Avião do Juízo Final e equipado para guerras faz pouso em Brasília

Conhecido mundialmente como o avião do fim do mundo ou avião do Juízo Final, o E-4B Nightwatch pousou no Aeroporto Internacional de Brasília Juscelino Kubitschek na noite de segunda-feira (26/7). Ele segue na Base Aérea de Brasília.
O modelo trouxe o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Lloyd Austin, um dos participantes da Conferência de Ministros da Defesa das Américas. Tem a capacidade de transportar até 112 passageiros.
O Nighwatch é uma adaptação do 747 com um aditivo de função de posto de comando avançado aéreo. Para se ter ideia, no caso de uma grande guerra ou de uma catástrofe nacional, a aeronave consegue, dos céus, comandar a maior força militar do mundo, com vários dias em voo de autonomia.
O avião tem estrutura feita para blindagem térmica e até mesmo contra efeitos de uma explosão nuclear. Há, internamente, a possibilidade de, mesmo atacado, manter comunicação com os principais líderes mundiais.
Autonomia
O modelo é ainda herança da Guerra Fria, houve investimento armamentista nuclear tanto dos EUA quanto da União Soviética. Atualmente, são quatro modelos parecidos existentes no mundo.
O avião do Juízo Final é a aeronave com maior custo de hora voada de toda a frota norte-americana e chega a custar cerca de US$ 160 mil por cada hora de voo (o equivalente a pouco mais de R$ 800 mil).
O nome oficial do avião é Nightwatch, o que em tradução livre significa “vigilante noturno”. A alcunha faz referência justamente aos dias sombrios de uma guerra ou até do próprio apocalipse.
A Conferência de Ministros da Defesa das Américas ocorre em Brasília até a próxima sexta-feira (29/7) e vai reunir ministros de 34 diferentes nações. Eles serão recebidos pelo ministro Paulo Sergio Nogueira de Oliveira.
“A reunião multilateral é o principal fórum entre países das Américas no setor de defesa e segurança. Tem como principal finalidade promover o conhecimento recíproco, a análise, o debate e o intercâmbio de ideias e experiências no campo da defesa e da segurança”, diz o Ministério da Defesa.