
A tensão no Oriente Médio se intensificou nos últimos dias após o Irã alertar países vizinhos que poderá atacar bases militares dos Estados Unidos caso Washington leve adiante uma ofensiva em resposta à repressão aos protestos no país. O aviso foi direcionado a nações que abrigam tropas americanas, como Catar, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita e Turquia, em meio ao agravamento da crise interna iraniana.
O posicionamento ocorre após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que vem ameaçando “ações muito fortes” contra o regime iraniano diante da repressão violenta às manifestações. Segundo organizações de direitos humanos, milhares de pessoas já morreram e dezenas de milhares foram presas desde o início dos protestos, que se espalharam por mais de 100 cidades e configuram um dos maiores desafios ao regime teocrático em décadas.
Diante do aumento das tensões, militares americanos foram aconselhados a deixar parcialmente a Base Aérea de Al Udeid, no Catar, considerada estratégica para os EUA na região. A movimentação foi classificada como uma mudança de postura preventiva, sem indicativos, até o momento, de uma retirada em larga escala de tropas.
Em paralelo, o governo dos Estados Unidos emitiu um alerta para que cidadãos americanos deixem o Irã imediatamente, citando a instabilidade, a possibilidade de violência, prisões arbitrárias, bloqueios de estradas, restrições severas à internet e cancelamentos de voos. As autoridades recomendaram, quando possível, a saída por via terrestre, especialmente pelas fronteiras com a Turquia ou a Armênia.
O governo iraniano, por sua vez, acusa os Estados Unidos e Israel de fomentarem os protestos e afirma ter controle total da situação. O ministro das Relações Exteriores, Abbas Araqchi, declarou que o país está disposto a negociações, mas também “totalmente preparado para a guerra”, alertando contra qualquer interferência estrangeira. Contatos diplomáticos diretos entre Teerã e Washington, no entanto, foram suspensos, sinalizando o agravamento do impasse.
A crise ocorre em um momento de fragilidade regional do Irã, após conflitos recentes e perdas estratégicas de aliados, e reacende o temor de um confronto direto com os Estados Unidos, com potencial impacto em toda a região do Oriente Médio.
Fonte: O Globo / CNN / Bacci
O posicionamento ocorre após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que vem ameaçando “ações muito fortes” contra o regime iraniano diante da repressão violenta às manifestações. Segundo organizações de direitos humanos, milhares de pessoas já morreram e dezenas de milhares foram presas desde o início dos protestos, que se espalharam por mais de 100 cidades e configuram um dos maiores desafios ao regime teocrático em décadas.
Diante do aumento das tensões, militares americanos foram aconselhados a deixar parcialmente a Base Aérea de Al Udeid, no Catar, considerada estratégica para os EUA na região. A movimentação foi classificada como uma mudança de postura preventiva, sem indicativos, até o momento, de uma retirada em larga escala de tropas.
Em paralelo, o governo dos Estados Unidos emitiu um alerta para que cidadãos americanos deixem o Irã imediatamente, citando a instabilidade, a possibilidade de violência, prisões arbitrárias, bloqueios de estradas, restrições severas à internet e cancelamentos de voos. As autoridades recomendaram, quando possível, a saída por via terrestre, especialmente pelas fronteiras com a Turquia ou a Armênia.
O governo iraniano, por sua vez, acusa os Estados Unidos e Israel de fomentarem os protestos e afirma ter controle total da situação. O ministro das Relações Exteriores, Abbas Araqchi, declarou que o país está disposto a negociações, mas também “totalmente preparado para a guerra”, alertando contra qualquer interferência estrangeira. Contatos diplomáticos diretos entre Teerã e Washington, no entanto, foram suspensos, sinalizando o agravamento do impasse.
A crise ocorre em um momento de fragilidade regional do Irã, após conflitos recentes e perdas estratégicas de aliados, e reacende o temor de um confronto direto com os Estados Unidos, com potencial impacto em toda a região do Oriente Médio.
Fonte: O Globo / CNN / Bacci


