Relatórios apontam que Israel passou anos hackeando câmeras em Teerã antes de ataque que matou Ali Khamenei


Relatórios apontam que Israel passou anos hackeando câmeras em Teerã antes de ataque que matou Ali Khamenei

Reportagens publicadas pelo jornal britânico Financial Times indicam que Israel teria conduzido uma operação de vigilância eletrônica prolongada na capital iraniana antes do ataque que resultou na morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei.

De acordo com a investigação, agentes israelenses teriam passado anos hackeando câmeras de trânsito em Teerã para monitorar deslocamentos e rotinas do líder iraniano, além de acompanhar os movimentos de seus guarda-costas. A estratégia teria como objetivo mapear padrões de segurança e identificar vulnerabilidades.

Segundo os relatos, os dados coletados permitiram a criação de um detalhado “padrão de vida” — termo utilizado em operações de inteligência para descrever a análise sistemática de hábitos, horários, trajetos frequentes e encontros estratégicos de um alvo específico.

Esse tipo de monitoramento prolongado é considerado uma ferramenta central em operações de alta precisão, pois possibilita prever comportamentos e reduzir margens de erro no momento da execução de uma ofensiva.

As revelações ampliam a dimensão do confronto indireto entre Israel e Irã, adversários históricos no Oriente Médio. Ao longo dos últimos anos, ambos os países têm sido associados a operações cibernéticas, sabotagens e ações encobertas em território estrangeiro.

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