Venezuela deve cerca de R$ 10 bilhões ao Brasil! Será que agora recebe?


Venezuela deve cerca de R$ 10 bilhões ao Brasil! Será que agora recebe?

A Venezuela encerrou 2025 com uma dívida estimada em US$ 1,856 bilhão (aproximadamente R$ 10,1 bilhões) com o Brasil, sem qualquer perspectiva de quitação. O montante corresponde às parcelas não pagas de financiamentos e aos juros de mora acumulados, segundo dados do Ministério da Fazenda obtidos pela CNN Brasil.

A inadimplência venezuelana junto ao Brasil começou em 2018 e está relacionada a financiamentos concedidos principalmente no início dos anos 2000 para projetos de infraestrutura no país vizinho, incluindo a expansão do metrô de Caracas, uma ponte sobre o rio Orinoco, a Usina Siderúrgica Nacional e estaleiros. Esses contratos eram garantidos pelo Seguro de Crédito à Exportação (SCE), vinculado ao Fundo de Garantia à Exportação (FGE), mecanismo que protege exportadores brasileiros contra calotes.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informou que todas as parcelas não pagas pela Venezuela foram indenizadas pelo SCE, o que transferiu o saldo devedor para a União, que agora é credora do governo venezuelano.

Em respostas ao Congresso em 2025, o Ministério da Fazenda declarou que não há prazo definido para a quitação da dívida, que continua sendo atualizada conforme os encargos contratuais. As tentativas de cobrança incluem reuniões técnicas com autoridades venezuelanas em 2023 e o envio regular de ofícios, mas não houve avanço significativo nas negociações.

O cenário de recuperação do crédito é agravado pela prolongada crise política e econômica na Venezuela, que enfrenta um colapso de sua economia e queda drástica no PIB per capita nas últimas décadas, dificultando ainda mais qualquer possibilidade de pagamento imediato.

A situação segue como um impasse nas relações financeiras entre Brasil e Venezuela, sem previsão para resolução e com contínuo impacto nos cofres brasileiros em razão dos juros de mora que continuam a ser acumulados sobre o débito. (CNN Brasil / Luciano Seixas)

Opinião - De forma geral, a eventual prisão de Nicolás Maduro tende a gerar mais incertezas do que soluções imediatas em relação ao pagamento da dívida da Venezuela com o Brasil. No curto prazo, o cenário pode piorar, já que uma crise política mais profunda e uma transição instável de poder dificultam negociações e a organização das finanças do Estado venezuelano. Apenas no médio ou longo prazo, caso haja uma mudança efetiva de governo, reconhecimento internacional e retomada mínima da estabilidade econômica, poderia surgir algum espaço para renegociar dívidas externas. Ainda assim, qualquer avanço dependeria de fatores políticos e econômicos complexos, o que torna improvável uma solução rápida para o débito com o Brasil.

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