenciais de 2020”, informou a ANS.
Fonte: Correio Braziliense

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