Mandantes da chacina de Conselheiros Tutelares em Poção são condenados a mais de 200 anos de prisão


Mandantes da chacina de Conselheiros Tutelares em Poção são condenados a mais de 200 anos de prisão

Terminou na madrugada do último sábado (7), no Recife, o julgamento de Bernadete de Lourdes Britto Siqueira Rocha e José Vicente Pereira Cardoso da Silva, acusados de encomendar e articular a Chacina de Poção, ocorrida em 2015, no Agreste de Pernambuco. Após três dias de júri popular, ambos foram condenados por quatro homicídios qualificados e por atuação em grupo de extermínio.

Bernadete foi condenada a 142 anos, 5 meses e 16 dias de reclusão. Já José Vicente recebeu pena de 67 anos, 3 meses e 8 dias de prisão, reduzida pela metade devido à idade — ele tem mais de 70 anos.

Segundo a acusação, Bernadete, avó paterna da única sobrevivente do ataque, foi a mandante do crime, motivado por uma disputa judicial pela guarda da neta. José Vicente, ex-diretor da Penitenciária de Arcoverde, foi apontado como o articulador da chacina, responsável por contratar os executores.

As vítimas foram os conselheiros tutelares José Daniel Farias Monteiro, Lindenberg Nóbrega de Vasconcelos e Carmem Lúcia da Silva, além de Ana Rita Venâncio, avó materna da criança.

Outros condenados

Ao todo, sete pessoas foram acusadas de envolvimento no crime. Já haviam sido condenados anteriormente:
Égon Augusto Nunes de Oliveira – 101 anos e 4 meses de prisão
Orivaldo Godê de Oliveira – 101 anos e 4 meses
Ednaldo Afonso da Silva – 12 anos e 6 meses
Wellington Silvestre dos Santos – 74 anos

O julgamento de Leandro José da Silva foi adiado a pedido da defesa e ainda não tem nova data marcada.

Relembre o caso

A chacina ocorreu na noite de 6 de fevereiro de 2015, no Sítio Cafundó, zona rural do município de Poção. As vítimas estavam em um carro quando foram surpreendidas por uma emboscada. Uma menina de três anos sobreviveu ao ataque, mas ficou ferida.

De acordo com as investigações, o crime foi planejado em razão da disputa pela guarda da criança, dividida entre as famílias materna e paterna. Bernadete também chegou a ser investigada por suspeita de envolvimento no envenenamento da nora, mãe da menina.

As investigações foram concluídas em abril de 2015, com sete pessoas indiciadas. O pai da criança chegou a ser preso na época, mas não foi indiciado.

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