
Desde 2024, o município de Iguaracy, no Sertão do Pajeú, registrou cerca de 300 novos diagnósticos de doença de Chagas após a realização de quase sete mil testes rápidos de triagem. Os dados fazem parte das ações do projeto IntegraChagas Brasil e da Secretaria de Saúde do município, que estão sendo apresentados nesta semana com a presença de representantes do Ministério da Saúde e da Secretaria de Saúde do Estado de Pernambuco.
O IntegraChagas Brasil atua em apenas cinco cidades do país, sendo Iguaracy a única selecionada em Pernambuco. A escolha do município se deve ao elevado risco de transmissão da doença na região do pajeú. Em menos de dois anos, mais de 150 ações de testagem foram realizadas em todas as localidades do município, incluindo áreas urbanas e rurais. Os testes seguem disponíveis nas unidades de saúde e podem ser realizados por toda a população.
Além da ampliação do diagnóstico, o projeto também investiu na qualificação da rede local de saúde. Mais de 300 profissionais foram formados em Iguaracy para atuar na prevenção, no diagnóstico e no cuidado das pessoas com doença de Chagas, fortalecendo a atenção primária e a vigilância em saúde.
Ampliação das ações para outras cidades do vale do Pajeú
Durante a semana, o projeto realiza a Oficina de Monitoramento e Avaliação para doença de Chagas. A oficina acontece em Afogados da Ingazeira, sede da X Regional de Saúde do estado de Pernambuco. A ideia é discutir estratégias para a ampliação das ações de diagnóstico, cuidado e vigilância para os 12 municípios que integram a regional.
O encontro reúne gestores, técnicos e profissionais de saúde para analisar os resultados já alcançados, avaliar indicadores, identificar desafios operacionais e pactuar caminhos para a expansão das ações de forma integrada e sustentável. A proposta é fortalecer a articulação regional, padronizar fluxos de cuidado e garantir que a experiência acumulada sirva de base para a implementação efetiva das ações nos demais municípios da regional.
Um dos temas discutidos é a estruturação de uma linha de cuidado específica para o acompanhamento das pessoas diagnosticadas. A discussão será baseada no modelo desenvolvido em Iguaracy. Desde o início das atividades, foi criado um Grupo Gestor no município, responsável por definir o fluxo de cuidado, que inclui exames complementares, aconselhamento, consultas especializadas e tratamento, iniciando já a partir do teste rápido.
O desafio agora é garantir que as ações sejam estendidas para os demais municípios da região com apoio da Secretaria de Saúde do estado e com as secretarias de saúde das cidades que compõem a regional de Afogados.
Impacto no diagnóstico
Desde agosto de 2014, mais de 50% da população de Iguaracy foi testada. Os dados indicam um aumento expressivo de casos: em 2023, Iguaracy registrava apenas cinco pessoas diagnosticadas com Chagas. Com o início das testagens sistemáticas em 2024, esse número saltou para 87 casos até o início de 2026.
A maior parte das pessoas diagnosticadas é composta por mulheres. Os dados também revelam que cerca de 60% dos casos vivem na zona rural e que 85% têm mais de 50 anos. Uma criança foi diagnosticada e já teve acesso ao tratamento, reforçando a importância do diagnóstico precoce para a possibilidade de cura da doença.
Entre os casos confirmados, alguns apresentam manifestações cardíacas ou digestivas. No entanto, a maioria das pessoas diagnosticadas é assintomática, o que dificulta a identificação da doença sem a realização de exames. Por esse motivo, o teste rápido tem papel fundamental na ampliação do diagnóstico.
O IntegraChagas Brasil atua em apenas cinco cidades do país, sendo Iguaracy a única selecionada em Pernambuco. A escolha do município se deve ao elevado risco de transmissão da doença na região do pajeú. Em menos de dois anos, mais de 150 ações de testagem foram realizadas em todas as localidades do município, incluindo áreas urbanas e rurais. Os testes seguem disponíveis nas unidades de saúde e podem ser realizados por toda a população.
Além da ampliação do diagnóstico, o projeto também investiu na qualificação da rede local de saúde. Mais de 300 profissionais foram formados em Iguaracy para atuar na prevenção, no diagnóstico e no cuidado das pessoas com doença de Chagas, fortalecendo a atenção primária e a vigilância em saúde.
Ampliação das ações para outras cidades do vale do Pajeú
Durante a semana, o projeto realiza a Oficina de Monitoramento e Avaliação para doença de Chagas. A oficina acontece em Afogados da Ingazeira, sede da X Regional de Saúde do estado de Pernambuco. A ideia é discutir estratégias para a ampliação das ações de diagnóstico, cuidado e vigilância para os 12 municípios que integram a regional.
O encontro reúne gestores, técnicos e profissionais de saúde para analisar os resultados já alcançados, avaliar indicadores, identificar desafios operacionais e pactuar caminhos para a expansão das ações de forma integrada e sustentável. A proposta é fortalecer a articulação regional, padronizar fluxos de cuidado e garantir que a experiência acumulada sirva de base para a implementação efetiva das ações nos demais municípios da regional.
Um dos temas discutidos é a estruturação de uma linha de cuidado específica para o acompanhamento das pessoas diagnosticadas. A discussão será baseada no modelo desenvolvido em Iguaracy. Desde o início das atividades, foi criado um Grupo Gestor no município, responsável por definir o fluxo de cuidado, que inclui exames complementares, aconselhamento, consultas especializadas e tratamento, iniciando já a partir do teste rápido.
O desafio agora é garantir que as ações sejam estendidas para os demais municípios da região com apoio da Secretaria de Saúde do estado e com as secretarias de saúde das cidades que compõem a regional de Afogados.
Impacto no diagnóstico
Desde agosto de 2014, mais de 50% da população de Iguaracy foi testada. Os dados indicam um aumento expressivo de casos: em 2023, Iguaracy registrava apenas cinco pessoas diagnosticadas com Chagas. Com o início das testagens sistemáticas em 2024, esse número saltou para 87 casos até o início de 2026.
A maior parte das pessoas diagnosticadas é composta por mulheres. Os dados também revelam que cerca de 60% dos casos vivem na zona rural e que 85% têm mais de 50 anos. Uma criança foi diagnosticada e já teve acesso ao tratamento, reforçando a importância do diagnóstico precoce para a possibilidade de cura da doença.
Entre os casos confirmados, alguns apresentam manifestações cardíacas ou digestivas. No entanto, a maioria das pessoas diagnosticadas é assintomática, o que dificulta a identificação da doença sem a realização de exames. Por esse motivo, o teste rápido tem papel fundamental na ampliação do diagnóstico.


