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Em áudio, operador de propinas do Planalto diz que iria colocar Vorcaro ‘na boca do gol’ do Banco do Brasil

Por Robson Bonin / VEJA - Mensagens encontradas pela Polícia Federal mostram que uma reunião cancelada de Daniel Vorcaro com integrantes da Fundação Petrobras de Seguridade, a Petros, em fevereiro de 2024, marcou o início das relações do dono do Banco Master com o grupo político do ministro Alexandre Padilha, então chefe das Relações Institucionais da Presidência, que operava negócios nos fundos de pensão de estatais federais.

Na edição que está nas bancas, VEJA revela que o banqueiro afirma ter usado os serviços do ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto e também do ministro Padilha, além do braço-direito dele no Planalto, Olavo Noleto, para conseguir ser recebido pelos presidentes dos fundos de pensão controlados pelo petismo.

O objetivo era captar cerca de 10 bilhões de reais junto aos fundos previdência de servidores da Petrobras, dos Correios, da Caixa e do Banco do Brasil, valendo-se de papeis podres do Master. Vorcaro ficaria com 9 bilhões de reais e os petistas levariam 1 bilhão de reais em propina pelo lobby.

No celular de Vorcaro, além de mais de 450 mensagens e de 180 telefonemas de Júlio com o banqueiro, a PF encontrou um áudio de maio de 2024, quando as relações com o grupo petista do Planalto já andavam de vento em popa. A mensagem é bastante ilustrativa do poder do operador do grupo de Padilha nos fundos.

“Daniel, o Henrique (Jäger) aqui, com o presidente (da Petros), tá numa reunião do conselho lá. Ele falou que, saindo de lá, vai me ligar para ver a agenda dele, tá. Mas eu falei para ele que eu quero amanhã ou domingo. Agilizar logo para não ficar enrolando – o mais tardar segunda-feira. E... Deixa eu te perguntar: se tiver alguma novidade sobre o Banco do Brasil, você me avisa? Porque qualquer coisinha, já estando ok, eu já ponho você na boca do gol na quarta-feira quando você estiver lá, tá”, disse Júlio.

Saiba mais em VEJA / Link: https://veja.abril.com.br/brasil/em-audio-operador-de-propinas-do-planalto-diz-que-iria-colocar-vorcaro-na-boca-do-gol-no-bb/

Prefeitura de Iguaracy amplia abastecimento de água e beneficia 20 famílias no Sítio Serrote

A Prefeitura de Iguaracy, na gestão do prefeito Dr. Pedro Alves, ampliou a estrutura de abastecimento de água para atender 20 famílias residentes no Sítio Serrote, na zona rural do município. A iniciativa busca garantir melhores condições de vida para moradores que enfrentavam dificuldades para ter acesso à água em suas propriedades.

Recentemente, a gestão municipal realizou a instalação de uma caixa d’água com capacidade para 5 mil litros, além da implantação da rede de encanamento necessária para levar água às residências. A chegada da água às torneiras representou uma conquista importante para as famílias, que antes não dispunham desse recurso essencial para as necessidades do dia a dia.

Agora, a estrutura foi ampliada com a instalação de uma segunda caixa d’água, também com capacidade para 5 mil litros, elevando o armazenamento total para 10 mil litros. A intervenção foi acompanhada pelo prefeito Dr. Pedro Alves e pelo secretário municipal de Agricultura, Carlinhos de Trindade.

Além do aumento da capacidade de armazenamento, a equipe realizou a substituição das mangueiras que conduziam a água do poço até os reservatórios por tubulações de PVC de maior diâmetro. A mudança busca melhorar a vazão e contribuir para manter as caixas abastecidas, oferecendo mais tranquilidade às famílias beneficiadas.

A ação reforça a importância dos investimentos em infraestrutura hídrica, especialmente na zona rural, onde o acesso à água é fundamental para a qualidade de vida e para a realização de atividades cotidianas.

Com iniciativas como essa, a gestão do prefeito Dr. Pedro Alves busca ampliar o alcance dos serviços públicos e atender às necessidades das comunidades de diferentes localidades de Iguaracy, levando melhorias que fazem diferença na vida da população.


VEJA rebate acusações feitas após repercussão da reportagem sobre Lula e Vorcaro

Da VEJA – O impacto da reportagem gerou reações da campanha de Lula, do governo federal, da Polícia Federal e de muitos aliados do petismo. Algumas dessas reações tiveram como objetivo tentar lançar uma nuvem de dúvidas sobre a matéria da Veja, outras são simplesmente fake news.

Gerou enorme repercussão política a última capa de VEJA a respeito das denúncias de Daniel Vorcaro sobre pagamentos ao documentário de Lula e ao Instituto Lula como um “pedágio” para o banqueiro ter acesso dentro do governo aos fundos de pensão das estatais. A reportagem em questão trouxe um áudio do próprio Vorcaro falando sobre o assunto, além de documentos com informações discutidas pelos advogados dele na Procuradoria-Geral da República e prints de mensagens do celular do banqueiro falando dos encontros com Alexandre Padilha, conversas com membros do gabinete do ministro e agendas com a diretoria do Postalis, o fundo de previdência privada dos Correios.

O impacto da reportagem gerou reações da campanha de Lula, do governo federal, da Polícia Federal e de muitos aliados do petismo. Algumas dessas reações tiveram como objetivo tentar lançar uma nuvem de dúvida sobre a matéria de VEJA, outras simplesmente são fake news a respeito do caso. Confira a seguir os principais mitos e verdades sobre a capa de VEJA:

1. Mito: O áudio de Vorcaro é falso
— Conforme informou o advogado de Vorcaro em nota oficial, o áudio é verdadeiro e a voz é de Vorcaro.

2. Mito: O áudio de Vorcaro foi editado — Conforme já informou VEJA em matéria sobre o caso, a voz do interlocutor que conversa com Vorcaro foi suprimida no corte final, de forma a proteger o sigilo da fonte. Foram suprimidas cinco falas curtas dos áudios publicados para proteger a fonte (um direito garantido pela Constituição), totalizando 15 segundos de cortes.

3. Mito: O áudio de Vorcaro não consta na deleção — Em nenhum momento a reportagem de VEJA afirma que o áudio consta na delação. O que foi levado ao conhecimento da PGR, por meio dos advogados de Vorcaro, foi o relato de Vorcaro sobre o financiamento do documentário Lula, o pagamento ao Instituto Lula e o objetivo desses pagamentos (acessar fundos de pensão das estatais).

4. Mito: A Polícia Federal nega que Vorcaro tenha afirmado que ele financiou documentário sobre Lula — A reportagem de VEJA não diz que a confissão de Vorcaro foi feita à PF.

5. Mito: A PGR nega que Vorcaro tenha afirmado em depoimento ou apresentado documentos sobre um suposto financiamento ao documentário de Lula — Novamente, não é o que está dito na reportagem de VEJA. O que a matéria diz é que Vorcaro, por meio de seus advogados, apresentou a história à PGR, prometendo entregar documentos e provas a respeito da denúncia caso a delação fosse aceita (o que não ocorreu por decisão da própria PGR).

6. Mito: Juristas pedem que PF investigue fake news publicada pela VEJA — Alguns veículos de imprensa estão usando o termo “juristas” em manchetes para ocultar que, na verdade, quem está espalhando fake news contra a reportagem de capa de VEJA é a coordenação da campanha presidencial de Lula.

Portanto, o que não se pode colocar mais em discussão é o que Vorcaro realmente disse. Isso é um fato. Como defende a reportagem de capa e a cobertura de VEJA sobre o caso, o que as autoridades precisam fazer é interrogá-lo, checar as provas que ele diz ter em mãos sobre as denúncias relacionadas a Lula e outras autoridades e tomar as devidas providências criminais contra os envolvidos — sejam elas as autoridades citadas, seja o próprio Vorcaro, se ele estiver mentindo.

Doa a quem doer.


Raquel Lyra escolheu Pernambuco e não deve lealdade eleitoral a Lula nem a Bolsonaro

Por Renata Gondim - A vitória da governadora Raquel Lyra (PSD) nas ruas a tornou a única mulher a vencer, no primeiro turno, uma disputa pelo governo estadual no Brasil. Ela construiu sua vitória sustentada pela própria candidatura, pelo trabalho de sua gestão, pela base política que a acompanhou e pelos votos dos pernambucanos. Não precisou transformar a eleição estadual em uma disputa de adesão a projetos presidenciais. Manteve a narrativa de ser “pernambuquista”.

A governadora escolheu falar de Pernambuco. E essa foi uma diferença importante em relação ao caminho percorrido por seu adversário, o ex-prefeito do Recife, João Campos (PSB), herdeiro de uma das famílias mais tradicionais e influentes da política pernambucana, com força eleitoral demonstrada no Recife e ampla presença nas redes sociais.

João apostou na associação de sua candidatura ao presidente Lula e ao PT, uma estratégia eleitoral baseada na força do lulismo no Estado. Lula gravou vídeos, veio ao estado e subiu no palanque do então candidato, participando diretamente de uma disputa acirrada contra Raquel.

A governadora, por sua vez, não fez da eleição um confronto entre lideranças nacionais. Não atacou Lula nem buscou transformar Flávio Bolsonaro em aliado eleitoral. Manteve o discurso concentrado no estado e evitou importar para a disputa pernambucana uma polarização nacional que poderia limitar seu espaço de atuação.

O resultado foi uma vitória que fortaleceu sua posição política e lhe deu margem para tomar decisões sem precisar responder, necessariamente, aos interesses de grupos nacionais.

A vitória não cria uma dívida com Lula

Passado o primeiro turno, porém, a discussão sobre o posicionamento da governadora diante da disputa presidencial ganhou força. Raquel passou a ser alvo de expectativas e cobranças para que declare apoio a Lula, como se a relação institucional entre uma governadora e um presidente da República dependesse, obrigatoriamente, de alinhamento eleitoral. Mas é preciso separar as coisas.

Reunião secreta de Alexandre de Moraes com diretor-geral da Polícia Federal e delegados e eleva desconfiança no STF

Por Roseann Kennedy/Estadão - É crescente entre integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF) a desconfiança sobre os objetivos do ministro Alexandre de Moraes ao se reunir, nesta semana, com o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, e os diretores da Divisão de Crime Organizado, Dennis Cali, e de Inteligência da corporação, Leandro Almada, e a informação nesta sexta-feira (09), de que havia mais dois delegados presentes ampliou o mal-estar entre setores da Corte.

Participaram o chefe da Coordenação de Inquéritos Especiais (Cinq), Vitor Arruda, e o coordenador de Contrainteligência da corporação, Guilhermo Catramby. O fato aumentou o desconforto entre magistrados.

Por que Alexandre de Moraes fez uma reunião tão grande, sem incluir na agenda oficial, com os integrantes da PF envolvidos justamente nas apurações dos mais polêmicos casos da República no momento é a pergunta que não quer calar. Nem a PF nem o Supremo informaram o motivo do encontro.

Na última quarta-feira, um dia após o encontro, Andrei Rodrigues arquivou o pedido de investigação de suposta ingerência dos Estados Unidos nas eleições do Brasil. A medida foi adotada para evitar a tese de que estaria sendo preparada uma “fraude judicial” e para acenar ao pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL). O tema, porém, pode ter sido cortina de fumaça, na visão de alguns interlocutores que transitam pelo STF.

O primeiro motivo para essa leitura é porque quem pediu a investigação sobre interferência externa no pleito foi o ministro Flávio Dino, e não Moraes. O segundo motivo é porque os delegados presentes na reunião comandam setores da PF responsáveis pelas investigações que levaram o Supremo Tribunal Federal à sua maior crise reputacional.


A soberba, a queda e as pedras que clamaram

Por Bruno Brennand – Há derrotas que começam muito antes da abertura das urnas. Começam no instante em que alguém deixa de acreditar na invencibilidade do adversário.
Durante muito tempo, João Campos pareceu imbatível. Tinha juventude, sobrenome, estrutura política, exposição nacional e o peso de uma organização partidária que conhece como poucas os caminhos de uma eleição em Pernambuco.
A eleição para o Governo do Estado parecia, para muitos, menos uma disputa do que a próxima etapa de uma trajetória política previamente desenhada.
Do outro lado estava Raquel Lyra.
E talvez tenha sido esse o primeiro grande erro de avaliação de seus adversários.
Raquel entrou na disputa cercada de desconfiança. Questionava-se sua comunicação, sua popularidade, sua capacidade de articulação e até sua força para enfrentar um adversário apresentado como eleitoralmente poderoso.
Enquanto João era tratado como fenômeno, Raquel precisava diariamente provar que continuava no jogo.
Ela, porém, permaneceu.
Não confundiu fotografia com filme. Não tomou pesquisa por sentença. Não tentou ganhar a eleição antes do tempo.
Governou. Suportou críticas. Reorganizou alianças. Enfrentou dificuldades. Errou e acertou. Mas continuou caminhando quando muita gente já escrevia antecipadamente o roteiro de sua derrota.
Essa talvez tenha sido uma de suas principais características políticas durante todo o processo: resiliência.
Quando lhe disseram que João era imbatível, ela não precisava responder que o venceria.
Precisava apenas continuar.
E continuou.
Aos poucos, a percepção de uma eleição decidida antecipadamente começou a ser substituída pela percepção de uma disputa real.
E isso produz um fenômeno curioso na política: a força de determinados candidatos não está apenas nos votos que possuem, mas na crença coletiva de que não podem ser derrotados.
Quando essa crença desaparece, o gigante continua grande.
Mas deixa de ser invulnerável.
João Campos, entretanto, seguiu outro caminho.
Confiante na força eleitoral do PSB, na capacidade de sua estrutura política e no patrimônio eleitoral acumulado ao longo de gerações, conduziu uma campanha que, na minha avaliação, ultrapassou fronteiras que seu bisavô, Miguel Arraes, e seu pai, Eduardo Campos, conheciam muito bem.
Vi uma campanha agressiva, por vezes rasteira e, em determinados episódios, incompatível com o legado político que o próprio candidato reivindicava.
Talvez tenha acreditado demais na máquina, no marketing e na conhecida capacidade do PSB de disputar eleições.
E há nisso uma ironia quase arquitetônica.
Quanto maior a altura, maior pode ser a queda.
Do nono andar da Prefeitura do Recife, talvez o chão parecesse muito distante.
Mas a advertência é mais antiga do que pesquisas eleitorais, redes sociais, marqueteiros e partidos políticos:
“A soberba precede a ruína, e a altivez do espírito precede a queda.”
Provérbios 16:18.
Os antigos já sabiam.
Salomão já advertia.
Faltavam apenas as pedras.
Em uma das passagens mais poderosas do Evangelho de Lucas, quando alguns fariseus pedem a Jesus que repreenda seus discípulos, Cristo responde:
“Digo-vos que, se estes se calarem, as próprias pedras clamarão.”
Lucas 19:40.
E é exatamente neste ponto que preciso abandonar por alguns instantes a análise política.
Porque há uma história que nunca contei publicamente.
E não a conheço por jornais.
Eu estava lá.
Quando Eduardo Campos morreu naquele trágico 13 de agosto de 2014, acompanhei pessoalmente parte daquele doloroso percurso.
Estive no Instituto Médico Legal de São Paulo.
Fui a Santos para providenciar a certidão de óbito exigida pela Aeronáutica.
Depois retornei a São Paulo.
E de lá embarquei no Hércules da Força Aérea Brasileira que trouxe os corpos para Pernambuco.
Durante aquela viagem, cinco caixões estavam ao meu lado.
É uma imagem que o tempo não apaga.
Quando o avião pousou no Recife, eu estava entre aqueles que carregaram o caixão de Eduardo Campos.
As fotografias daquele dia registram minha presença.
Mas existe algo que nenhuma fotografia poderia mostrar.
Havia muito pouco de seus restos mortais.
E relato agora exclusivamente aquilo que testemunhei pessoalmente: pedras foram colocadas no caixão para conferir à urna o peso de um corpo.
Pedras.
Mais de uma década depois, diante da campanha protagonizada pelo filho de Eduardo, aquela lembrança retornou à minha memória com uma força que jamais imaginei.
“Se estes se calarem, as próprias pedras clamarão.”
De repente, o versículo ganhou para mim um significado perturbadoramente literal.
Porque aquelas não eram pedras quaisquer.
Eram as pedras que viajaram conosco.
As pedras que deram peso ao caixão de Eduardo Campos.
As pedras que acompanharam o retorno a Pernambuco de um homem cuja morte parou o Estado e cuja memória se transformaria em um dos maiores patrimônios políticos de sua família.
E são justamente essas pedras que me fazem formular a pergunta mais difícil deste artigo:
O que Eduardo Campos pensaria da campanha feita por seu filho em nome de um legado que também é o seu?
Não responderei por Eduardo.
Os mortos não podem ser convocados como cabos eleitorais dos vivos.
Seria intelectualmente desonesto atribuir-lhe palavras que nunca pronunciou.
Mas posso falar daquilo que testemunhei.
Posso confrontar métodos com histórias.
Posso comparar a maneira como conheci Eduardo fazendo política com aquilo que presenciei nesta eleição.
E posso dizer que sobrenome não é salvo-conduto.
Herança familiar não é herança moral.
Muito menos herança política.
João recebeu um nome extraordinariamente poderoso na história de Pernambuco. Recebeu uma tradição política que passa por Miguel Arraes e Eduardo Campos. Recebeu uma estrutura partidária construída durante décadas. Recebeu, sobretudo, um patrimônio simbólico que poucos políticos brasileiros de sua geração tiveram o privilégio de receber.
Mas justamente por isso sua responsabilidade era maior.
Quanto maior a herança, maior a obrigação de preservá-la.
E talvez aí esteja uma das grandes lições desta eleição.
Raquel Lyra enfrentou a desconfiança e permaneceu.
João Campos enfrentou a confiança e precisou administrar o peso dela.
Uma começou tendo de provar que poderia disputar.
O outro começou cercado pela expectativa de que naturalmente chegaria ao destino.
A política, porém, tem profunda aversão aos destinos previamente escritos.
As urnas não reconhecem dinastias.
O eleitor não recebe ordens da história.
E nenhuma eleição pertence antecipadamente a alguém.
No final, talvez os provérbios estivessem certos desde o princípio.
A soberba precede a queda.
E talvez Lucas também estivesse.
Porque existem momentos em que homens se calam, aliados se calam, partidos se calam e conveniências políticas recomendam silêncio.
Nesses momentos, restam as pedras.
Eu sei.
Eu as vi.
Viajei com elas.
E jamais poderia imaginar que, tantos anos depois, ainda teria de ouvi-las clamar.
Sobrenomes são herdados.
Mandatos são conquistados.
Legados precisam ser merecidos.
E a história, essa não pertence a ninguém.
— Via Ricardo Antunes

Flávio Bolsonaro diz que vai manter Bolsa Família e Farmácia Popular

O candidato à Presidência da República pelo PL, senador Flávio Bolsonaro, afirmou nesta sexta-feira (09) que vai manter os programas Bolsa Família e Farmácia Popular. O candidato se disse alvo de campanhas de notícias falsas. — Agência Brasil

“Há várias mentiras circulando. Uma delas é que eu acabaria com o Bolsa Família. Isso é mentira”, declarou.

Ele descreveu que o programa será focado em quem mais precisa e acompanhado de ações de capacitação e qualificação. Nas palavras dele, será “o maior programa de mobilidade social que esse Brasil já viu”.

O candidato conversou com jornalistas no intervalo de um evento de campanha, no qual reuniu apoiadores e políticos, na Ilha Itanhangá, um espaço de eventos na Barra da Tijuca, bairro nobre do Rio de Janeiro.

Flávio afirmou que vai melhorar o programa Farmácia Popular, com os medicamentos sendo entregues em casa e com avisos, pelo celular, sobre o horário da medicação.

O senador disse que vai incentivar o empreendedorismo entre as mulheres, prometeu menos impostos, financiamento barato e disse que a economia de um eventual governo será “baseada na produtividade”.

Combate a facções


Ao lado do deputado estadual Douglas Ruas (PL-RJ), vencedor da eleição para governador no estado, Flávio Bolsonaro disse que ambos estão alinhados em “declarar guerra” ao crime organizado.

“Aos narcoterroristas de Comando Vermelho, PCC e milícias que estão aqui no Rio, estão em São Paulo, estão em todo o Brasil”.

Flávio Bolsonaro também chamou de “boataria do PT” a informação de que ele privatizaria a Petrobras.

Ele criticou a política do governo de subsídios ao preço do diesel, em alta por causa da guerra no Irã, e afirmou que o fim dos incentivos levaria ao aumento do preço logo após as eleições. Nesta sexta-feira, o governo prorrogou os incentivos por mais 30 dias.

O candidato agradeceu o apoio firmado na véspera pelo candidato derrotado à Presidência Augusto Cury (Avante) e afirmou que “está conversando” com outros partidos.

Ex-marqueteiro de João Campos já começa o trabalho sujo para Lula. O mesmo feito contra Raquel

Tão logo o marqueteiro Rafael Marroquim ingressou na campanha do presidente Lula (PT) neste segundo turno, panfletos apócrifos contra o adversário Flávio Bolsonaro (PL) começam a circular nas ruas. A estratégia lembra os materiais encontrados nas ruas do Recife contra a governadora Raquel Lyra (PSD), que supostamente teriam sido espalhados por pessoas apoiadoras da campanha de João Campos (PSB), para quem Marroquim trabalhava até o último domingo, quando o socialista foi humilhado nas urnas.

Não há vinculação direta entre o marqueteiro e os panfletos, mas não deixa de ser uma coincidência no modus operandi. A questão é que dificilmente estratégias iguais produzem resultados diferentes na política, especialmente num curto espaço de tempo.

As estratégias do núcleo de comunicação de João Campos, formado por Marroquim e pelo intragável Gilberto Prazeres, contabilizaram erros a mil. Com Lula desesperado e vendo a derrota no radar, trouxe uma série de derrotados para perto na iminência de tentar reverter o resultado em três semanas. Além do marqueteiro, o presidente buscou um velho aliado: o também marqueteiro João Santana, derrotado no Ceará com Ciro Gomes (PSDB).

Não satisfeito, Lula ainda abriu espaço para o deputado federal reeleito André Janones (PT-MG) montar um exército virtual. Janones, quase um Pablo Marçal da esquerda, perdeu 100 mil votos de uma eleição para a outra com as estratégias que vem propondo ao presidente. A tempestade não está fácil em Brasília. — Por Ricardo Antunes

Obra complexa de calçamento em rua de Iguaracy promete causar impacto e transformar a realidade social dos moradores

O Repórter Municipal de Iguaracy, Sérgio Coelho, esteve na manhã desta última quarta-feira, acompanhando de perto o andamento das obras de calçamento da Travessa Sebastião Rafael Rodrigues, conhecida popularmente como Rua do Curral de Zé Carlos. A intervenção é aguardada há muitos anos pelos moradores e começa a mudar a realidade de uma localidade marcada pelas dificuldades de infraestrutura.

As imagens registradas no local revelam a complexidade dos serviços executados. Para garantir a segurança, a resistência e a durabilidade do calçamento, a obra exige uma preparação cuidadosa do terreno, com a construção de alicerces e uma estrutura de sustentação adequada às condições da via. Esses procedimentos tornam a execução mais trabalhosa e demandam um tempo maior para a conclusão dos serviços.

Durante anos, os moradores conviveram com a falta de infraestrutura em um trecho que recebeu pouca atenção do poder público. Agora, a expectativa é de que a pavimentação proporcione melhores condições de acesso e circulação, além de contribuir para a valorização dos imóveis e estimular novas construções na localidade.

A intervenção integra as ações da gestão do prefeito Dr. Pedro Alves e conta com recursos provenientes de emenda parlamentar do deputado federal Renildo Calheiros.

Uma transformação que vai além do calçamento

Mais do que uma obra de infraestrutura, a pavimentação representa a perspectiva de uma nova realidade para uma comunidade que, por muito tempo, conviveu com dificuldades estruturais e com o preconceito associado à simplicidade de suas moradias.

Com o avanço dos trabalhos, os moradores alimentam a esperança de dias melhores, com mais dignidade, valorização e oportunidades. A expectativa é que a melhoria não transforme apenas a paisagem da rua, mas também fortaleça o sentimento de pertencimento e abra novas perspectivas para quem vive no local.

A obra simboliza, assim, a chegada de uma melhoria aguardada há anos por uma comunidade que espera ver sua realidade reconhecida e transformada por meio de investimentos em infraestrutura urbana.


Bepi e Bope são os batalhões de polícia mais letais de Pernambuco, aponta levantamento

O Batalhão Especializado de Policiamento do Interior (Bepi) e o Batalhão de Operações Especiais (Bope) lideram em número de ocorrências com mortes em Pernambuco. Entre 2022 e junho de 2026, foram contabilizados 35 casos envolvendo policiais do Bepi. No mesmo período, 20 tiveram a participação de policiais do Bope. — JC UOL

Os dados fazem parte do Painel de Intervenção Policial, criado pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE) para ampliar a transparência sobre as ações policiais e monitorar a atuação do Estado diante da letalidade em Pernambuco.

“Há informações de onde há mais ocorrências, o sexo das vítimas, faixa etária e cor. Esses números mostram a realidade sobre a letalidade policial à sociedade”, pontuou o promotor Francisco Ortêncio de Carvalho, coordenador do Centro de Apoio Operacional de Defesa Social e Controle Externo da Atividade Policial do MPPE.

Entre 2022 e junho de 2026, de acordo com o painel, 337 ocorrências policiais com mortes foram mapeadas. Desse total, 205 casos foram arquivados e 35 resultaram em denúncias à Justiça. Outras seguem em apuração.

O painel também indicou que 427 pessoas foram mortas no período analisado. Desse total, 397 eram pretas ou pardas. E 95,1% eram do sexo masculino.

“Nossa intenção é reduzir a letalidade policial no Estado, por isso estamos sempre revisando protocolos de atuação da polícia e nos reunindo com comandantes da PM e diretores regionais. Também criamos núcleos regionais, em Caruaru e Petrolina, para apurar os casos em que há mortes em ações policiais. Antes nossa equipe estava concentrada na capital”, disse o promotor.

BATALHÕES MAIS LETAIS


O Bepi, que lidera em número de mortes nas ocorrências, é responsável pelo policiamento tático especializado no interior de Pernambuco. Já o Bope atua prioritariamente na Região Metropolitana do Recife, podendo ser acionado para o interior em situações mais extremas.

“O Bepi é, de fato, um batalhão que temos observado com mais atenção. A Polícia Militar argumenta que a unidade enfrenta muitos confrontos, ocorrências de maior intensidade. Mapeamos 17 ocorrências que entendemos que os protocolos precisam ser revisados”, afirmou o promotor.

Questionada pela coluna Segurança, a Polícia Militar justificou que esses batalhões são acionados para ocorrências de altíssima complexidade, “como enfrentamento a criminosos entrincheirados ou fortemente armados, gerenciamento de crises, tomada de reféns e cumprimento de mandados de alto risco”.

Segundo a PM, 83 mortes por intervenção policial foram registradas no Estado em 2025, das quais quatro envolveram o Bope e 18 envolveram o Bepi. Já em 2026, até setembro, 69 óbitos foram contabilizados, sendo nove ocorrências com participação de policiais do Bepi e nenhuma com o Bope.

Campeonato Iguaraciense de Futebol 2026 começa neste domingo com rodada dupla

O futebol vai movimentar Iguaracy neste domingo, 11 de outubro, com a abertura oficial do Campeonato Iguaraciense de Futebol 2026, no Estádio Municipal Capitão Dionísio. A programação contará com dois confrontos, envolvendo equipes das Séries A e B da competição.

A primeira partida será realizada às 16h, pela Série B, com o duelo entre Força Jovem e Nova Esperança. Já às 18h, pela primeira rodada da Série A, será a vez de Sport e Nova Esperança entrarem em campo.

A competição é promovida pelo Governo Municipal de Iguaracy, na gestão do prefeito Dr. Pedro Alves, por meio da Secretaria de Educação e Esportes e da Diretoria de Esportes.

A Prefeitura convida os torcedores e toda a população iguaraciense a prestigiarem a abertura do campeonato e acompanharem de perto os jogos, incentivando o esporte local e as equipes participantes.


Vorcaro admite pagamento “por fora” de R$ 30 milhões para filme de Lula em troca de acesso a fundos de pensão de servidores federais

O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, teria relatado o pagamento de cerca de R$ 30 milhões em dinheiro vivo ao Instituto Lula para financiar um documentário sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, dirigido pelo cineasta Oliver Stone. Segundo reportagem da revista Veja, publicada nesta sexta-feira (9), os recursos teriam sido repassados de maneira irregular, em meio a negociações para facilitar o acesso do banco a fundos de pensão de servidores federais.

Em áudio obtido pela revista, Vorcaro diferencia o financiamento da produção sobre Lula do patrocínio ao filme Dark Horse, ligado ao senador Flávio Bolsonaro. “O filme do Lula eu coloquei acho que até mais. Só que o do Lula foi por fora, foi errado. O do Flávio não foi, porque foi patrocínio normal”, declarou o banqueiro.

De acordo com os relatos atribuídos a Vorcaro, a negociação envolveria o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, com o objetivo de abrir caminho para o Banco Master acessar recursos de fundos de pensão de servidores públicos federais. A articulação teria contado com a participação de Augusto Lima, então sócio e CEO do banco, e a intermediação do senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo Lula no Senado.

A reportagem afirma que os R$ 30 milhões teriam sido entregues em espécie ao Instituto Lula, administrado por Paulo Okamotto, amigo do presidente. Vorcaro também teria mencionado outro pagamento, de valor não revelado, diretamente à instituição. Os recursos seriam destinados à produção de um documentário sobre Lula no exterior.

Prefeitura de Iguaracy realiza Festa de Outubro da Lagoa Nova neste domingo com duas atrações musicais

A comunidade de Lagoa Nova, em Iguaracy, se prepara para uma noite de muita música e forró neste domingo, 11 de outubro. A programação da Festa de Outubro contará com as apresentações de Forró do Meu Jeito e Cauã Ferreira, a partir das 22h.

O evento social integra as festividades em homenagem a São Francisco de Assis e é realizado pelo Governo Municipal de Iguaracy, na gestão do prefeito Dr. Pedro Alves, por meio da Secretaria de Cultura e Turismo.

A expectativa é de uma noite de confraternização, tradição e animação, reunindo moradores da comunidade e visitantes para celebrar a festividade ao som de muito forró.

A iniciativa reforça o compromisso da gestão municipal com a valorização das tradições culturais e a promoção de eventos que movimentam as comunidades do município.


Perseguidora de igrejas, Ana Elisa, eleita com mais de meio milhão de votos é a nova integrante da estratégia digital de Lula

A deputada federal eleita Ana Elisa Santos Silva (PT-MG), de 21 anos, tornou-se alvo de controvérsia nas redes sociais após ser anunciada como integrante do núcleo de estratégia digital da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para o segundo turno. Eleita com 524 mil votos, a petista passou a ter declarações antigas atribuídas a ela repercutidas, principalmente por mensagens envolvendo igrejas, cristãos e a bancada evangélica.

A polêmica ganhou força na quarta-feira (7), após o encontro de Ana Elisa com Lula e a divulgação de sua participação na equipe de campanha. No dia seguinte, publicações antigas começaram a circular novamente, incluindo capturas de tela de mensagens nas quais ela supostamente defendia o fechamento de igrejas. O deputado federal Nikolas Ferreira divulgou uma dessas imagens, ampliando a repercussão do caso.

Ana Elisa contestou a autenticidade de uma das capturas de tela e afirmou que a imagem havia sido forjada. Entretanto, uma reportagem do portal Claudio Dantas, assinada pelo jornalista Eli Vieira, apontou a existência de registros arquivados de outras publicações semelhantes. Em mensagens datadas de fevereiro e abril de 2023, a então jovem teria feito referências ao fechamento de igrejas e ao chamado “kit gay”. Em maio de 2026, já maior de idade, publicou, segundo os registros citados, uma declaração defendendo a retirada da isenção de impostos das igrejas evangélicas.

Outras manifestações atribuídas à deputada eleita também entraram no debate. Entre elas, uma declaração de junho de 2024 sobre o aborto após a 22ª semana de gestação, feita durante a discussão sobre o Projeto de Lei 1904/2024, que propunha equiparar determinadas situações de aborto realizado após esse período ao crime de homicídio. Na ocasião, Ana Elisa se posicionou contra a proposta e defendeu o direito de decisão da vítima de estupro. A discussão sobre o projeto provocou forte reação entre parlamentares, organizações religiosas e defensores dos direitos das mulheres.


Prefeitura de Iguaracy transfere feira livre para terça-feira, 13 de outubro

A Prefeitura de Iguaracy publicou o Decreto nº 049/2026, que determina a transferência da feira livre do município, tradicionalmente realizada às segundas-feiras, para a próxima terça-feira, 13 de outubro de 2026.

A mudança ocorre em razão do feriado nacional de 12 de outubro, dedicado a Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil, que neste ano será celebrado em uma segunda-feira.

De acordo com o decreto, a transferência tem como objetivo adequar o funcionamento da feira ao calendário do feriado, garantindo sua realização no dia seguinte.

A medida entra em vigor na data de publicação do decreto e revoga eventuais disposições em contrário.

A Prefeitura orienta comerciantes, feirantes e consumidores a ficarem atentos à alteração para evitar transtornos.


Band critica fim da escala 6x1 e alerta para possível aumento do custo de vida

O Grupo Bandeirantes de Comunicação se posicionou contra o fim da escala de trabalho 6x1 em editorial exibido no Jornal da Band. A emissora criticou a proposta de redução da jornada de trabalho e alertou para possíveis consequências econômicas, como o aumento dos custos das empresas, o encarecimento de produtos e serviços e os impactos no orçamento das famílias brasileiras.

Durante o posicionamento, o editorial argumentou que a medida estaria sendo apresentada como um benefício aos trabalhadores, mas poderia produzir efeitos negativos para a população. “Estão vendendo uma falsa vantagem para entregar, depois, uma vida cara e bem mais difícil. É uma armadilha mal disfarçada e perigosa que atinge todo o país”, declarou o texto exibido pela emissora.

Entre os principais argumentos apresentados pela Band estão os possíveis custos adicionais para as empresas caso a redução da jornada exija novas contratações ou mudanças na organização do trabalho. Segundo a avaliação defendida no editorial, esses custos poderiam ser repassados aos consumidores, pressionando os preços de produtos e serviços.

A posição da emissora ampliou o debate sobre a proposta, que divide opiniões no país. Defensores do fim da escala 6x1 argumentam que a mudança pode proporcionar mais descanso, melhorar a qualidade de vida e favorecer a saúde dos trabalhadores. Já os críticos alertam para possíveis impactos sobre os custos de produção, os preços, a contratação de funcionários e a atividade econômica.

As consequências de uma eventual mudança dependem, entre outros fatores, do modelo adotado, das regras de transição e das condições de cada setor. O editorial da Band expressa uma posição contrária à proposta e apresenta riscos econômicos que fazem parte da discussão nacional sobre a jornada de trabalho.

Datafolha: Flávio tem 52% contra 48% de Lula; 46% dos eleitores de Cury, Renan, Caiado e Zema migram para Flávio, enquanto 32% vão para Lula

A primeira pesquisa Datafolha divulgada para o segundo turno das eleições presidenciais de 2026 aponta Flávio Bolsonaro (PL) com 52% dos votos válidos, contra 48% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O levantamento foi divulgado nesta quinta-feira (8) e mostra uma diferença de quatro pontos percentuais entre os dois candidatos.

No cenário que considera o total das intenções de voto, Flávio aparece com 49%, enquanto Lula registra 45%. Os votos brancos e nulos somam 5%, e 1% dos entrevistados está indeciso.

No primeiro turno, realizado no domingo (4), Flávio Bolsonaro obteve 47,03% dos votos, contra 45,16% de Lula, uma diferença de aproximadamente 2,2 milhões de votos.

Eleitores de candidatos derrotados

A pesquisa também investigou a preferência dos eleitores que votaram em Augusto Cury (Avante), Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) no primeiro turno.

Nesse grupo, 46% afirmam que pretendem votar em Flávio Bolsonaro no segundo turno, enquanto 32% declaram preferência por Lula. A diferença é de 14 pontos percentuais a favor do candidato do PL.

Os números indicam que Flávio reúne a maior parcela das intenções de voto entre os eleitores dessas quatro candidaturas, embora uma parte significativa desse segmento manifeste apoio ao atual presidente.

Em setembro, levantamento anterior do Datafolha já apontava uma tendência semelhante: Flávio tinha 43% das intenções de voto nesse grupo, enquanto Lula registrava 30%. Na ocasião, 26% declaravam intenção de votar em branco, anular o voto ou não escolher nenhum dos dois candidatos.

A divulgação da nova pesquisa ocorreu no mesmo dia em que Augusto Cury acertou apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro, após uma conversa entre os dois. O entendimento envolveu compromissos relacionados à educação, à saúde e a outras áreas.

Metodologia da pesquisa


O Datafolha entrevistou 2.520 eleitores com 16 anos ou mais entre os dias 6 e 8 de outubro. A margem de erro geral é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

Contratado pela Folha de S.Paulo e pela TV Globo, o levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-02949/2026.

Os votos válidos são calculados excluindo-se os votos brancos e nulos, além dos eleitores indecisos. É esse critério que a Justiça Eleitoral utiliza para definir o resultado das eleições.

O segundo turno da disputa presidencial está marcado para o dia 25 de outubro de 2026.

Nunes Marques recebe sinalização de colegas do STF e reviravolta no caso Bolsonaro pode acontecer

Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) vêm transmitindo ao colega Kassio Nunes Marques o entendimento de que uma eventual análise da revisão criminal apresentada pela defesa de Jair Bolsonaro deve ser submetida ao Plenário da Corte, e não julgada por uma das Turmas.

A mesma avaliação é compartilhada pelo presidente do STF, Edson Fachin. Segundo informações obtidas nos bastidores, outros integrantes do Supremo também têm manifestado ao presidente preocupação sobre a forma como o caso deverá ser conduzido.

Nunes Marques é o relator da revisão criminal apresentada pela defesa do ex-presidente. O ministro foi indicado ao STF por Bolsonaro e passou a concentrar a condução do pedido que busca rever a condenação imposta ao ex-presidente.

Nos últimos dias, Nunes Marques sinalizou a pessoas próximas que pretende movimentar o processo logo após o segundo turno das eleições, previsto para o final de outubro. No meio político, essa possibilidade foi interpretada como um possível gesto favorável à candidatura de Flávio Bolsonaro.

Fachin, por sua vez, teria afirmado a interlocutores que não levaria muito tempo para colocar o assunto em julgamento no Plenário caso recebesse uma solicitação nesse sentido de Nunes Marques. A informação foi apurada com pessoas próximas a ministros da Corte.

Dentro do Supremo, integrantes que têm procurado permanecer afastados das recentes disputas internas defendem que uma eventual revisão da condenação de Jair Bolsonaro seja examinada pelo Plenário.

Embora o regimento do STF permita que decisões tomadas por uma Turma sejam submetidas à revisão pela outra, esses ministros consideram que há uma circunstância excepcional no caso: esta seria a primeira revisão criminal analisada pelo Supremo.

Por esse motivo, na avaliação deles, o julgamento deveria ser feito pelo conjunto dos ministros da Corte. — Jornal da Cidade Online

Lula muda estratégia digital e aposta em vídeos selfie para o 2º turno

A campanha de Lula (PT) começou a testar uma comunicação mais direta nas redes sociais para o segundo turno contra Flávio Bolsonaro (PL). Nesta quarta-feira (7), o presidente publicou vídeos gravados em formato selfie, linguagem comum no TikTok e no Instagram, enquanto aliados defendem maior presença pessoal do candidato no ambiente digital. — Folha de S.Paulo

A mudança já apareceu em duas publicações feitas por Lula nesta quarta. Em uma delas, o presidente falou diretamente à câmera e convocou apoiadores a intensificarem a campanha nas ruas. Em outra, abordou a proposta de fim da escala 6×1 e questionou o posicionamento de Flávio Bolsonaro e do PL sobre o tema.

O formato representa uma alteração na maneira como Lula vinha aparecendo nas redes. A proposta é reduzir produções mais elaboradas e ampliar conteúdos gravados de maneira simples, com o próprio presidente falando diretamente ao eleitor.

Segundo o Metrópoles, uma das sugestões para a adoção dos vídeos em formato selfie partiu do governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT), que utiliza esse tipo de comunicação com frequência em suas próprias redes.

Jovens parlamentares ligados ao PT também passaram a participar das discussões sobre a estratégia digital. Entre eles está Ana Elisa, deputada federal eleita por Minas Gerais, que participou na terça-feira (6) de uma reunião com a equipe de comunicação da campanha.

É falsa a mensagem que diz ser preciso tirar Carteira de Trabalho em CRAS para receber benefício do Bolsa Família

Circula nas redes sociais uma informação de que é necessário emitir a Carteira de Trabalho em um Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) para receber o Bolsa Família. A mensagem, no entanto, está completamente errada. — o Globo.

Em razão disso, o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) publicou, em seu site, um alerta de que o CRAS não emite Carteira de Trabalho e esse documento não é necessário para receber o benefício social citado.

A mensagem viralizada é, portanto, falsa. E pode levar pessoas a procurar os serviços de assistência social sem necessidade e provocar filas.

Para receber o Bolsa Família, é preciso somente estar inscrito no Cadastro Único e atender aos critérios do programa, como ter renda mensal de até R$ 218 por pessoa. O próprio governo federal identifica os possíveis beneficiários.

O cidadão que precisa fazer ou atualizar o Cadastro Único deve procurar o CRAS ou o posto de atendimento do Cadastro Único do seu município. O serviço é gratuito. Mas não será emitida Carteira de Trabalho nesse processo.

O responsável familiar deverá apresentar CPF, documento de identificação com foto e comprovante de residência, se tiver. Também será necessário informar os dados das demais pessoas da família.

Em caso de dúvida sobre o Bolsa Família, é possível buscar respostas através do Disque Social 121 ou a página gov.br/mds. O atendimento do Disque Social também está disponível por WhatsApp e chat, acessíveis pela página oficial do serviço.

Estrutura artificial de 157 metros no Monte Ararat e novos estudos revelam anomalias e indicam possível localização da Arca de Noé na Turquia

Novos levantamentos com radar, perfurações e análises do solo identificaram estruturas subterrâneas que pesquisadores consideram incomuns; investigação ainda não comprova que o local seja a Arca descrita na Bíblia

Uma formação montanhosa com aproximadamente 157 metros de comprimento, localizada no leste da Turquia, voltou a chamar a atenção de pesquisadores que há décadas tentam descobrir se o local pode guardar vestígios da Arca de Noé.

Conhecida como Formação Durupınar, a estrutura fica no distrito de Doğubayazıt, na província de Ağrı, próxima à região do Monte Ararat. Seu formato semelhante ao de uma grande embarcação fez com que o local fosse associado, desde sua identificação em 1959, à narrativa bíblica descrita no livro de Gênesis.

Agora, uma nova etapa de pesquisas, autorizada pelas autoridades turcas e conduzida por uma equipe liderada pelo arqueólogo Prof. Dr. Cenker Atila, da Universidade Sivas Cumhuriyet, reúne métodos de investigação geológica, geofísica e arqueológica para tentar determinar o que existe abaixo da superfície.

Radar revela estruturas subterrâneas


Os pesquisadores estão utilizando diferentes tecnologias para mapear a formação sem realizar grandes escavações neste primeiro momento.

Entre os métodos empregados estão o georradar (GPR), a tomografia de resistividade elétrica (ERT), o LiDAR, levantamentos topográficos, análises químicas do solo e perfurações.

Segundo os responsáveis pelo projeto, os levantamentos identificaram linhas retas, ângulos definidos, corredores, cavidades e estruturas semelhantes a compartimentos em diferentes pontos do subsolo. Algumas dessas anomalias foram identificadas a aproximadamente 9 metros de profundidade.

O grupo privado Noah's Ark Scans, que participa da investigação, divulgou recentemente um relatório preliminar apontando que os dados obtidos indicariam uma estrutura organizada abaixo da formação.

Um dos equipamentos utilizados nas análises é o chamado BakhtarRadar, desenvolvido pelo engenheiro Khosrow Bakhtar, especialista que trabalhou durante décadas com sistemas de detecção de estruturas ocultas.

Em declaração ao Daily Mail, Bakhtar afirmou que nunca havia encontrado sinais semelhantes em seus cerca de 40 anos de experiência.

Perfurações encontram camada muito resistente

Além dos levantamentos por radar, os pesquisadores também iniciaram perfurações para retirar amostras do subsolo.

Durante uma das etapas, foi encontrada uma camada extremamente dura entre aproximadamente 12 e 15 pés de profundidade, que, segundo relatos da equipe, chegou a dificultar o avanço dos equipamentos.

As amostras estão sendo encaminhadas para análises laboratoriais. Entre os objetivos está verificar a composição do material e investigar a existência de matéria orgânica ou possíveis vestígios de madeira altamente mineralizada ou deteriorada.

Análises anteriores de amostras de solo também teriam identificado uma concentração de matéria orgânica significativamente maior no interior da formação do que nas áreas externas.

O projeto pretende concluir o levantamento geofísico completo nos próximos meses e ampliar posteriormente as análises, inclusive com a possibilidade de procurar vestígios biológicos antigos.

Uma estrutura artificial?

É justamente neste ponto que a investigação ganha maior repercussão.

Pesquisadores ligados ao projeto afirmam que a presença de linhas retas, ângulos, possíveis compartimentos e outras anomalias subterrâneas seria compatível com uma estrutura construída pelo homem.

Alguns integrantes da equipe chegaram a afirmar que os novos dados reforçariam fortemente a hipótese de que a formação não seria apenas uma estrutura geológica natural.

Entretanto, ainda não existe comprovação científica independente de que a formação seja uma embarcação, muito menos de que corresponda à Arca de Noé.

A interpretação das imagens de radar e das anomalias subterrâneas ainda precisa ser confrontada com análises geológicas, arqueológicas e laboratoriais. Somente a identificação inequívoca de materiais e estruturas de origem humana poderia fortalecer significativamente essa hipótese.

As medidas coincidem com a descrição bíblica?

Um dos argumentos utilizados pelos pesquisadores é o comprimento aproximado da formação: 157 metros.

A medida é comparada às dimensões atribuídas à Arca no livro de Gênesis. Na narrativa bíblica, Noé recebe a orientação para construir uma embarcação com 300 côvados de comprimento, 50 de largura e 30 de altura.

Dependendo da conversão utilizada para o côvado, o comprimento estimado ficaria próximo dos 150 metros.

Para os pesquisadores que defendem a hipótese de Durupınar, essa semelhança é um elemento que merece investigação. Para a comunidade científica, porém, a coincidência de dimensões, por si só, não constitui prova de que a formação seja a embarcação bíblica.

Pedras também entram na investigação

Outro elemento considerado pelos pesquisadores está localizado nas proximidades da formação.

Grandes pedras com orifícios foram identificadas na região de Arzap e interpretadas por alguns investigadores como possíveis pedras de arrasto ou âncoras primitivas, conhecidas em inglês como drogue stones.

Algumas apresentam marcas ou cruzes que, segundo uma interpretação defendida por pesquisadores ligados à busca pela Arca, poderiam ter sido acrescentadas posteriormente por comunidades cristãs armênias que associavam aquelas pedras à tradição do Dilúvio.

As interpretações, entretanto, continuam sendo objeto de debate e não são consideradas provas conclusivas da presença da Arca.

O que pode acontecer agora?

A pesquisa deve continuar com a análise dos dados obtidos pelo radar, das imagens tridimensionais, das perfurações e das amostras retiradas do solo.

A expectativa dos responsáveis pelo projeto é reunir os resultados e apresentar os dados à comunidade científica em futuras conferências e publicações.

Uma das próximas etapas poderá envolver análises mais aprofundadas do material encontrado e, caso os resultados justifiquem, novas perfurações e eventualmente escavações arqueológicas controladas.

Por enquanto, a Formação Durupınar permanece como uma possível candidata, e não como uma descoberta confirmada da Arca de Noé.

A história bíblica continua despertando o interesse de pesquisadores, religiosos e curiosos há séculos. E agora, mais de seis décadas depois de a formação ter sido identificada em fotografias aéreas, a combinação de tecnologias modernas de investigação pode ajudar a esclarecer uma pergunta que permanece aberta: aquela enorme estrutura no leste da Turquia é apenas uma obra da natureza ou realmente esconde os vestígios de uma antiga embarcação?

A resposta, segundo os próprios pesquisadores, dependerá dos resultados das próximas análises.

Raquel era “bolsonarista” até o PT precisar dela agora no 2º turno

Durante meses, parte da esquerda pernambucana tentou convencer o eleitor de que Raquel era bolsonarista. João Campos chegou a dizer que “todo bolsonarismo” estava no entorno dela. Teresa Leitão, Marília Arraes e outros aliados da Frente Popular exploraram a mesma divisão. — Do Bastidor PE

Raquel manteve a neutralidade e uma parcela da esquerda tratou essa posição como adesão ao bolsonarismo, enquanto acreditava que poderia derrotá-la e resolver a eleição presidencial sem precisar dela.

O palanque de João insistiu para que Lula viesse a Pernambuco na reta final, apesar da resistência dentro da própria campanha presidencial. Trouxeram Lula a pulso para subir no palanque de João e tentar desequilibrar uma disputa estadual na qual Raquel havia pedido neutralidade. Lula veio, mesmo sabendo do risco político de hostilizar uma governadora que poderia ser importante num eventual segundo turno presidencial.

Raquel derrotou João Campos e foi reeleita. Lula não resolveu a eleição no primeiro turno e agora enfrenta o favoritismo de Flávio Bolsonaro. De repente, a governadora apresentada durante meses como parte do problema virou apoio que todo mundo quer.

O movimento chega a ser melancólico. Quem passou a campanha tentando empurrar Raquel para o bolsonarismo agora trabalha para levá-la ao palanque de Lula.

"Eu enfrentei a campanha mais violenta da história de Pernambuco", diz Raquel

Reeleita no primeiro turno com 53% dos votos, a governadora de Pernambuco Raquel Lyra (PSD), não definiu se irá declarar apoio a um dos nomes da disputa presidencial, mas diz já ter sido procurada tanto por interlocutores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quanto de Flávio Bolsonaro (PL). Lyra, no entanto, tem indicado que se manterá neutra na disputa, embora faça agradecimentos à gestão petista por investimentos no seu estado. — Do Globo

Em entrevista ao GLOBO, ela critica o fato de a corrida pelo Palácio do Planalto ter se transformado em uma discussão sobre qual ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) sofrerá impeachment.

— A gente não pode entrar em um ambiente em que a disputa eleitoral é sobre quem será o ministro do STF a sofrer impeachment — afirmou ela.

Ela defende, contudo, que haja julgamentos sobre escândalos e um debate sobre reforma no Judiciário, citando a possibilidade de se estabelecer mandatos para ministros, mas não no “calor das eleições.”

Após derrotar João Campos nas urnas, afirma que foi vítima de uma campanha violenta e de desconstrução de biografia. Sobre a crise no Judiciário, afirma que defende investigação e instituições fortes, mas é contra o uso eleitoral da pauta de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

A senhora foi procurada por aliados do presidente Lula com um pedido de apoio no segundo turno?

Recebi ligações de pessoas ligadas ao presidente, de ministros que sei que têm carinho por mim. Recebi agradecimentos pela eleição e falas de que estamos juntos, que estão prontos para nos ajudar (aqui em Pernambuco). Rui Costa, Humberto Costa e Marília Arraes me ligaram. Eles colocaram na pauta que queriam ter um momento comigo para poder conversar sobre a associação presidencial e o desejo de trabalharmos juntos, mas ainda não nos sentamos para conversar sobre isso.

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