
Um levantamento da Confederação Nacional dos Municípios (CNM) indicou o grau de estrangulamento das contas públicas das cidades brasileiras. Quase um terço delas está com o pagamento de seus fornecedores em atraso e não tiveram verba para quitar suas despesas neste final de ano. Das 4.172 cidades mapeadas, que representam 75% do total de municípios, nada menos do que 1.202 (29%) admitiram ter contas em aberto e 1.293 (31%) afirmaram que deixaram restos a pagar para 2026. Com um detalhe: as prefeituras vão empurrar suas despesas sem ter uma fonte de recurso suficiente para honrá-las.
Ao Estadão, o presidente da Confederação Nacional dos Municípios, Paulo Ziulkoski, apressou-se em culpar o governo federal e o Congresso por criarem despesas que deverão ser arcadas, em breve, pelas prefeituras. Citou a aposentadoria integral e paritária para os agentes comunitários de saúde, o piso salarial dos enfermeiros e a implementação das escolas em tempo integral. Segundo Ziulkoski, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva “não para de criar pepino”.
Que o petismo é uma máquina de gastança ninguém duvida, mas a atual situação de insolvência de muitas prefeituras não tem a ver apenas com decisões erradas do atual governo. Como mostrou recentemente um estudo da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), mais de um terço dos municípios já está em situação fiscal difícil ou crítica. Isso porque, segundo o Índice Firjan de Gestão Fiscal (IFGF), essas cidades são incapazes de se sustentar com recursos próprios.
O Fundo de Participação dos Municípios (FPM), irrigado com dinheiro da União, é que dá sobrevida a muitas cidades. Só em 2024 foram repassados R$ 177 bilhões, o maior volume da história. E, no final de 2025, o Congresso, apontado como vilão pelos próprios municípios, aprovou o adicional de 1% sobre o valor do fundo para socorrê-los. Soma-se a isso o montante bilionário de emendas parlamentares que chega às cidades. Não menos importante, vale lembrar que, durante a pandemia da covid, o governo de Jair Bolsonaro promoveu uma avalanche de repasses. Segundo o Banco Central, as prefeituras tinham saldo de R$ 45,7 bilhões em agosto de 2022. Em fevereiro de 2024, o rombo já era de quase R$ 15 bilhões. Como se vê, não faltou nem falta dinheiro.
Mesmo cada vez mais dependentes de recursos federais, haja vista que são incapazes de gerar receitas, os municípios brasileiros têm contratado uma crise atrás da outra, que em geral sobra para o sucessor. Prova disso é o aumento dos gastos permanentes, com a distribuição de reajustes salariais e a contratação de novos servidores, inchando ainda mais a máquina pública. Com isso, mais da metade dos municípios (54%) operavam com déficit desde meados de 2025, e 30% atrasaram o pagamento a fornecedores. São decisões equivocadas tomadas pelos gestores municipais que levaram a essa situação periclitante das contas públicas. A esse conjunto de escolhas políticas inconsequentes dá-se o nome de irresponsabilidade fiscal.
Ao Estadão, o presidente da Confederação Nacional dos Municípios, Paulo Ziulkoski, apressou-se em culpar o governo federal e o Congresso por criarem despesas que deverão ser arcadas, em breve, pelas prefeituras. Citou a aposentadoria integral e paritária para os agentes comunitários de saúde, o piso salarial dos enfermeiros e a implementação das escolas em tempo integral. Segundo Ziulkoski, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva “não para de criar pepino”.
Que o petismo é uma máquina de gastança ninguém duvida, mas a atual situação de insolvência de muitas prefeituras não tem a ver apenas com decisões erradas do atual governo. Como mostrou recentemente um estudo da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), mais de um terço dos municípios já está em situação fiscal difícil ou crítica. Isso porque, segundo o Índice Firjan de Gestão Fiscal (IFGF), essas cidades são incapazes de se sustentar com recursos próprios.
O Fundo de Participação dos Municípios (FPM), irrigado com dinheiro da União, é que dá sobrevida a muitas cidades. Só em 2024 foram repassados R$ 177 bilhões, o maior volume da história. E, no final de 2025, o Congresso, apontado como vilão pelos próprios municípios, aprovou o adicional de 1% sobre o valor do fundo para socorrê-los. Soma-se a isso o montante bilionário de emendas parlamentares que chega às cidades. Não menos importante, vale lembrar que, durante a pandemia da covid, o governo de Jair Bolsonaro promoveu uma avalanche de repasses. Segundo o Banco Central, as prefeituras tinham saldo de R$ 45,7 bilhões em agosto de 2022. Em fevereiro de 2024, o rombo já era de quase R$ 15 bilhões. Como se vê, não faltou nem falta dinheiro.
Mesmo cada vez mais dependentes de recursos federais, haja vista que são incapazes de gerar receitas, os municípios brasileiros têm contratado uma crise atrás da outra, que em geral sobra para o sucessor. Prova disso é o aumento dos gastos permanentes, com a distribuição de reajustes salariais e a contratação de novos servidores, inchando ainda mais a máquina pública. Com isso, mais da metade dos municípios (54%) operavam com déficit desde meados de 2025, e 30% atrasaram o pagamento a fornecedores. São decisões equivocadas tomadas pelos gestores municipais que levaram a essa situação periclitante das contas públicas. A esse conjunto de escolhas políticas inconsequentes dá-se o nome de irresponsabilidade fiscal.


