
A primeira pesquisa eleitoral de 2026 divulgada nesta terça-feira reforça uma percepção já disseminada nos bastidores de Brasília: a sucessão presidencial caminha para repetir o roteiro de 2022. Segundo levantamento do Instituto Ideia em parceria com o portal Meio, o presidente Lula aparece à frente na maioria dos cenários testados, enquanto a oposição ainda patina na busca por um nome capaz de romper a polarização.
O dado mais simbólico do estudo é que apenas um adversário empata tecnicamente com Lula em simulações de segundo turno: o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. Mesmo assim, sua candidatura ao Planalto permanece incerta, já que o próprio governador tem reiterado a intenção de disputar a reeleição no estado.
De acordo com o levantamento, Lula lidera com pouco mais de 40% das intenções de voto em um dos principais cenários, enquanto Tarcísio aparece com cerca de 33%. Outros nomes da direita, como governadores e líderes regionais, surgem bem atrás, sem demonstrar força nacional consistente.
A CEO do Instituto Ideia, Cila Schulman, resume o diagnóstico: no imaginário coletivo, a eleição ainda é vista como um embate entre Lula e o bolsonarismo. Os demais pré-candidatos, segundo ela, “ainda não se apresentaram de forma clara ao país”.
Com a entrada formal do senador Flávio Bolsonaro na disputa, a direita passa a ter um nome explicitamente associado ao bolsonarismo. No cenário em que ele é testado, o parlamentar aparece com cerca de 26% das intenções de voto, contra quase 40% de Lula, desempenho inferior ao de Tarcísio.
Ainda assim, a avaliação de estrategistas políticos é que Flávio aposta em uma eleição de rejeições, não de propostas. A lógica é simples: levar o pleito para um segundo turno em que o eleitor seja forçado a escolher entre barrar Lula ou impedir o retorno de um Bolsonaro ao Planalto.
A pesquisa indica que a polarização segue intacta. “A eleição caminha para ser novamente uma eleição de veto”, avalia. A rejeição dos candidatos, mais do que sua capacidade de ampliar apoios, tende a ser o fator decisivo.
O cenário, diz ele, repete o dilema de 2022: o eleitor não escolhe necessariamente quem prefere, mas quem rejeita menos. Nesse ambiente, a ausência de uma terceira via viável continua sendo um traço marcante do tabuleiro eleitoral.
Por ora, os números sugerem que não. Apesar da multiplicidade de pré-candidaturas e do calendário ainda distante, nenhum nome conseguiu romper a barreira simbólica que separa o eleitor da lógica Lula versus Bolsonaro.
A pesquisa mostra que, mesmo após um governo marcado por desgaste político, crises fiscais e escândalos recorrentes, Lula ainda enfrenta um campo oposicionista fragmentado. Do outro lado, o bolsonarismo mantém musculatura eleitoral, mas segue limitado por altas taxas de rejeição.
O resultado é um cenário conhecido: dois polos fortes, um centro enfraquecido e uma eleição que, tudo indica, será decidida mais pelo medo do que pela esperança. VEJA
O dado mais simbólico do estudo é que apenas um adversário empata tecnicamente com Lula em simulações de segundo turno: o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. Mesmo assim, sua candidatura ao Planalto permanece incerta, já que o próprio governador tem reiterado a intenção de disputar a reeleição no estado.
De acordo com o levantamento, Lula lidera com pouco mais de 40% das intenções de voto em um dos principais cenários, enquanto Tarcísio aparece com cerca de 33%. Outros nomes da direita, como governadores e líderes regionais, surgem bem atrás, sem demonstrar força nacional consistente.
A CEO do Instituto Ideia, Cila Schulman, resume o diagnóstico: no imaginário coletivo, a eleição ainda é vista como um embate entre Lula e o bolsonarismo. Os demais pré-candidatos, segundo ela, “ainda não se apresentaram de forma clara ao país”.
Com a entrada formal do senador Flávio Bolsonaro na disputa, a direita passa a ter um nome explicitamente associado ao bolsonarismo. No cenário em que ele é testado, o parlamentar aparece com cerca de 26% das intenções de voto, contra quase 40% de Lula, desempenho inferior ao de Tarcísio.
Ainda assim, a avaliação de estrategistas políticos é que Flávio aposta em uma eleição de rejeições, não de propostas. A lógica é simples: levar o pleito para um segundo turno em que o eleitor seja forçado a escolher entre barrar Lula ou impedir o retorno de um Bolsonaro ao Planalto.
A pesquisa indica que a polarização segue intacta. “A eleição caminha para ser novamente uma eleição de veto”, avalia. A rejeição dos candidatos, mais do que sua capacidade de ampliar apoios, tende a ser o fator decisivo.
O cenário, diz ele, repete o dilema de 2022: o eleitor não escolhe necessariamente quem prefere, mas quem rejeita menos. Nesse ambiente, a ausência de uma terceira via viável continua sendo um traço marcante do tabuleiro eleitoral.
Por ora, os números sugerem que não. Apesar da multiplicidade de pré-candidaturas e do calendário ainda distante, nenhum nome conseguiu romper a barreira simbólica que separa o eleitor da lógica Lula versus Bolsonaro.
A pesquisa mostra que, mesmo após um governo marcado por desgaste político, crises fiscais e escândalos recorrentes, Lula ainda enfrenta um campo oposicionista fragmentado. Do outro lado, o bolsonarismo mantém musculatura eleitoral, mas segue limitado por altas taxas de rejeição.
O resultado é um cenário conhecido: dois polos fortes, um centro enfraquecido e uma eleição que, tudo indica, será decidida mais pelo medo do que pela esperança. VEJA


